Íamos, finalmente, visitar a Casa da Virgem Maria, onde a mãe de Jesus terá vivido os seus últimos anos, junto a São João Baptista (a quem Cristo terá pedido, antes de ser crucificado para a amparar).
Com crianças, por termos apenas um dia disponível e por estar uma temperatura que rondava os 40 graus, optámos por contratar uma excursão, num autocarro turístico, com uma guia em castelhano, a amável Derya.
A humilde casa (onde aconteceu a Assunção de Nossa Senhora) é feita de pedra, situa-se a 400 metros de altitude, no alto do Monte Coresus (Panaya Kapulu), numa zona conhecida como Maryemana Kultur Parki, a oito quilómetros de centro de Éfeso.
O local mágico, invadido por uma energia singular, é um relevante centro de peregrinação reconhecido pela igreja católica e pelos muçulmanos. Para estes, Nossa Senhora foi a mãe de um grande Profeta e é a única mulher a ser exaltada no livro sagrado muçulmano.
Dentro da casa, hoje uma capela/ santuário, não é permitido fotografar.
Para nós, crentes em Nossa Senhora e as nossa filhas a Ela consagradas, esta visita revestiu-se de grande intensidade. A Constança estava emocionada e a Madalena, ainda tão bebé, parecia sentir a presença de Maria, algo que não poderemos nunca descrever em palavras. Percorrermos os mesmos caminhos que a Mãe, passearmos nos mesmos jardins, abrigarmo-nos nas sombras das mesmas árvores, bebermos da água da fonte (a única na região e que se acredita ser abençoada) que tantas vezes lhe saciou a sede foram momentos verdadeiramente especiais.
Ao lado da fonte, está o Muro das Graças repleto de bilhetes, lenços esvoaçantes, fitas, agradecimentos e pedidos dos peregrinos que ali passam. Também nós deixamos o nosso bilhete, escrito com tanto carinho e significado. Um momento de oração e reflexão, em família.
O local foi desvendado ao mundo, no século IXX por Anne Catherine Emmerich, uma freira acamada, que nunca andou nem nunca saiu da Alemanha. O sítio, em Éfeso é descrito com um pormenor impressionante e as suas visões foram publicadas em livro.
Em outubro de 1881, um padre francês descobriu as ruínas do que teria sido a casa descrita pela freira. Dez anos mais tarde, uma expedição encontrou o mesmo local através das descrições nos livros e descobriram ainda que a casa era um centro de adoração há séculos, por pessoas que se diziam descendentes dos "Cristãos de Ephesus" que chamavam aquela zona: "Chapel of the Most Holy" e que acreditavam que Nossa senhora ali tinha vivido até ascender aos céus. A realização do teste de carbono 14, comprova que a casa data dessa época.
História
Visitaram o local: em 1967, o Papa Paulo VI; em 1979, o Papa João Paulo II e em 2006, o Papa Benedicto XVI.
Sugestões
Levar protector solar, chapéu, lanche e recipiente para trazer água da fonte que se crê abençoada.
Parem, sentem-se à sombra das árvores e contemplem a serenidade do local. Contem a história do mesmo às crianças, antes e durante a visita. Escolham uma intenção, acendam uma vela e rezem juntos.
Que Maria abençoe e proteja todas as famílias.
Ainda em Izmir, a nossa visita a uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo - Éfeso.







