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O que guarda uma casa de gengibre

8.12.16
Surprise, surprise! Uma casa de gengibre para montar, decorar, comer e muitoooo mais! UAU! 


Com a casa invadida pelo som da magia Disney - a lembrar o quarto Natal da Constança - depois da deliciosa surpresa e aberta a caixa, deixa-mo-nos envolver pelo delicioso aroma do gengibre. Em modo 'flash back' recuamos todas a Nova Iorque, onde nos cruzamos com imensos biscoitos de bonecos de gengibre, em cada esquina. E que bom que é!

Tudo a postos para, a três, montarmos a nossa casa comestível deste Natal. Tarefas definidas, atribuídas e partilhadas e eis que surge o primeiro obstáculo, o açúcar glacê - que fizemos confiantes em cinco minutos - não cola as paredes. Aumenta o desafio, ups... com a certeza de que: tudo é possível! Afinal, "se podes sonhar, podes concretizar", já dizia (e demonstrava) o nosso querido Walt Disney!


Uma a uma, experimentamos inúmeras formas de suster a casa que teima em desabar. Esgotada a criatividade e estratégias, aceitamos, respiramos fundo e deixamos a frustração tranquila. Por entre abraços e já perdidas de riso, lambuzadas de glacê e a pegar por todos os lados, eis que surge a cereja no topo do bolo, induzida pela mais pequena da mesa: comer a casinha, pois claro! Afinal, fora sempre esse o objectivo final da casa de gengibre! Sucesso!


Não há erro, apenas feedback! E a imperfeição pode ser tão bonita e cúmplice de uma família genuinamente feliz e onde o amor é sempre a melhor resposta. Mais um doce momento de conexão e cooperação que nos acompanhará para resto das nossas vidas. 

Nhami!!

Mais sobre educar com PNL.

P.S - Casinha de gengibre à venda nestas lojas.

Desde o primeiro dia

27.11.16
Conheci a Rita quando esta já era mãe e ainda exercia psicologia, no Cadin. Despertou-me a atenção desde o primeiro dia por ser uma mulher prática e objectiva, super humana, muito doce e atenta, não só às crianças como aos pais. E foi nessa altura que descobri a sua (na altura) outra paixão: a Pulguinhas.


E nunca mais nos separamos. A Pulguinhas tem sido nossa companheira de viagens, desde o nascimento das manas. Enviou-nos encomendas quando ainda vivíamos na Venezuela, sempre com uma perfeição e rapidez ímpares. Na altura ainda sem loja on-line, a Rita conversava comigo por chat e envia-me as fotografias dos artigos assim como a explicação adequada a cada um deles. Todos pensados e desenhados com detalhes únicos e 100% funcionais.
Hoje, a minha filha mais nova tem também um sling com o qual passeia feliz, pelo mundo, as suas bonecas de eleição. 

E que delicia que é assistir a vídeos como este e ver que há tantas famílias realizadas e com tanto estilo. E mais! É que a bondade é contagiosa. 

Uma marca com alma, que actua em congruência, que fala por si, pautada pela excelência, que aposta nas mais nobres matérias-primas para dar corpo aos sonhos que facilitam com conforto e aconchego a vida das nossas famílias. Consegue-o na perfeição! Parabéns Pulguinhas por todas as conquistas, mais do que merecidas, pelo magnifico e honesto caminho percorrido e por tudo o que de maravilhoso ainda está por vir!

E podem seguir a Pulguinhas e as suas deliciosas fotografias também no IG.


A Rita é o exemplo de mulher, mãe (de três fantásticos meninos), esposa e profissional que consegue estar presente, de corpo e alma, em todas as suas identidades, sempre com autenticidade e conexão. Conciliar tudo exige muita flexibilidade, amor incondicional e paixão e isso, a Rita tem de sobra! Adoro mães assim! Parabéns amiga "força da natureza"! 


P.S - Este post é feito com imenso carinho e orgulho. Escrito com o meu coração, o de uma mulher, mãe e esposa que é amiga da Pulguinhas e que se revê na sua caminhada. Tão simples. 

Abraços são para a vida

21.11.16
A mãe da psicoterapia familiar e sistémica, Virgínia Satir, demonstrou que todos precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços abraços por dia para nos manter e de 12 abraços diários para crescer. E que bom que é dar e receber um genuíno abraço! 


Nesta casa levamos o assunto (flexivelmente) a sério e abraçamos tudo o que tem vida, o que inclui as árvores. Já tinha lido sobre o potencial do abraço a uma árvore, mas foi na Califórnia, na universidade (UCSC) que, ao ver a paz e tranquilidade dos meus colegas orientais (que praticavam diariamente os abraços às árvores), me atrevi a experimentar. Adorei e estendi a prática, com muito sucesso, a toda a família. As miúdas já não dispensam!


