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Berna

28.10.15
Charmosa, romântica, sedutora e acolhedora... Adjectivos que ainda assim não fazem 100% jus à querida cidade de Berna. A capital da Suíça fica a 1h30 de Zurique e é uma caixinha de surpresas a cada esquina, recheada de belezas naturais e esculpidas excepcionais.

Rio Aar 
A cidade é banhada pelo Rio Aar e é impossível não ficar fascinado pela cor que apresenta. É realmente apaixonante e intrigante! 195 Quilómetros de águas cristalinas que nascem aos pés de Grimsel passando depois por Interlaken e Tune até chegarem a Berna. 


Torre do Zytglogge
Com 610 anos, o relógio “do tempo” (assim se traduz) está no top das atracções turísticas de Berna. O complexo processo de engrenagens, cordas, alavancas e botões, que se movimentam num constante "clic-e-clac" ritmado por um colossal pêndulo que a torre alberga consegue ser mais interessante do que a discreta dança de figuras e o soar das horas deste relógio astronómico. Três minutos antes da batida de cada hora, as figuras do relógio movem-se. Não vale a pena criar grandes expectativas à volta do evento para não correr o risco de desiludir as crianças. Mas sim, é "obrigatório" conhecer! 



No topo da torre o sino de 1,4 toneladas onde estão gravados o mês e o ano em que a peça foi fundida - Outubro de 1405. O ponteiro maior marca as 24 horas do dia, já o da estrela o mês e a data. Os painéis mais escuros na parte posterior anunciam o nascer e do pôr-do-Sol, enquanto um idêntico ponteiro indica a época do Zodíaco na qual nos encontramos e outro as distintas fases da Lua.



Bundeshaus 
Desde 1848 que Berna é a capital da Confederação Helvética (actualmente, e segundo a carta das denominações de países da Suíça, o país é nomeado oficialmente e só como Confederação Suíça). O Bundeshaus (Parlamento), sede do Parlamento Suíço, está localizado entre duas das principais praças da cidade: a Bärenplatz e a Bundesplatz. É possível visitá-lo, de segunda a sexta, mediante marcação (já que esgota em menos de nada). Um dos passatempos preferidos das manas, nesta zona, foi o de atravessar, em corrida, os repuxos que se elevam desde as profundezas desta praça. 


Cidade Antiga 
É aqui que encontramos o centro histórico de Berna considerado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO desde em 1983. Percorre-se muito bem a pé, como aliás, toda a cidade. É como desfilar num conto de fadas ilustrado com a famosa arquitectura medieval, juntamente com os seus edifícios datados do século XV, seis quilómetros de arcadas que acolhem zonas comerciais, tornando-a a mais extensa na Europa sempre ao som de música tocada por exímios e eruditos artistas que também actuam nas ruas. Albert Einstein escolheu-a para viver e a Constança que adora este Nobel, ficou deslumbrada com a energia e simplicidade da casa-museu do seu génio.


Os telhados trabalhados e as águas furtadas que se sobrepõem umas às outras dão a Berna um toque sublime. A somar, as seculares fontes de água, onde pode encher a sua garrafa ou simplesmente aproveitar para descansar e se refrescar. Cada fonte é contemplada com uma estátua de um personagem lendário ou histórico. Há uma que se destaca de tão perturbadora que é, por caracterizar um Ogre (Kindlifresser), a comer crianças. Reza a lenda que caso não se alimentasse o Ogre ele comeria as crianças da cidade. Para compensar tem ursos por todas as partes, até porque é o símbolo de Berna. E é super divertido fotografar com e em cima deles (há várias esculturas em toda a cidade). Tem inclusive o Parque dos Ursos que não visitámos por estar em remodelação e os animais fora de Berna. A entrada é livre. 



A vista do apartamento onde viveu Albert Einstein.




Catedral 
Esta é a maior e mais importante igreja medieval Suíça. Com morada na Münstergasse, foi construída no século XV e é um sublime modelo do gótico tardio. Na porta principal foi esculpido em pedra uma obra-prima a representar o Juízo Final. 



Se quiser perder o fôlego antes de se deslumbrar com a incrível vista panorâmica da cidade, suba a torre da Berner Munster. 

