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Maison Cailler - Suiça

26.8.15
A chuva convida ao conforto de um cantinho quente e, de repente, sem pedir licença, um aroma doce e colorido invade-nos irresistivelmente todos os sentidos. Estamos na entrada da doce fábrica de chocolate suíço: Maison Cailler.


Aguardamos a nossa vez, para mergulharmos na história do chocolate e vamo-nos deliciando no imenso mundo de sabores e experiências, na loja Cailler. São dezenas e dezenas de variedades de chocolates, dispostos a satisfazer desde o mais singelo apreciador desta iguaria, às gulas mais exigentes e extravagantes. 


Workshops e mini-cursos, sobre como fazer chocolates e tudo o que com ele se relaciona, podem ser reservados com antecedência e deleitam apreciadores, oriundos de todas as partes do Planeta. 


A visita que se estende por várias salas invadidas por luz, sons, imagens e aromas, dura cerca de uma hora, pode ser realizada em vários idiomas e começa com a história do cacau e o homem que o apresentou à Europa: Hernán Cortéz. 


Em 1519, Cortéz chegou ao México e foi recebido pelo Imperador Montezuma, dos astecas. O Imperador bebia uma bebida peculiar, com paladar forte, que Cortéz muito prezou. Nove anos depois, no regresso a Espanha transportou consigo grãos de cacau para oferecer ao Rei. As ilhas tropicais, conquistadas pelos espanhóis depressa foram invadidas por plantações de cacau e o chocolate tornou-se uma bebida famosa, apenas ao alcance dos mais abastados. Graças às plantações de cacau, de Cortéz, durante um século, a Espanha teve o monopólio do comércio de grãos de cacau. A partir de 1700, o chocolate era já uma bebida popular em países como a Inglaterra e a Holanda e a sua produção disparou.

E quem resiste?


Apesar da Suíça não produzir cacau (pelas suas condições climáticas), foi aqui que nasceu o chocolate mais famoso do mundo. François-Louis Cailler, o primeiro suíço a produzir chocolate, provou esta iguaria em Itália, no século IXX. No regresso à terra mãe, pôs mãos à obra e desenvolveu a arte. Em 1819, fundou uma pequena fábrica em Vevey. Já em 1875, o genro de Cailler estabeleceu uma parceria com Henri Nestlé. O leite condensado foi misturado com o chocolate e nasceu o chocolate de leite. Juntou-se Charles-Amédée Kohler, o autor do chocolate com nozes, e germinou a "Peter, Cailler, Kohler". Em 1929, a Nestlé comprou a Cailler.



Passada a contextualização histórica é tempo de apurar as pupilas gustativas e o olfacto. Nesta sala estão expostos os diferentes ingredientes utilizados pela marca. Somos todos convidados à primeira prova. 



Segue-se a sala da confecção e, finalmente a doce degustação, sem pressa que a variedade é imensa.
No fim da visita, a foto da praxe que a própria Cailler nos envia por e-mail.




Um pequeno vídeo que revela, um pouco, desta apetitosa visita. 
A transformação de uma simples produção numa arte, o surgimento de fábricas de chocolate de renome, a adição de ingredientes pomposos, os avanços tecnológicos, a imagem de marca de produtos superiores, colocaram a iguaria suíça no cume do melhor chocolate do mundo (ainda assim, os suíços que nos perdoem mas nós preferimos o chocolate belga). 


O produto que alavancou a economia suíça levou a que, em 1901, o governo criasse a Associação de Produtores de Chocolate, Chocosuisse, de forma a promover o chocolate suíço e garantir um padrão de qualidade superior.

Esta visita foi particularmente interessante pelo facto de o pai da casa e a filha mais nova (a mana minusca) terem nascido num dos maiores e melhores produtores de cacau, do mundo: Venezuela. Passamos assim, das plantações de cacau (que ainda existem, na Venezuela) para a magia da transformação e o tão apreciado produto final.


E para quem ainda não sabe, a mãe desta família e a filha mais nova são chocolatras. E sim, passamos uma semana no “céu”. Agora pasmem-se, a Portugal regressamos apenas com três caixas de chocolate e sabem que mais? Todas para oferecer! Porquê? É um mistério para desvendarmos quando voltarmos à Suíça.

Dicas:

Ao lado da fábrica, quase na entrada da estação de comboios de Broc existe um outlet da Nestlé que vale a pena visitar.

A Suíça é o “país do chocolate”, mas pode comprar em supermercados (a preços bem mais acessíveis) praticamente os mesmos que compra nas lojas das marcas.
No Coop, encontra a maior variedade de marcas com destaque para: Nestlé, Lindt, Cailler, Camille Bloch, Villars, Toblerone, Minor, Suchards. Também no Denner (grupo Migros) encontra excelentes marcas, incluindo as próprias e muitas promoções.