Resultado, aos três anos, depois de abraçar uma árvore, a Madalena diz-nos, com um sorriso terno e brilho nos olhos:
"Ela está tão feliz! E eu também!"

Os benefícios que o contacto com uma árvore podem proporcionar à saúde estão comprovados cientificamente. É aliás um dos temas centrais do cientista Matthew Silverstone, no seu livro “Blinded by Science”. Trata-se de uma questão de vibração. Tudo vibra, em diferentes intensidades e formas, e isso afecta todo o sistema biológico. Matthew comprovou ainda significativas melhorias cognitivas e emocionais nas crianças. E nós aproveitamos estes passeios pela floresta para conversar, apanhar nuvens, sentir e escutar toda a natureza envolvente, mergulhadas numa profunda gratidão pela VIDA.


Eis os passos:
  • Caminhar tranquilamente entre as árvores e escolher aquela que nos chame mais a atenção.
  • Aproximar-se dela, tocando-a e abraçando-a com os olhos fechados, captando a energia sem racionalizar, apenas reservando esse momento para sentir a vibração.
  • Permanecer todo tempo necessário até que se esvaziem os pensamentos e tensões, oferecendo também muito amor.
  • Pedir um conselho, escutar, agradecer e despedir-se após o contacto.

Os estudos revelam que esta prática ajuda a melhorar a saúde e contribui para o tratamento de doenças como a depressão, dores de cabeça, hiperactividade e deficit de atenção, entre outras. Os benefícios terapêuticos já tinham sido cientificamente em 1927, quando surgiu a arboterapia, metodologia terapêutica que recorre aos recursos naturais para propor tratamentos para a melhoria da saúde física, mental e emocional. 

Sabias que o simples fato de dar as mãos diminui os níveis de cortisol? E que um abraço carinhoso é responsável por aumentar os níveis de ocitocina, o antídoto natural do stress? 


Deixo-vos com este poema de Raul Aroeira Serrano, que tanto gostamos...

A árvore 

Criança, a árvore merece 
A nossa estima sincera 
Dá frutos doces no outono 
E flores na primavera 

Nunca maltrates uma árvore 
A quem tudo nós devemos 
Desde a madeira da porta 
Ao lápis com que escrevemos 

Na sombra da árvore amiga 
Pensa bem no teu destino 
Pois dela foi feito 
O teu berço pequenino 

Mais aventuras no nosso IG.

Âncora gigante, a nossa árvore de Natal 2016!

19.11.16
Sugiro que nos leias ao som de música da época, o tema merece ;-)

Chegou o ansiado dia - montamos a árvore do Natal 2016!
Este ano mais cedo porque não celebraremos em casa, nem o Natal, nem o fim-de-ano (como já é costume). 


Despedimo-nos de 2015 em Nova Iorque e foi lá que demos as boas-vindas a 2016, são de lá também grande parte dos adereços da nossa árvore deste ano. 


Enquanto eles vão dando vida à árvore, conversamos sobre cada um e todos nos recordam algum episódio delicioso da 'Big Apple'. A nossa memória é invadida por imagens, sons, cheiros, texturas. Os nossos corpos ganham movimento e ritmo nova-iorquino, enquanto o nosso lar ganha uma luz nova e poderosa. 


Cada adereço é uma âncora que jamais se apagará e carregaremos, com muito carinho, nas nossas vidas. 



E o que são âncoras? São um dos temas centrais da Programação NeuroLinguística (PNL) e explicam porque é que, de repente, e sem razão aparente, sentimos que estamos felizes ou infelizes, por exemplo. 


Perguntam-me muitas vezes qual ou quais os "truques" que uso para ser tão optimista, positiva, concretizar objectivos. Simples, eu programo-me, foco, ajo e uso e abuso das âncoras! São perfeitas e automáticas. Tal e qual o 'efeito Pavlov'. 


Acontece quando o teu humor muda como resposta a algum gatilho ou estímulo. São, no fundo, estímulos que disparam aprendizagens pré-programadas na nossa mente.


Exemplos de âncoras agradáveis:
  • O aroma do pão feito em casa e recém saído do forno que te pode transportar, num ápice, à tua infância.
  • Quando um casal ouve uma música que escutavam quando se conheceram – ela – traz de volta, no mesmo instante, maravilhosas memórias.
  • Ver as fotografias de férias inesquecíveis, transporta-nos de novo para esses momentos. 
Assim como existem âncoras negativas ou limitadoras. Por exemplo, para algumas pessoas, pode acontecer quando ouvem o som de uma ambulância ou do despertador...