Rosengarten 
As manas adoram um parque e nós também! Seja para descansar as pernas, ver as vistas, fazer um piquenique… todos os pretextos servem. E neste parque, o "Jardim das Rosas", encontramos mais um, rosas, muitas rosas e nenúfares que esta mãe tanto gosta. Além de tudo isto, a vista soberba sobre a cidade. E a cereja no topo do bolo é que ele ficava mesmo ao fundo da rua do nosso hotel: Novotel Bern Expo.




Quanto aos habitantes de Berna, são do mais acolhedor que existe!

Nas refeições a salsicha branca foi rainha por um dia e os chocolates em toda a viagem, pois claro! Uma dica em termos de alimentação... A Suiça é um país caro e as refeições não são excepção mas existe sempre a opção de comer nos restaurantes buffett dos supermercados Migros e Coop. Pode também optar por levar e usufruir de um piquenique num dos muitos deliciosos parques e praças que a cidade oferece.



E despedimo-nos de Berna com um pensamento de um dos seus mais nobres habitantes, Einstein e as nossas dicas sobre como viajar na Suiça: "Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre."


Arte sempre e em qualquer lugar

19.10.15
A ARTE: querida por muitos, ignorada por outros tantos, mas presente, das mais variadíssimas formas, em cada quarteirão das nossas (de todos) vidas. 


Desde cedo que a mana “maiúsca” demonstra interesse pela pintura. Ainda não tinha dois anos e já vibrava com o trraço de Vincent van Gogh (que conheceu através dos jogos da Baby Einstein: http://www.fnac.pt/Baby-Einstein-Baby-Einstein-Baby-Van-Gogh-O-Mundo-das-Cores-sem-especificar/a166879), tivemos a confirmação aos 3,5 anos, quando visitou o Van Gogh Museum, em Amesterdão. Depois disso, as nossas viagens ganharam ainda mais vida, com a visita a exposições, espectáculos ou museus dedicados às mais diversas feições apresentadas pela arte, seja no teatro, dança, música, artes visuais… Se vos disser que Paris e Londres estão no topo das preferências da Constança, está tudo dito!


A mana “minúsca” começa agora a dar os primeiros passos nestas andanças e revela verdadeira paixão pela dança. Tudo a seu tempo e sem esquecer que a arte tem um papel preponderante no desenvolvimento da criança, da formação do seu senso crítico e afectivo. É o despertar da capacidade criadora. Afinal, o uso das linguagens artísticas é carregado de sentidos e faz parte da condição humana.


É por isso que, mesmo em descanso, em viagem há sempre espaço para dar largas à imaginação e libertar o melhor que há em nós. Há dias, recebi uma mensagem de uma amiga madeirense e sensível a este tema (ou não fosse a “Pérola do Atlântico” pejada de artistas de alto gabarito, muitos reconhecidos internacionalmente, creio que inspirados na beleza natural ímpar daquele bocadinho de céu). Enviava um link, com um contacto e convite para um workshop de pintura para crianças e dizia: “para as tuas meninas. Tenho a certeza que vão adorar!”. Mais do que suficiente! E foi na Ilha da Madeira, no Funchal que as nossas vidas se cruzaram com a da querida Sara Santos: https://www.facebook.com/SARA-SANTOS-127776537232626/



Se viverem na Ilha da Madeira, ou se estiverem apenas de passagem, recomendamos que espreitem os encantadores trabalhos da Sara e uma aula com esta artista de alma e coração que também expõe em Lisboa. Quanto às manas, vão continuar a dar asas aos sonhos e a espalhar arte e sorrisos por onde quer que passem.



"A ciência descreve as coisas como são; a arte, como são sentidas, como se sente que são" - Fernando Pessoa.

E a vida basta!

10.9.15

As crianças vivem no mesmo mundo que nós vivemos mas com uma perspectiva própria. Se descermos ao patamar destes maravilhosos seres e se nos permitirmos olhar o mundo com os mesmos olhos que eles, sem filtros, vamos encontrar um planeta encantador, cheio de milagres e de mistérios. 
As crianças estão a viver tudo pela primeira vez. Para elas, a vida é em si mesmo um estado de graça! 


E é uma profanação interromper o estado de graça da vida com um cubo colorido de plástico que emite sons. É uma profanação interromper o milagre da existência para lhes sussurrar que o nome desta e daquela forma é X, que o cheiro é Y... Alguém se atreveria a interromper um monge que contempla o horizonte para o questionar sobre a formiga que anda na terra? Por acaso interromperíamos o biólogo que observa a formiga para lhe oferecer um cubo mágico e pedir-lhe que tente com que cada face fique com uma só cor? Para a criança, a vida é suficiente! 


