Com aparência de monges muito jovens ou mesmo ainda crianças, ostentando gorros ou vestes encarnadas (a cor da protecção), estes pequenos budas são Jizō - o guardião dos viajantes, das crianças, inclusive as que não conseguiram nascer, as que partiram deste mundo ainda pequenas (as “Mizuko” ou filhos de água) e das que ainda nascerão. É ainda patrono das grávidas e das mulheres em trabalho de parto. E é por isso que é também comum encontrar-se junto às mesmas, brinquedos, doces, babetes e outros objectos tradicionalmente associados às crianças ou a mulheres grávidas. Esta é uma das divindades mais queridas, no Japão.
Cada estátua carrega uma história simultaneamente de esperança, alegria e dor. Por ser protector dos viajantes (seja nas viagens físicas quanto nas espirituais) é comum ser encontrada junto a estradas.
Segundo o budismo, para alcançarmos a vida eterna, devemos atravessar o rio Sanku. Os budistas acreditam que as almas das crianças que morrem prematuramente não podem atravessar este rio, porque não reuniram suficientes boas acções e causaram sofrimento às suas famílias. Assim, estão condenadas a orar pela compaixão de Buda e a amontoar pedras nas margens do rio. Mas surge Jizō, que as resgata, escondendo-as nas suas mangas. E todos rezam em pedido de protecção às crianças e agradecimento pelas curas.
As mães que perderam os filhos escrevem orações em pequenas tiras de papel, colocando-as nas águas, para que sejam levadas até aos filhos. Eles responderão aos seus pedidos com um carinhoso sorriso. E é por isso que é apelidado do deus do sorriso, inimigo dos espíritos malignos e o único que pode confortar uma mãe em luto.
Jizō representa a sabedoria da Terra, manifestando-se na boa vontade espiritual, compaixão e salvação universal. Surge de seis formas, sempre com intenção de aliviar a dor dos vivos e dos mortos - Seis Reinos da Existência - Roku Jizō (Seis Jizō).
É comum ver seis estátuas de Jizō juntas: uma carrega o cajado, outra a pedra da cura, outra o rosário budista, o incenso, flores ou tem as mãos num gesto de oração. O Jizō pode carregar apenas um cajado com seis anéis, que simbolizam os seis estados do desejo.
A quatro, sentimos a energia de cada um destes locais, contemplamos em gratidão e oramos, por todas as famílias deste mundo, sobretudo por todas as crianças, para que possam crescer num mundo mais justo, mais fraterno, mais igual, onde impere a bondade e o amor acima de todas as discórdias e controvérsias. Por um mundo com mais luz!
A Programação NeuroLinguística (PNL) tem várias técnicas que nos auxiliam a lidar com a delicada questão da morte. Uma das mais simples surge no Panorama Social, de Lucas Derks. Em frente ao espelho, dizemos a nós próprios:
– “Olá eu, gosto de ti, és uma pessoa muitíssimo amorosa e quero envelhecer contigo. E quando morreres estarei ao teu lado, isto é 100% verdade.”










