O José Figueira, da PNL Portugal, explica um pouco mais sobre o tema.

Enfeites à parte, o que me fica mesmo e são grandes âncoras para a minha vida, são os sorrisos, brilho nos olhos, gargalhadas e gestos fraternos de carinho das minhas queridas filhas.

E agora, ao som de Frank Sinatra vamos comer o bolo de chocolate que acabámos de fazer e ainda está quentinho, também ele tradição do dia em que montamos a árvore de Natal. E ainda estão a assar castanhas!
Ho! Ho! Ho!

Mais sobre Nova Iorque, o seu carismático fim-de-anoCentral Park e a deliciosa Litlle Italy.

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Da Rússia a São Tomé e Príncipe, de dentro para fora

11.4.16
Esta semana começo a escrever os posts sobre esta nossa riquíssima viagem a São Tomé e Príncipe.


Hoje, quero apenas partilhar um “acaso” (coisa que não existe nas nossas vidas). Tínhamos tudo programado para irmos para a Rússia. Só eu preciso de visto, já que a Venezuela tem acordos com este país e tanto as miúdas quanto o pai, são também venezuelanos. Deu um trabalhão tratar do visto (hei-de contar-vos, em pormenor, noutra altura). Entretanto, a TAP altera a data da ida e ficamos com menos dias disponíveis. Ainda refiz o roteiro mas não iríamos aproveitar muito. Além disso, em Moscovo, tinha acabado de cair o maior nevão dos últimos 50 anos e estava um frio de rachar! Como não é possível acrescentar dias ao visto, também não era praticável regressar mais tarde e compensar a ida mais tardia. Depois de muitas negociações (árduas) com os hotéis, consegui que, pelo menos dois, aceitassem a alteração das datas para Setembro. Assim, e em cima da hora, ficamos com as férias da Páscoa em aberto. Ponderamos vários destinos. Seleccionámos locais quentes e o mais naturais possível. Mas, faltava encontrar aquele lugar, aquele onde a nossa ida pudesse realmente mudar algo nas nossas vidas e na de terceiros... Eis que, “do nada”, surge São Tomé e Príncipe!
O Ernesto na Venezuela e eu em Portugal. Era 1h quando iniciámos a busca conjunta de voos, alojamento... Às 4h a tarefa estava, finalmente, concluída com sucesso. Daí a dez dias partíamos para uma das grandes aventuras das nossas vidas.


Em miúda quis ser missionária para embarcar para África, com as irmãs do colégio (sou antiga aluna Salesiana). Enquanto não ia, enviava bens – material escolar, roupa, calçado... Com o crescimento, entendi que as missões se fazem também em casa e foi assim que entrei (de forma muito singela) neste admirável mundo (o Ernesto já acompanhou parte deste percurso – sim, caminhamos juntos há praticamente 21 anos). Primeiro em Cascais, no Bairro da Torre. Onde hoje irradiam luxuosos edifícios, existiam barracas. Era ali que viviam dezenas de famílias, a maior parte de origem africana, totalmente desamparadas. Foi o primeiro contacto com os rostos e nomes dos que pouco ou nada têm e isso: faz muita diferença, toda, aliás! Ajudar à distância é fácil, é indolor. Enche-nos de alegria mas é efémero, não custa. Estar no terreno muda toda a perspectiva e recebemos muito mais do que o que alguma vez possamos dar. Voltei a ter vontade de fazer as malas e partir. Na Venezuela também participamos em acções de voluntariado mas de uma forma mais distante por causa da insegurança absurda em que o país está mergulhado e isso, não me preenche... Agora, estava a dias de completar 40 anos e, além do Ernesto, tínhamos as nossas duas filhas com quem eu podia partilhar este sonho antigo. Fomos e, se nunca voltamos os mesmos das viagens que fazemos, desta vez então, somos outros!


Conhecemos pessoas que, de tão altruístas e fraternas que são, bem podiam ser corações com nome. Conhecemos, crescemos, demo-nos mas recebemos muitíssimo mais, e não é um cliché. Outra coisa que aprendemos foi, e por incrível que possa parecer, a pobreza não é igual em África e na América Latina. Em África, aceitam genuinamente o que se lhes dá, na América Latina (e a nossa experiência reduz-se à Venezuela), olham primeiro para as marcas do que se lhes oferece. É quase alienígena mas é real e revela tanto do mundo em que vivemos...