Aqueduto das Águas Livres

23.8.15
Desta vez, foi de cima para baixo que avistamos a nossa querida Lisboa e não, não viajávamos de avião. Percorremos o Aqueduto das Águas Livres e trouxemos companhia, a avó Luiza, uma apaixonada por história. 


Para contrariar anos a fio de seca em Lisboa, no século XVI, surgiu a intenção de reconstruir o antigo aqueduto com o qual os Romanos terão abastecido a cidade a partir da barragem de Olisipo, no vale de Carenque e assim, a proposta foi enviada ao Rei D. Sebastião. A falta de orçamento (algo que permanece actual em Portugal) não permitiu a sua concretização mas, em 1731, o Rei D. João V (recorrendo à cobrança de impostos sobre a carne, azeite…) mandou construir o Aqueduto das Águas Livres, em 1744 as primeiras águas começaram a chegar a Lisboa e assim continuaram até 1967. 




A vista, de ambos os lados do aqueduto, é soberba!




Este é um vasto sistema de captação e transporte de água, por via gravítica e considerado uma obra notável da engenharia hidráulica. E, ao contrário do que pensávamos não provoca qualquer desconforto (vertigens ou tonturas) percorrer estes corredores. 



O sistema, resistiu ao terramoto de 1755. Os entendidos defendem duas teorias - uma, que as suas fundações estão assentes em dois maciços rochosos do Cretáceo Superior e outra - que a resistência se deveu ao ângulo formado pelos arcos, que lhe terá permitido a mobilidade suficiente.


Este Monumento Nacional extende-se por um troço principal, de 14,1 km, com início na Mãe de Água Velha, em Belas, e final no reservatório da Mãe de Água das Amoreiras, em Lisboa, ao qual se somam vários troços secundários destinados a transportar a água de cerca de 60 nascentes. Cinco galerias para abastecimento de cerca de 30 chafarizes da capital.


A extraordinária arcaria do vale de Alcântara, numa extensão de 941m, é composta por 35 arcos, incluindo, entre estes, o maior arco em ogiva, em pedra, do mundo, com 65,29 m de altura e 28,86 m de largura, o chamado Arco Grande e assinalado no percurso.


Em toda a sua extensão, esta obra excepcional tem 58.135 metros, incluindo nascentes, ramais e galerias subterrâneas.


A nossa aventura pelos mistérios e encantos das águas de Lisboa, prossegue, em breve, na Mãe de Água e no Patriacal.


Dica:

Vale a pena comprar o bilhete combinado para visitar o Aqueduto das Águas Livres e a Mãe de Água.

Este Monumento Nacional (com os seus quatro edifícios) encerra aos domingos e segundas-feiras.

Oceanário de Lisboa

20.8.15
É o melhor do mundo, é português e fica na capital portuguesa: Oceanário de Lisboa


A garantia veio com a atribuição do Traveler’s Choice do TripAdvisor. Das 10.835 avaliações disponibilizadas, 7.153 têm a classificação “Excelente”. Em comunicado, o administrador do Oceanário revela que “sentimos que a nossa missão de promover a literacia azul e de sensibilizar para a conservação dos ecossistemas marinhos, atravessa todos os oceanos e é reconhecida mundialmente”. 


Nós não podíamos concordar mais, com esta distinção! Porque somos descendentes de descobridores e o mar nos corre nas veias, somos apaixonados pelo Oceano. Em todas as viagens, sempre que existem ocenários e aquários no destino, acabamos por visitá-los e até hoje, não vimos nada semelhante ao português. Por exemplo, o tão afamado Dubai Aquarium & Underwater Zoo é interessante, o túnel que atravessa o tanque é uma experiência bem agradável e só! Os Marine Habitat at Atlantis, tanto no Dubai quanto nas Bahamas, além de demasiado semelhantes, estão bem conseguidos, sobretudo pela exposição cénica dentro dos tanques que recria o ambiente da Atlântida perdida, mas continuam atrás do Oceanário de Lisboa. Nos Estados Unidos também ainda não encontrámos nenhum que superasse o de Lisboa… 


Inaugurado há 17 anos, na última exposição mundial do séc. XX, cujo tema foi "Os oceanos, um património para o futuro", o Oceanário imortalizou o vínculo de Lisboa com os mares, é o segundo maior do mundo e o maior da Europa.


Aqui, a estrela principal é o tanque central, com 5.000.000 litros de água salgada, a representar o Oceano e onde coexistem múltiplas espécies com destaque para os tubarões, barracudas, raias, o famoso peixe-lua (o maior peixe ósseo do mundo) e pequenos e coloridos peixes tropicais. Destacam-se ainda mais quatro aquários que retratam, pela sua riqueza natural em termos de fauna e flora, os habitats marinhos do Atlântico Norte, Antártica, Pacífico (costas rochosas) e do Índico (recife de coral). 




