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Sai uma poncha?

30.5.16
Falar da Ilha da Madeira e não falar de poncha soa a incompleto. Esta bebida tradicional da Madeira faz parte dos convívios entre familiares, amigos, naturais ou turistas. Confesso que não consigo beber nenhuma das suas muitas versões, mas só porque não bebo álcool. Ainda assim, mostro-vos como se faz.


Receita:

A poncha regional é feita com metade de sumo de limão e metade de sumo de laranja. A seguir é adicionado o mel de abelha e, depois, deitado a mesma quantidade de sumo mas em aguardente (só o cheiro anestesia). Por fim, mistura-se tudo muito bem, com o mexilhote e está pronta a beber (só para os valentes)! 

E, antes do pai regressar ao dia-a-dia de uma Venezuela em convulsão, demos um salto à poncha, porque ele garante que é a melhor toma profilática (para adultos) que existe no mercado, é uma espécie de reforço do sistema imunitário (juram os locais)!





Já existem versões modernas, mais suaves, de tangerina, laranja, maracujá e outras. 
Foi na Venda do André, uma deliciosa mercearia do antigamente, algures nas montanhas do Concelho de Câmara de Lobos, que encontramos esta, de tangerina. 





Algum voluntário? 

Comemorações do Dia da Marinha Portuguesa

17.5.16
O Navio-Escola Sagres e a Fragata D. Francisco de Almeida, estão à vossa espera, com entrada gratuita, no Terminal de Cruzeiros de Alcântara, durante toda a semana até dia 20 de Maio,das 14h00 às 22h00. A iniciativa insere-se nas comemorações do Dia da Marinha que se celebra precisamente a 2O de Maio. A data presta homenagem ao navegador português Vasco da Gama, que nesse dia, em 1498, pela primeira vez na história, concretizou a ligação marítima entre a Europa e o Oriente, com chegada à Índia. 


O Navio- Escola Sagres (NRP Sagres) com 89,5 m de comprimento, foi construído, em 1937, nos estaleiros Blohm & Voss (em Hamburgo), tendo recebido na altura, o nome de "Albert Leo Schlageter". Foi o terceiro de uma série de quatro navios construídos para a marinha alemã. Em 1962, foi incorporado na Marinha Portuguesa como navio-escola e com o nome Sagres. Além da missão da instrução dos cadetes, o navio-escola Sagres é regularmente usado na representação da Marinha e do País, funcionando como embaixada itinerante de Portugal.

Eu, que não sou fã de bacalhau, comi o melhor Bacalhau à Brás deste mundo, a bordo do deslumbrante navio, nas celebrações dos 500 anos da cidade do Funchal.

Brasão de Armas 

A Cruz de Cristo (vermelho) foi utilizada nas velas (branco) dos navios portugueses a partir do século XV. Era o símbolo da Ordem Militar de Cristo, da qual o Infante D. Henrique foi "regente e governador", desde 1420. Este símbolo constituiu um útil suporte económico e tornou possível o início da Expansão e dos Descobrimentos Portugueses. O ramo de carrasqueira (ouro) era o símbolo pessoal do Infante e exprime a tenacidade, a rusticidade e o desapego pelos bens materiais e honras fáceis.

O astrolábio náutico (ouro), embora ainda não utilizado durante a vida do Infante, representa a ciência e a instrução da arte de navegar que permitiu aos pilotos portugueses demandarem novos portos, novos continentes e novas ilhas.

O fundo azul, onde se encontram inscritos os motivos a ouro acima referidos, representa o "mar oceano" que, legado de Portugal une e deixou de separar.


Patrono

O Infante D. Henrique, figura de proa do NRP Sagres, terceiro filho de D. João I, foi o grande impulsionador dos descobrimentos portugueses. No início da expansão portuguesa em África, participou ao lado de seu pai na conquista de Ceuta, em 1415. Durante o período em que o Infante viveu, Portugal consolida a sua opção atlântica, já patente aquando da aliança com Inglaterra, estabelecida em 1373.