Testemunhar a vida (nos primeiros meses), conquistar a vida (nos primeiros anos), participar da vida (durante toda a infância), questionar a vida (do meio para o fim da infância e na adolescência), contribuir para a vida (na adolescência madura e juventude) e modificar a vida (na juventude e maturidade). Nessa ordem. A vida basta! 


Rompemos sem pudor, pelas cores, aromas e sons característicos do fim do Verão, nas planícies alentejanas. O fresco das sombras, o fresco da água límpida que corre na ribeira. Saboreamos o mel, ainda a escorrer do favo, acabado de sair da colmeia, as frutas colhidas das árvores, sem tratamento, tal e qual vieram ao mundo, a sopa feita com os sabores que brotam daquela terra fértil… 




Para a "minusca" da casa, os 23 meses convidam a testemunhar e conquistar a vida e a vindima é sinónimo de sentir a textura da uvas entre os dedos, aperta-las, colhê-las do cacho e saborear, uma a uma, sem pressa que o dia é longo. 



Já a "maiusca" explora, ao seu ritmo e intensidade, o doce Alentejo que lhe nutre o corpo e a alma. Está a participar da vida! 



No fim do dia, de braços abertos aos céus, sou uma mãe tão grata e tão feliz! 


E a vida basta!

Lavaux - Suíça

31.8.15
Entre as vinhas e o lago Léman existe um lugar frutado – Lavaux.
Considerada património cultural da Unesco desde 2007, na categoria “Paisagens Naturais”, Lavaux, com os seus 900 hectares de vinha, é uma das maiores regiões vinícolas da Suíça. Rodeada de terrenos íngremes, murados, com videiras, aqui a vista nunca é igual.


Do outro lado, o aceno das montanhas francesas. E no meio de tudo isto, vinho (as castas de uvas aqui cultivadas são: Chasselas, Gamay e Pinot Noir) e gastronomia ímpar, com os filetes de perche, um peixe pequeno, carnudo, característico do lago Léman, a serem os reis da festa.




Hospedamo-nos em Cully, nas margens do Lago, com esta vista soberba e relaxante que as manas  e nós, tanto desfrutamos. 




Os locais asseguram que Lavaux produz vinho desde a ocupação romana, mas os terraços existentes foram construídos, por monges, ao longo do século XI. Lavaux é bafejada por um clima temperado, com sol abundante. Os vinhedos são protegidos pelas montanhas e refrescados pelos ventos que sopram do Lago Léman, vindos dos Alpes franceses e do Mont Blanc.


A região visita-se facilmente de bicicleta e a pé, através de trilhos assinalados e desenhados no meio das vinhas e a degustação de vinhos é um dos pontos altos da visita.


Daqui a Lausanne são 15 minutos e até Montreux são 25. Chega-se facilmente de comboio, carro e barco. 


Partilhamos o link do Swiss Pass, o passe que permite uma das melhores e mais deslumbrantes formas de viajar e conhecer a charmosa Suíça.

À semelhança de outras localidades suíças, Cully acolhe um sem número de portugueses, sempre afáveis e disponíveis para prestar aquela "informação" preciosa, que não vem em nenhum mapa ou roteiro turístico. 

Les Grottes - Genebra

27.8.15
Numa cidade cosmopolita como Genebra, famosa pelo seu núcleo financeiro, por ser o centro mundial da diplomacia existe um bairro multicolor e diferente: Les Grottes, mais conhecido pelo Bairro dos Estrunfes. 



Situado atrás da Estação Central, este é um marco da arquitectura moderna a fazer lembrar Gaudí e Barcelona. O complexo foi projetado por três arquitectos que pretendiam dar outra cor e estilo à “Cidade da Paz”. De convencionais, os edifícios não têm nada. É admirável a abundância de pormenores, relevos trabalhados em ferro forjado, pedra. Motivos da natureza que dão vida a este cantinho de Genébra. 




O bairro que já foi refúgio de boémios e artistas, abrigou ainda uma comunidade de hippies, tem um teatro, escola, hospital. Hoje é mais um símbolo de Genebra, a conhecer! 

Só mais uma curiosidade… Enquanto por aqui passeávamos, eis que algo azul e branco, numa janela nos acenou. Mas não era um estrunfe, era mais português. Vejam e concluam…