Duas coisas que os quatro trouxemos como certeza: queremos regressar e sim, “serás abençoado quando te fizeres bênção na vida dos outros”!

Parabéns a vocês

16.2.16
É com o coração a transbordar de gratidão que vos escrevemos este post. Viajamos juntos há 365! Tem sido uma viagem maravilhosa, repleta de partilhas deliciosas. Fizemos amigos de tantas nacionalidades, em tantas partes do Globo.


Somos apenas uma família que adora viajar. Não somos profissionais, não pretendemos ser. O nosso lema é mantermo-nos fieis à nossa genuinidade. Assim, fotos eventualmente desfocadas, com enquadramentos duvidosos, a privacidade das nossas filhas protegida, escrita com vírgulas a mais ou a menos podem pautar nesta nossa casa virtual. Contudo, escolhemos partilhar convosco as nossas vivências em viagem, a guarda-las só para nós. São vocês que nos inspiram e nos ajudam a sermos melhores.

Ficamos imensamente gratos quando o feedback é o de que conseguimos retribuir, inspirando famílias a fazerem as malas e a partirem à aventura. Quando uma família com uma criança com necessidades educativas especiais (NEE), como a nossa querida "maiúsca", decide finalmente, ultrapassar o medo e realizar um sonho e regressa super feliz e a programar as próximas aventuras, enche-nos a alma. Mas, as crianças são todas iguais, com ou sem NEE. Quem viaja com uma, viaja com todas. Ouçam a voz do vosso coração, ele conhece o caminho. Está tudo bem!

Não é preciso ficar hospedado num hotel de luxo assim como, também não é imperativo acampar. Podem ir de avião, barco, comboio, autocarro, autocaravana, a pé... Cada família sabe quais as melhores condições para se realizar enquanto viajante. Cada família conhece, melhor do que ninguém, qual o seu ritmo e somos todos tão diferentes. Só vocês, pais, saberão sentir e escutar os vossos filhos e decidirem, em conjunto, se os destinos são, ou não, acertados em cada momento. 

A intensidade de uma viagem não se mede pelo período de duração, nem pela distância. Uma viagem de um dia pode ser muitíssimo mais intensa do que outra de uma mês, ou várias por ano, por exemplo. O importante é estar em todas, de corpo e alma. Estarmos juntos, cúmplices em todos os momentos. 

Libertem-se das crenças limitadoras, aquelas que vos impedem de ir mais longe. 

O que os outros pensam é com eles, não tem a ver convosco. É sempre a percepção de terceiros e nunca a vossa realidade. 

Confiem nos vossos filhos e permitam que eles sejam verdadeiros cidadãos do mundo, responsáveis, honestos, aceitando e incluindo as diferenças, tornando-as em igualdades. A semente que hoje plantamos, amanhã dará frutos e a memória emocional não tem DEL. 

Foquem-se nos resultados, criem os pensamentos do que querem concretizar, actuem, sejam genuinamente felizes e viagem a espalhar essa felicidade! Só depende de cada um de vocês, porque a felicidade vem de dentro e reflecte-se fora. E não se esqueçam, nada tem mais influência na vida de uma criança do que o exemplo dos pais. O que quer que decidam fazer, em conjunto com os vossos filhos, façam-nos sempre com muito amor.

Que continuemos a somar milhas e milhas, sempre na vossa querida companhia. Bem-hajam! Um beijinho grande e um abraço,
Rita, Ernesto, Constança (mana "maiúsca") e Madalena (mana "minúsca")


Miles in Family no Instragram 

Twitter - @milesinfamily

10 passos que preparam as crianças para as viagens

10.2.16
As crianças são naturalmente curiosas e gostam de participar na vida quotidiana da família. Se viajamos com elas é porque queremos proporcionar-lhes memórias para a vida. As nossas, são chamadas à mesa das decisões. Desde a escolha do destino até à rota a traçar. Deliram!


Partilhamos os dez passos que utilizamos para preparar as nossas filhas para as viagens:

1 - O que querem fazer?
Perguntamos sempre o que gostariam de fazer na próxima viagem. Descansar na praia? Neve? Conhecer uma cidade? Viajar de carro, comboio, navio? Visitar museus? Desta forma, elas sentem-se parte da aventura desde o primeiro instante.

2 - Vídeos e fotografias
Depois de eleito o destino, procuramos vídeos sobre o mesmo na Internet. Seleccionamos os mais interessantes e curtos e vemos juntos. Conversamos sobre o que vimos, vemos fotografias dos locais que mais as atraíram e encontramos no globo a localização geográfica daquele país. Fazemos ainda um quadro onde colocamos (em imagens) os aspectos mais relevantes do que vamos conhecer.
Deixamo-las começarem logo a sentir-se em aventuras mil!