O grande mérito da sua acção em apoiar e incentivar as viagens de descobrimento foi crucial para o impulso da exploração geográfica e económica das terras do litoral africano e das ilhas atlânticas. Tal facto possibilitou a descoberta (1419) e colonização da Madeira (1425), o dobrar do cabo Bojador (1434), a descoberta (1427) e colonização dos Açores (1439), o chegar ao cabo Branco (1441), à ilha de Arguim (1443), ao rio Senegal (1444), ao arquipélago de Cabo Verde (1456) e à Serra Leoa (1460).

Com uma postura pragmática e calculista, criou as bases para a expansão marítima que iniciou e que pôde, após a sua morte, ser continuada. Na realidade, quando ordenou as primeiras viagens para sul, os seus objectivos, face aos valores da época, não seriam inovadores. Mas os resultados dessas navegações foram extraordinários para Portugal e para o mundo. A sua divisa "talant de bien faire" (vontade de bem fazer) é pois com toda a justiça utilizada no brasão de armas da Escola Naval.​

Aqui pode consultar a agenda com o programa completo do Dia da Marinha Portuguesa.

Fonte: Marinha Portuguesa

Parabéns a vocês

16.2.16
É com o coração a transbordar de gratidão que vos escrevemos este post. Viajamos juntos há 365! Tem sido uma viagem maravilhosa, repleta de partilhas deliciosas. Fizemos amigos de tantas nacionalidades, em tantas partes do Globo.


Somos apenas uma família que adora viajar. Não somos profissionais, não pretendemos ser. O nosso lema é mantermo-nos fieis à nossa genuinidade. Assim, fotos eventualmente desfocadas, com enquadramentos duvidosos, a privacidade das nossas filhas protegida, escrita com vírgulas a mais ou a menos podem pautar nesta nossa casa virtual. Contudo, escolhemos partilhar convosco as nossas vivências em viagem, a guarda-las só para nós. São vocês que nos inspiram e nos ajudam a sermos melhores.

Ficamos imensamente gratos quando o feedback é o de que conseguimos retribuir, inspirando famílias a fazerem as malas e a partirem à aventura. Quando uma família com uma criança com necessidades educativas especiais (NEE), como a nossa querida "maiúsca", decide finalmente, ultrapassar o medo e realizar um sonho e regressa super feliz e a programar as próximas aventuras, enche-nos a alma. Mas, as crianças são todas iguais, com ou sem NEE. Quem viaja com uma, viaja com todas. Ouçam a voz do vosso coração, ele conhece o caminho. Está tudo bem!

Não é preciso ficar hospedado num hotel de luxo assim como, também não é imperativo acampar. Podem ir de avião, barco, comboio, autocarro, autocaravana, a pé... Cada família sabe quais as melhores condições para se realizar enquanto viajante. Cada família conhece, melhor do que ninguém, qual o seu ritmo e somos todos tão diferentes. Só vocês, pais, saberão sentir e escutar os vossos filhos e decidirem, em conjunto, se os destinos são, ou não, acertados em cada momento. 

A intensidade de uma viagem não se mede pelo período de duração, nem pela distância. Uma viagem de um dia pode ser muitíssimo mais intensa do que outra de uma mês, ou várias por ano, por exemplo. O importante é estar em todas, de corpo e alma. Estarmos juntos, cúmplices em todos os momentos. 

Libertem-se das crenças limitadoras, aquelas que vos impedem de ir mais longe. 

O que os outros pensam é com eles, não tem a ver convosco. É sempre a percepção de terceiros e nunca a vossa realidade. 

Confiem nos vossos filhos e permitam que eles sejam verdadeiros cidadãos do mundo, responsáveis, honestos, aceitando e incluindo as diferenças, tornando-as em igualdades. A semente que hoje plantamos, amanhã dará frutos e a memória emocional não tem DEL. 