As lontras e os pinguins são também muito queridos e dão as boas-vindas a todos os visitantes.




Separados do aquário central por colossais painéis de acrílico habilmente dispostos, cria-se a ilusão de estar perante um único aquário. Existem ainda zonas destinadas a outras espécies como anfíbios, micro organismos e também zonas de sensibilização ambiental, exposições, teatros, concertos para bebés...






A reacção das crianças é deliciosa! Um misto de emoções, deliram e também se assustam com a aproximação (inofensiva) de habitantes marinhos de maior porte. Nós já fomos oito vezes e vamos continuar a visitar!


Dicas:

O ideal é chegar cedo ao Oceanário (um pouco antes das 10h - hora de abertura) para evitar as longas filas que se geram para a compra de entradas e visita.

Disponibilizem, à vontade, no mínimo três horas para visitarem este admirável espaço. 

Sentem-se no chão, com as crianças a observarem o tanque central e deixem-se invadir por uma paz maravilhosa!

Curiosidade:

O Edifício dos Oceanos foi projetado por uma equipa da Cambridge Seven Associates, liderada pelo arquiteto americano Peter Chermayeff.


Link do Oceanário: http://www.oceanario.pt

Top 25 dos melhores aquários do mundo:

1. Oceanário de Lisboa, Lisboa (Portugal)

2. Georgia Aquarium, Atlanta (EUA)

3. Monterey Bay Aquarium, Monterey (EUA)

4. Oceanografic, Valência (Espanha)

5. Ripley’s Aquarium of the Smokies Exterior, Gatlingurb (EUA)

6. Ripley’s Aquarium of Canada, Toronto (Canadá)

7. Aquaworld Aquarium & Reptile Rescue Centre, Hersonissos (Grécia)

8. Tennessee Aquarium, Chattanooga (EUA)

9. Okinawa Churaumi Aquarium, Motobu-cho (Japão)

10. Vancouver Aquarium, Vancouver (Canadá)

11. Mundomar, Benidorm (Espanha)

12. S.E.A. Aquarium, Sentosa Island (Singapura)

13. Genoa Aquarium, Genoa (Itália)

14. Parque Explora, Medellin (EUA)

15. Mote Marine Laboratory and Aquarium, Sarasota (EUA)

16. Two Oceans Aquarium, Cidade do Cabo (África do Sul)

17. Aquário Vasco da Gama, Algés (Portugal)

18. Shedd Aquarium, Chicago (EUA)

19. National Aquarium, Baltimore (EUA)

20. Dallas World Aquarium, Dallas (EUA)

21. Aquarium La Rochelle, La Rochelle (França)

22. Voronezh Oceanarium, Voronezh (Rússia)

23. Cretaquarium Thalassocosmos, Heraklion (Grécia)

24. Dubai Aquarium & Underwater Zoo, Dubai (Emirados Árabes Unidos)

25. Marine Habitat at Atlantis, Ilha do Paraíso (Bahamas) 

CERN

17.8.15
A primeira vez que ouvi falar do CERN era miúda. O avô Jaime dizia que era “espécie de laboratório de prémios Nobel da física”. Fascinada pelo assunto, registei na minha memória, na gaveta da ‘wish list’, activado sempre que a humanidade avança, fruto de mais uma descoberta nascida por lá. Mas há mais, neste fascínio. Para esta mãe (crente), é aqui que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, com a sua humildade se propõe a mostrar ao mundo, o que está por trás das obras do Criador. Não é por acaso que a “Bóson de Higgs”* é conhecida como sendo a “partícula de Deus”...


O CERN - Laboratório Europeu de Física de Partículas - é o maior do mundo, nesta área. Foi criado em 1952, com o apoio de 12 países europeus. Nessa altura, nos Estados Unidos e graças à bomba atómica, a ciência progredia velozmente com o empenho de muitos cientistas europeus que tinham cruzado o Atlântico para se refugiarem da Segunda Guerra Mundial, enquanto a Europa recuperava lentamente.

A única forma da ciência europeia competir com os avanços norte-americanos era estabelecer uma parceria entre cientistas de ambos os continentes e criar este laboratório e assim foi. 


Hoje, a instituição conta com a colaboração, ‘in loco’, de mais de três mil pessoas e de 10 mil, em todo o mundo. Aqui, trabalham não só físicos como engenheiros de várias especialidades (químicos, mecânicos, de materiais...), informáticos e tantos outros. É financiada por 20 Estados Membros.


Próximo de Genebra, o laboratório atravessa as fronteiras de dois países – a Suíça e a França. Conversamos com um engenheiro que nos disse, em tom de brincadeira: “sou um privilegiado, trabalho na Suíça, almoço em França e sem ter que sair do local de trabalho”. Sortudo! 

