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Vamos crescer tanto

25.2.15
Entramos no avião, de Caracas para Lisboa. Voo completamente lotado, como já é habitual. Procuramos os nossos lugares, chegamos e à coxia estava já sentado um senhor. Pensei: “espero que seja uma pessoa paciente, não vá dar-se o caso das miúdas não adormecerem fácilmente e ainda são quase 8h30 de voo…”. O senhor cumprimentou-nos com um sorriso amistoso (ufa). Instalámo-nos! Passado alguns minutos diz-me o Ernesto:
- “É um padre!”
-“Padre? Que padre?”
- Este senhor, sentado ao meu lado, é padre!”
- “Menos Ernesto!!!”
- “A sério! Vê a insignia na cruz que traz ao peito…”
Realmente, conferia. Conhecendo-me melhor do que as palmas das suas mãos, o Ernesto sugeriu que trocassemos de lugar. Afinal, já previa longas horas de conversação. Dito e certo! Nunca fi zuma viagem de longo curso tão prazerosa. Foi assim que começou uma bela amizade com o Pe. Luciano, sacerdote Salesiano (nem de propósito, a minha familia tem já uma longa tradição Salesiana e juro que me senti a viajar, literalmente ao lado de S. João Bosco).

Há mais de 60 anos foi destacado dos Salesianos, em Roma para a Venezuela. Desde então, tem trabalhado nas favelas, recupera jovens, resgata dos maus caminhos famílias inteiras. Há 16 anos fundou a Casa de Acolhimento Padre Luciano. Aqui vivem dezenas de crianças e jovens, em risco que aprendem a ser homens e mulheres justos, fraternos e trabalhadores. Com o contributo e generosidade de muitos amigos e até desconhecidos, a obra continua a crescer de forma sustentada e a dar frutos.

Todas as semanas vão favela dentro levar os excedentes e prestar apoio aos que ainda não conseguiram sair dos morros. E assim que ouvi isto vi um dos nossos sonhos assumir contornos humanos e auto convidei-nos para os acompanhar na missão! O Pe. Luciano primeiro espantado, depois feliz aceitou e, no próximo Verão vamos viver 15 dias (desconfio que a estadia se prolongará) nesta nobre Casa, situada na base de uma favela. Vamos subir diariamente para estes bairros (sim, são perigosos, com elevadissimas taxas de criminalidade violenta mas também com muitos corações e almas puras e bondosas que carecem de tanto amor e comida). Temos a certeza de que cresceremos todos muito mais do que possamos imaginar a esta distância… Vai fazer-nos bem vivermos com tão pouco e ainda termos que o partilhar com quem nada tem, vivermos sem o conforto material, sem a certeza do “daqui a pouco” e de que está tudo a postos mesmo até para o que não precisamos. As miúdas vão fazer amigos para a vida e nós também! Estamos gratos e em contagem decrescente porque a primeira grande viagem faz-se de dentro para fora!

“O Mundo é um livro e aquele que não viaja lê apenas uma página” – Sto Agostinho

Limusina, por favor!

21.2.15
Já se imaginaram a sair da praia de limusina? Pois, nós também não, mas aconteceu, nas Bahamas!! 
Depois de meia hora à espera (sem sucesso) que passasse um táxi ou outro meio de transporte que nos levasse de regresso ao porto de Nassau, eis que surge o Johnny e o seu Hummer limusina. A viagem custou $20, o táxi custaria $25! Moral da história: se não tens táxi vai de limusina!

Foi, provavelmente a viagem mais pirosa que fizemos até hoje e ao mesmo tempo uma das mais cómicas!