Foquem-se nos resultados, criem os pensamentos do que querem concretizar, actuem, sejam genuinamente felizes e viagem a espalhar essa felicidade! Só depende de cada um de vocês, porque a felicidade vem de dentro e reflecte-se fora. E não se esqueçam, nada tem mais influência na vida de uma criança do que o exemplo dos pais. O que quer que decidam fazer, em conjunto com os vossos filhos, façam-nos sempre com muito amor.

Que continuemos a somar milhas e milhas, sempre na vossa querida companhia. Bem-hajam! Um beijinho grande e um abraço,
Rita, Ernesto, Constança (mana "maiúsca") e Madalena (mana "minúsca")


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Arte sempre e em qualquer lugar

19.10.15
A ARTE: querida por muitos, ignorada por outros tantos, mas presente, das mais variadíssimas formas, em cada quarteirão das nossas (de todos) vidas. 


Desde cedo que a mana “maiúsca” demonstra interesse pela pintura. Ainda não tinha dois anos e já vibrava com o trraço de Vincent van Gogh (que conheceu através dos jogos da Baby Einstein: http://www.fnac.pt/Baby-Einstein-Baby-Einstein-Baby-Van-Gogh-O-Mundo-das-Cores-sem-especificar/a166879), tivemos a confirmação aos 3,5 anos, quando visitou o Van Gogh Museum, em Amesterdão. Depois disso, as nossas viagens ganharam ainda mais vida, com a visita a exposições, espectáculos ou museus dedicados às mais diversas feições apresentadas pela arte, seja no teatro, dança, música, artes visuais… Se vos disser que Paris e Londres estão no topo das preferências da Constança, está tudo dito!


A mana “minúsca” começa agora a dar os primeiros passos nestas andanças e revela verdadeira paixão pela dança. Tudo a seu tempo e sem esquecer que a arte tem um papel preponderante no desenvolvimento da criança, da formação do seu senso crítico e afectivo. É o despertar da capacidade criadora. Afinal, o uso das linguagens artísticas é carregado de sentidos e faz parte da condição humana.


É por isso que, mesmo em descanso, em viagem há sempre espaço para dar largas à imaginação e libertar o melhor que há em nós. Há dias, recebi uma mensagem de uma amiga madeirense e sensível a este tema (ou não fosse a “Pérola do Atlântico” pejada de artistas de alto gabarito, muitos reconhecidos internacionalmente, creio que inspirados na beleza natural ímpar daquele bocadinho de céu). Enviava um link, com um contacto e convite para um workshop de pintura para crianças e dizia: “para as tuas meninas. Tenho a certeza que vão adorar!”. Mais do que suficiente! E foi na Ilha da Madeira, no Funchal que as nossas vidas se cruzaram com a da querida Sara Santos: https://www.facebook.com/SARA-SANTOS-127776537232626/



Se viverem na Ilha da Madeira, ou se estiverem apenas de passagem, recomendamos que espreitem os encantadores trabalhos da Sara e uma aula com esta artista de alma e coração que também expõe em Lisboa. Quanto às manas, vão continuar a dar asas aos sonhos e a espalhar arte e sorrisos por onde quer que passem.



"A ciência descreve as coisas como são; a arte, como são sentidas, como se sente que são" - Fernando Pessoa.

Na rota de Colombo

25.5.15
Dizem que as história começam pelo principio, convém para que façam sentido mas esta poderia ter tantos princípios que se torna difícil eleger um. Podia começar a falar-vos de uma ilha paradisíaca no Atlântico...


Ou começar por partilhar os poderes curativos da água do mar, com a sua aplicação terapêutica através da Talassoterapia... 


Mas opto começar por um mapa que não sendo nosso também já faz parte das nossas vidas. O mapa de Colombo, Cristóvão Colombo, o navegador que descobriu e apresentou a América ao mundo.