3 - Livros
Temos várias edições de livros infantis sobre cidades do mundo, países, história, tradições, fauna e flora... Alguns em português, outros em inglês, francês e castelhano. Os livros permitem-nos viajar na imaginação e criarmos o nosso próprio modelo do mundo do que será o próximo destino. Deliciosos!

4 - Sites
Há vários sites que disponibilizam desenhos para recortar, colorir, factos históricos contados de forma trivial... Gostamos particularmente do Brain Pop.


5 - Jogos e perguntas mistério 
"Ponha o dedo no ar quem souber qual é o maior país do mundo?!", "como se chamam os caminhos dos comboios?", "quais as cores da bandeira dos Estados Unidos?"... Seguem-se outras perguntas, não fossem as crianças peritas em questionar tudo. E surgem as respostas, muitas delas divertidas. Há ainda as questões curiosas que nos levam a pesquisar ainda mais sobre os destinos. Também construímos puzzles e organizamos a caça ao tesouro. 


6 - Guias
Os guias de viagem são amigos fantásticos. Como a mana "maiúsca" ainda não faz a 100% leitura analítica, gostamos dos guias da DK. São riquíssimos em imagens, fotografias e mapas que ela regista ao pormenor por ter uma memória visual prodigiosa. Existem outros, da Lonely Planet destinados a crianças. Juntamos ainda as imagens que retiramos das brochuras de agências de viagens, revistas... O sonho começa a ganhar forma! 


7 - Visitas virtuais
Gostamos de visitar os locais e museus através das Webcams. Hoje, já é possível fazer visitas virtuais em grande parte dos museus. Assim, consoante o interesse demonstrado por ambas, já decidimos o que queremos ou não realmente conhecer.

8 - Gastronomia
Aproveitamos para apurar o paladar. Até porque, se a "minúsca" come de tudo, a "maíúsca" nem tanto e é preciso antever alguns cenários. Quando encontramos receitas simples, mesmo muito simples (já que eu não sou dada a grandes cozinhados) aventuramo-nos na cozinha, em experiências do mundo. Caso contrário, procuramos restaurantes ou supermercados típicos dos países a visitar e vamos aguçando os sentidos.


9 - Música
Gostamos da diversidade cultural também nesta área. Pesquisamos no Youtube quais as músicas tradicionais, clássicas, fusões... acabamos sempre a dançar!

10 - Etiqueta
"Cada terra com seu uso cada roca com seu fuso", já diz o ditado. É super divertido descobrir os hábitos e a etiqueta de cada país e praticar antes de embarcarmos. Lembrar que quando entramos numa casa nórdica, descalçamos os sapatos, por exemplo. Impossível esquecer o quanto elas se riram quando lhes disse que não podiam falar no metro, no Japão, para não incomodar o passageiro do lado, e que na Terra do Sol nascente também não é nada de bom tom assoarmo-nos em público...
Que possamos todos crescer nas diferenças! 

E lembrem-se, somos nós os exemplos dos nossos filhos! Como vivenciarmos todo o processo, assim eles o farão...

Os melhores embaixadores

7.2.16
As crianças serão sempre os melhores embaixadores que existirão, com a sua sublime habilidade para quebrar o gelo em menos de cinco minutos. E esta é uma das grandes vantagens de viajarmos com os nossos filhos! Acreditem que viajar com crianças leva-nos a alterar hábitos de viagem e para melhor. 

Ao contrário de nós, adultos, já moldados por crenças antigas, a elas basta-lhes um olhar para começarem a tratar os estranhos como membros da família. 


E tem sido assim que nas nossas viagens temos conhecido as pessoas mais incríveis. Desde locais a viajantes. Em menos de nada, estamos a conversar, a partilhar histórias, hábitos e costumes, tantas vezes tão diferentes. 

Há países onde os habitantes só se aproximam dos estrangeiros se virem as crianças. Em Oman, as mulheres são particularmente curiosas e fascinadas com os nossos bebés e pedem para os fotografar e pegar neles ao colo. 


É bom estarmos preparados para esses momentos que inevitavelmente acontecem e vêm plenos de transformação. 

Que tenhamos sempre presente que o propósito da vida é vivermos em alegria e no amor. Deixemos que sejam as nossas crianças a guiarem-nos nessa maravilhosa tarefa.

O que vos diz a vossa experiência de famílias viajantes?