A visita

Para visitar o CERN basta fazer uma reserva, pelo menos com três dias de antecedência mas é recomendável com mais tempo, para garantir que consegue a visita no dia, horário e idioma que deseja. Pode fazê-lo através da página: http://outreach.web.cern.ch/outreach/visites/

Os guias são todos investigadores no centro, a maioria muito jovens, disponíveis e bem-dispostos. 

Globo da Ciência e Inovação do CERN 


Está em remodelação e não podemos visitar (pretexto maravilhoso para uma próxima visita). Este é o símbolo do CERN, com o auditório e a sua exposição permanente: “O Universo de Partículas”, onde é possível desvendar os segredos dos diferentes elementos que desfilam neste mundo misterioso. (Foto cedida pelo CERN)

Microcosmos



Um pequeno museu onde nos é dado a conhecer os conceitos básicos de como funciona cada área do CERN e onde estão expostos instrumentos utilizados em antigas experiências. As crianças ficam profundamente curiosas e gostam bastante, porque o espaço é interactivo e surgem cientistas, em ecrãs, divertidíssimos, a esclarecer dúvidas, a contar como passam o dia e como é trabalhar neste mundo de experiências. 


Atlas Visitor Center


Aqui assiste, na sala de controlo, em directo ao funcionamento dos seis aceleradores (desde que estejam em funcionamento). O guia explica todos os processos. (Foto cedida pelo CERN).

O LHC (Large Hadron Collider), tem 27 quilómetros de comprimento e está montado em forma de anel. Juntamente com ele estão instalados os aceleradores, ALICE, CMS, ATLAS e LHCb,assim como outros secundários, usados para experiências especificas.


ALICEGrande Colisor de Íons
ATLASAparato Toroidal do LHC
CMSSolenoide Compacto de Múons
LHCb'LHC-beauty
LHCfLHC-front
TOTEMSessão transversal do total, disseminação
elástica e dissociação por difração
p y PbAcelerador linear
de prótons
PSSíncrotron de prótons
SPSSuper-Síncrotron de prótons

SM18

A parte mais aguarda da visita ao CERN. Neste hangar testaram-se todos os imanes posteriormente instalados no túnel, a 100 metros de profundidade e responsáveis por fazer girar as partículas para que possam formar uma trajetória circular. É também aqui que se observa o comportamento dos mesmos imanes em temperaturas incrivelmente extremas (273 graus celsius negativos), em alta intensidade e no vazio.


Há ainda muitos outros espaços para conhecer, mas (ainda) não é o tipo de visita interessante para as manas. Voltaremos noutra oportunidade. Como dizia o cientista preferido da mana ‘maiusca’ - Albert Einstein: “Não gosto de pensar no futuro, chega muito depressa!” Até lá, as manas e nós exploramos a ciência, cada qual ao seu ritmo, encantamento e curiosidade.




Curiosidades:

O trabalho do CERN passou a ter notoriedade mediática quando as pesquisas acerca da aceleração de partículas, ali realizadas desde há mais de 50 anos, permitiram a comprovação prática da teoria da existência dos “Bósons de Higgs”*, o que fundamentou a atribuição do Nobel de Física ao cientista inglês Peter Higgs e ao belga François Englert. Mas o CERN estava já ligado a este prémio anteriormente, através de trabalhos ali realizados em 1959 e 1984. Entretanto, outros três investigadores do CERN foram apontados para o Nobel em 1952, 1976 e 1988.

As ruas do centro têm todas nomes de cientistas de relevo mundial e são uma excelente ocasião para testar os nossos conhecimentos científicos: Albert Einstein, Richard Feynman, Marie Cury - uma mulher que sempre me fascinou pelo seu contributo para a humanidade e pela sua infindável inteligência e astucia! A primeira cientista a receber dois Prémios Nobel da Física (vitima da sua exposição às radiações excessivas) e mãe de uma investigadora, também galardoada com um Nobel, esta da Química.


Estas visitas, descontraídas são, quanto a nós, umas das formas mais maravilhosas de introduzir os nossos filhos no admirável mundo da ciência. De lhes mostrar que o que parece ser, nem sempre é e que crescemos quando indagamos e procuramos novas respostas. Até porque, "o pensamento lógico pode levar-nos de A a B, mas a imaginação leva-nos a qualquer parte do Universo" - Albert Einstein.



* “Bóson de Higgs” - a partícula que torna possível a existência de tudo e de todos. Ela funciona como uma espécie de cola para formar a matéria e é conhecida também como a “partícula de Deus”. A comprovação da teoria demorou 48 anos. 
Não podiamos concluir este post sem partilharmos um mandamento, tão verdadeiro, da Nobel Marie Curie - "Nada na vida deve ser temido, somente compreendido. Agora é hora de compreender mais para temer menos"