Desde há algum tempo (mais precisamente desde que passamos pela experiência de viver na Venezuela, mas é tema para outro post) que temos vindo a modificar os nossos hábitos de consumo e consequentemente adquirimos uma consciência a uma escala gigantesca. O mundo é composto de mudança e ainda bem. Assim, mudamos - e quando um muda o mundo muda também. Proporcionamos às nossas filhas exemplos que acreditamos serem os grandes alicerces para a sua formação e felicidade.
Começamos por "destralhar" a casa, doar o que tínhamos em excesso (e ganhar consciência de que se gasta dinheiro só porque é giro ter isto ou aquilo que achamos que um dia nos pode ser útil e até está na moda e afinal, acabamos por nem usar e com isto lembro-me logo da Bimby).
Tornamos o nosso lar ainda mais acolhedor, reduzindo-o ao essencial (uma tarefa ainda em curso). Passamos a coleccionar momentos em vez de coisas.
Mudamos os hábitos alimentares (não, não deixei de comer chocolate negro), plantamos, há 22 dias a nossa horta, 100% biológica e já colhemos vegetais e aromáticas.
Viajamos com data de ida e de regresso mas sem grandes planos e deixamo-nos surpreender pelo que a viagem tem realmente para nos oferecer. Optamos por hotéis próximos do que nos interessa e ganhamos tempo com qualidade. Demoramo-nos à mesa e degustamos melhor as culinárias locais, apreendemos as gentes, aprendemos palavras noutros idiomas (às vezes bem estranhos). Perdemo-nos em vilas e cidades para não seguirmos o curso dos turistas e é fantástico!
Ordenamos prioridades, compromissos, simplificamos!
Passamos a viver mais devagar e assim, a desfrutar do que é realmente importante, com a intensidade que merece.
Já não sabemos viver longe da natureza, precisamos de sentir o mar e a terra, no corpo e na alma.
Passamos a viver mais devagar e assim, a desfrutar do que é realmente importante, com a intensidade que merece.
Já não sabemos viver longe da natureza, precisamos de sentir o mar e a terra, no corpo e na alma.
Hoje, somos uma família a viver com qualidade de vida (apesar do pai trabalhar fora, numa cidade caótica mas rodeada de montanhas e verde, onde os papagaios voam livremente), somos, também nós mais livres, vivemos com bom senso e equilíbrio, graças a termos colocado de parte o acessório (cada vez mais) e aprofundado o essencial.
As fotos que se seguem são disso exemplo. As manas dispensam brinquedos caros para se divertirem e serem super felizes. Precisam apenas de estar juntas, envoltas em amor, em harmonia com a natureza.
E esta forma de estar na vida levou-nos a programar umas férias de fim de verão tão diferentes das habituais... mas esse, será tema para um próximo post.
Como diz Mario Rigoni Stern: "seria suficiente um passeio na natureza, parando por um momento para ouvir, despir-se do supérfluo, para entender que não se necessita de muito para viver bem".
Adoro as fotos... adoro mesmo!!!
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