Há um ano partilhamos aqui o quão fascinante e as vantagens de viajarmos com as nossas filhas.

Assistir aos jogos da NBA

21.1.16
Sou mais dado à aritmética do que à escrita. Mas, também não viro a cara a um desafio e prometi à Rita que fazia este post. E, aqui estou eu, um pai viajante que adora satisfazer os desejos das suas três amadas. 


Depois de um dia de trabalho sabe bem relaxar. Em Miami, quando há jogo da NBA, basquete ao mais alto nível, as luzes apontam para o American Airlines Arena. É noite de Miami Heat vs Milwaukee Bucks e é para lá que vou!


Como assistir

➡️ Verifiquem o calendário de jogos - o site da NBA está muito bem estruturado

➡️ Promoções
No Miami Heat existe o twHEATup - um Meet & Greet. O bilhete custa $40 para assistir ao jogo com direito a conhecer e fotografar com um jogador depois da partida. Estas promoções aparecem no site oficial, no Facebook e no Twitter.


➡️ Podem comprar os bilhetes no Ticketmaster ou na bilheteira do estádio. Mas, sai mais barato pelo site. Atenção na hora de escolher os lugares. Eles são marcados e não dá para alterar depois de comprados. Os mais baratos são no último anel e assistem de pé (sobretudo com crianças não recomendo).

➡️ As portas da "arena" abrem com uma hora de antecedência.

➡️ Estamos nos EUA e quase que nem precisava mencionar que os estádios estão mais do que preparados para receber pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada.


➡️ Se querem comprar camisolas e companhia, da equipa da casa das duas uma, ou vão mais cedo e estão à vontade na loja ou compram num dia em que não haja jogo.

➡️ Não podem entrar com comida ou bebida. O controlo é rigoroso. Dentro do recinto há de tudo e mais alguma coisa à venda para saciarem a fome.


➡️ São proíbas câmaras fotográficas profissionais.

➡️ A animação é uma constante dentro do recinto. As crianças são bem-vindas e o ambiente é muito educado. Nem se ouvem palavrões mesmo com a equipa da casa a perder feio. O mais "agressivo" que soou no recinto foi em grito desesperado: "Man GO!"

Como diz o ditado "em Roma sê romano"! Vamos lá, tudo a interagir com os gigantes!!
Da próxima vai a família toda ao estádio. Loucura geral!!
O espírito é mesmo: Yes You CAN!!! 

Um abraço do pai Ernesto

Cartão Europeu de Seguro de Doença

19.1.16
Viajar sem seguro é um risco muito grande. Confiamos e desejamos, naturalmente que tudo corra bem, e na maioria das viagens corre. Mas, há a minoria e é nessas que temos que estar prevenidos. Dentro da Europa temos a vantagem de poder usar o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) - ainda que não seja na integra um seguro de saúde. Conhecem?


O CESD é totalmente gratuito e o titular (que pode circular em turismo, viagem de trabalho ou residência temporária) beneficia de todos os direitos e assistência médica – urgências, acidentes, doença ou maternidade - que os cidadãos do país para onde viaja. É válido no serviço de saúde público e em unidades de saúde privadas, caso as mesmas estejam abrangidas pelo sistema de segurança social/saúde do Estado-Membro onde se encontram temporariamente e aceitem o CESD. Poderão eventualmente ter que pagar taxas moderadoras em ambas as situações.

Onde podem usar?

Em todos os Estados-Membros da União Europeia - Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia e Suécia - e ainda na Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. 

Doentes crónicos

Têm iguais direitos. Podem marcar com antecedência os tratamentos no país a visitar (se for caso disso). O próprio centro de saúde ou o subsistema de saúde em que estão inscritos pode articular com a instituição do outro Estado-Membro. 

Pedir o CESD

Podem solicitá-lo nos seguintes locais:
  • Centro distrital de Segurança Social da vossa área de residência
  • Serviços dos subsistemas de saúde - ADSE, SAMS…
  • Loja do Cidadão
  • Correio electrónico enviado para o centro distrital. O cartão é depois enviado para a vossa residência
  • Açores – Serviços do Instituto da Segurança Social dos Açores
  • Madeira – Centro de Segurança Social da Madeira, IP-RAM
O CESD é enviado para a residência do titular no prazo de cinco dias úteis e tem a validade de três anos. O cartão é individual. Eu solicitei os nossos, quatro, no mesmo formulário. Para evitar atrasos, convém fazer o pedido com alguma antecedência, sobretudo se viajam em época alta. 

Solicitem aqui.

Vejam lista da assistência médica em cada país abrangido pelo CESD. 