Não é certa a naturalidade do navegador e explorador, poderá ser genovês, espanhol ou português... Aqui em casa, há dias em que também "trocamos" as nacionalidades. Só eu, a mãe é que tenho (por opção) uma única nacionalidade - portuguesa (apesar da ascendência espanhola por parte de bisavós). O pai e as filhas têm dupla nacionalidade. Quis o "acaso" (sempre por motivos profissionais) que o pai e a filha mais nova nascessem pelas Caraíbas, na Venezuela e a filha mais velha, na Pérola do Atlântico - Madeira (que, acreditem "não é" Portugal - pelos melhores motivos). Já eu, nasci em Cascais e no meio de tudo isto já vivemos em todos estes lugares, com realidades tão dispares, culturas tão distintas, experiências tão ricas. O nosso espírito inquieto virá certamente de todas estas saudáveis misturas.

A primeira viagem da Madalena, com seis semanas de gestação foi a Porto Rico e com cerca de três anos, a Constança já tinha viajado, via marítima, até ao Haiti. Entretanto, em Agosto passado estivemos todos em Santo Domingo (República Dominicana), a seguir os últimos passos de Colombo.


Também o navegador rumou pensando que ia encontrar a Índia e descobriu, primeiro, as Caraíbas depois, parte da restante América. Nós, partimos tantas vezes a acreditar que vamos encontrar uma coisa e, quando chegamos é tantas vezes uma surpresa. No fundo, "não importa onde te leva a viagem mas sim o que ela faz de ti". E assim, fomos passar uns dias, em família, ao Porto Santo.


Confesso que a maior parte das vezes que visitei esta ilha fi-lo em trabalho. Sempre que fui em lazer aborreci-me por ser um destino sobretudo de praia, praia, praia (apesar de não ficar, em nada, atrás dos destinos das Caraíbas). Mas, desta vez foi diferente... A Madalena conheceu este paraíso e a Constança relembrou, já que não o visitava há cinco anos, altura em que deixámos de viver na Pérola do Atlântico. 

Fomos (nós e o carro) no ferry (http://www.portosantoline.pt/) que liga a Madeira ao Porto Santo e as manas, que adoram navegar querem repetir a experiência! 

A viagem dura 2h30 e é possível avistar parte da costa madeirense, as ilhas Desertas e alguns ilhéus até chegarmos à ilha do Porto Santo. É uma viagem muito agradável, mesmo com ondulação superior a três metros, como apanhamos. Por acaso, nenhum de nós enjoou mas é um risco que se corre quando se navega e ao qual ninguém está imune. Nós sabíamos, mas arriscamos porque preferimos ser quatro "mareados" a nunca partir. O conselho é irem sentados, no barco, o mais atrás possível e não fixarem pontos. 








Optámos por ficar hospedados no Vila Baleira Hotel Resort (http://www.vilabaleira.com/pt), em regime de tudo incluído. Em cima da praia, rodeado de flores, com quartos amplos, serviço muito qualificado, direccionado para as famílias, com piscinas de água do mar, uma aquecida a 30 graus e com uma condição essencial para esta fase da minha vida (em que as minha coluna está a ser alvo de manipulação osteopática), um Thalasso Spa (aproveitei para fazer os tratamentos com as lamas).   







O Porto Santo brindou-nos com magia, cumplicidade, dias nublados, uma aragem fresca, ventosa e muito divertimento!






E claro, houve tempo para visitar o centro da ilha e a casa onde terá vivido Cristóvão Colombo.













Sabemos que navegar é essencial, que é um regresso à essência, que regenera e vamos prosseguir a nossa viagem, por rotas desconhecidas, outras revisitadas e assim, traçando a nossa... 


Quanto ao Porto Santo, merece e aguarda uma próxima visita. Como dizia John Steinbeck: "não são as pessoas que fazem as viagens mas sim as viagens que fazem as pessoas".



Curiosidades

Areia do Porto Santo
É muito fina e calibrada, com partículas tubulares que permitem uma fantástica aderência à pele. Quimicamente, possuem quantidades de óxido de cálcio e óxido de magnésio e estrôncio acima do normal, quando comparadas com outras areias, elementos extremamente benéficos para a saúde e as propriedades térmicas também são únicas, já que a difusão do calor é alta e a taxa de arrefecimento baixa.

P.S. - As menções tanto ao hotel quanto ao ferry são da nossa autoria, não somos patrocinados.