Vídeo explicativo do Cartão Europeu de Seguro de Doença.



Organizar o Fim-de-Ano em Nova Iorque

18.1.16
Há datas que gostamos particularmente de celebrar. Para esta mãe são os aniversários! É quando faço anos que sinto que realmente começou um novo ano, um novo ciclo. Ainda assim, o pai da casa adora celebrar fins-de-ano, em grande! Com bons espectáculos de fogo-de-artifício, música e rodeado, claro está, dos que mais ama. 

Depois de analisarmos várias hipóteses decidimo-nos por Nova Iorque! Considerada uma das 10 cidades mais fabulosas do Mundo para entrar no novo ano. O local ideal para deixarmos voar e agradecermos 2015 e acolhermos 2016 esperançosos e de braços abertos! 


Partilhamos agora convosco como organizamos esta viagem, as sugestões e as dicas preciosas para realizem com sucesso mais um sonho.

Passagens aéreas


Elegemos, sempre que possível voos directos ou que incluam apenas uma escala. Com crianças pequenas é francamente mais funcional e menos cansativo. Como viajamos muito com a TAP e as suas parceiras, acabamos por acumular muitas milhas no programa de passageiro frequente Victoria. E nem de propósito, o voo directo Lisboa – Nova Iorque (Newark) era o da TAP. Assim, o pai e a Madalena viajaram com bilhetes tarifados e eu e a Constança com bilhetes prémio. Comprámos as viagens no Verão, a seis meses do evento.

Quanto mais cedo comprarem as viagens maior a possibilidade de conseguirem tarifas menos dispendiosas e garantia de lugares nas datas pretendidas. 

Do aeroporto ao hotel

Também aqui existem inúmeras possibilidades – metro, autocarro, táxi, serviço de motorista.

O meio mais rápido, eficaz e “económico”, para quem viaja com crianças e porque somos quatro: táxi ($80 por percurso). Em pouco mais de meia hora estavamos no hotel. 

Alojamento

O objectivo da viagem era o de assistirmos à famosa “Times Square New Year's Eve ball drop”, desde há 111 anos a renomear Nova Iorque. Queríamos ver ao vivo, a bola gigante cair do edifício "One Times Square". Com duas crianças, uma com dois anos, era impensável enfrentarmos filas de um milhão de pessoas a tentarem alcançar os melhores lugares. Isto, sem falar do frio e do facto de que, quando finalmente se consegue entrar no recinto já não se pode sair, nem para ir à casa-de-banho. Quer dizer, pode-se sair mas não se volta a entrar. 

Iniciamos então uma pesquisa dos melhores hotéis na Times Square para assistir à “drop ball” (a bola que cai e que se pode ver nesta foto da Creative Commons).


A Times Square é um dos lugares mais movimentados e mais coloridos de Nova Ioque. Com uma quantidade impressionante de outdoors gigantes e de altíssima definição, teatros, salas de espetáculos e algumas das lojas mais famosas da cidade, este cantinho mágico nunca dorme, mas nunca dorme mesmo! 

Ficamos uma semana o que nos permitiu escolher dois hotéis na Times Square. Um até dia 30 de Dezembro e o segundo, até ao nosso regresso a Portugal, e com vista frontal de “drop ball”.

Seleccionámos para os primeiros dias o Novotel Times Square e a partir do dia 30 de Dezembro, o New York Marriott Marquis.


Ambos são hotéis fantásticos e super organizados. Ainda assim, para mim que não gosto de grandes concentrações de pessoas no mesmo local, o Novotel torna-se mais aconchegante. Fazer as refeições com uma vista frontal, colossal de “drop ball” é delicioso e revigorante! Além disso, atribuíram-nos um quarto com vista lateral do mesmo local, e de vários teatros da Broadway. Um sonho! E o serviço deste hotel, em todas as áreas é exímio! Sem esquecer que os Novotel são hotéis amigos das famílias e por isso preparados com zonas de lazer para as crianças, quer seja para estar em família, entre amigos ou individualmente. 


No Marriott Marquis escolhemos o quarto com vista directa de “drop ball”. Só pelo facto de acordar e adormecer com essa vista já teria valido a pena passar o réveillon em Nova Iorque!


No dia 31 de Dezembro, todos os hóspedes recebem um cartão que lhes permite circular livremente em todas as ruas da Times Square, a qualquer hora e regressar ao hotel quando bem entenderem. Se se esquecerem do cartão ou não estiverem hospedados nesta zona, não poderão desfrutar desta estrondosa benesse. 


Seguros

Nunca viajamos sem seguro e aventurarmo-nos nos Estados Unidos sem seguro, sobretudo de saúde (onde é tudo pago a peso de ouro), seria inconsequente. Para terem uma pequena ideia, a minha visita às urgências (por já não suportar as dores no braço direito que, entretanto estava já paralisado) do Roosevelt Hospital NY (seis horas de espera e uma TAC para sair de lá com um palpite, sem diagnóstico, com um sling no braço e duas receitas de analgésicos) custou $1800!

Fizemos o seguro com a World Nomads.

Passaportes

Verificamos sempre a validade dos passaportes assim que definimos um novo destino. Até porque, a validade dos das crianças é sempre inferior à dos adultos. Desta vez, os passaportes das manas estavam válidos até Abril deste ano, só que, para viajar para os EUA exigem que tenha a validade de seis meses até depois da data da viagem. Fizemos novos passaportes para as duas.

Visto

Cá em casa, só eu é que tenho uma única nacionalidade - portuguesa. O pai e as filhas têm dupla nacionalidade (venezuelana e portuguesa) o que dá um jeitão na hora de viajar para países como a Rússia, China, Cuba, Irão… já que estão isentos de vistos.

Enquanto portugueses, para viajar para os EUA temos apenas que preencher o formulário online ESTA e aguardar autorização. Depois, imprimir ou guardar o PDF em suporte electrónico para mostrar às autoridades competentes, à saída de Portugal e, quando solicitado às autoridades norte-americanas.

O ESTA tem um custo de $15 por pessoa e a validade de dois anos se entretanto não mudar de passaporte. Se isso acontecer terá que fazer novo ESTA, uma vez que o número do passaporte muda (que foi o que aconteceu às manas que tinham ainda o ESTA válido mas com os dados dos passaportes então renovados). 

Programação de Fim-de-Ano e medidas de segurança


Face aos últimos atentados terroristas, levados a cabo pela Daesh e às frequentes ameaças aos EUA, Nova Iorque esteve em estado de alerta máximo. Esta passagem de ano contou com a maior operação de segurança de sempre.

Só na Times Square estiveram destacados 6 mil polícias fardados, 1200 à paisana, outros mil da unidade antiterrorista recentemente criada, forças de segurança privada. O quartel-general estava implementado no nosso hotel e assistimos em directo a tudo. Sentimo-nos sempre muito seguros.

Convém estudar as medidas de segurança para não serem surpreendidos com a impossibilidade de atravessarem alguma avenida ou visitarem algum lugar especial. Os hotéis disponibilizam essa informação. Já a programação do dia 31 de Dezembro, na Times Square pode encontrá-la aqui.

Deslocações na cidade


Preparem-se para longas filas, em todo o lado. O metro não é excepção mas também nunca é o nosso meio de transporte. É que somos fãs de comboios, autocarros e tudo o que nos permita vivenciar as vistas e vidas dos locais.

Gostamos imenso de andar a pé. A “minúsca” ainda usa o carrinho, o que facilita todo o processo e a “maiúsca” acompanha-nos bem. Em Nova Iorque, o desafio eram sempre os regressos ao hotel, já que é fácil andarmos quilómetros na Big Apple sem nos apercebermos das distâncias percorridas. A nossa média diária foi de 12 quilómetros percorridos a pé. Como ficamos hospedados na Times Square estávamos “próximos” de praticamente tudo o que queríamos visitar nesta viagem.

O tradicional táxi amarelo foi o nosso grande aliado! Encontramos taxistas fantásticos, de várias nacionalidades e que nos contaram tanto acerca da vida em Nova Iorque. Outra opção interessante, se tiverem poucos dias e quiserem ver apenas os pontos mais turísticos são os autocarros turísticos, como por exemplo o Big Bus.

Uma forma imperdível de conhecer a cidade é voando de helicóptero.
Desta vez já não conseguimos, até porque só tivemos um dia de céu limpo e Sol. Mas, na próxima visita que queremos que seja algures entre Junho e Setembro, andaremos. Está prometido!

Réveillons possíveis 

Times Square

Passamos no nosso quarto, melhor era impossível! Vimos tudo, ao vivo e a cores, juntos, longe da confusão. Mas, se optarem por fazer o réveillon nalgum lugar, façam as reservas com bastante antecedência porque esgota tudo!! 

Se a opção for passar na rua, na Times Square, às 9h00 abrem as primeiras seccções. A longa espera, debaixo de frio não é aconselhável quando viajamos com crianças. Nós, não recomendamos. Podem optar por passar a noite num hotel da Times Square. Os preços começam em $500 por pessoa, para ver a "drop ball". 

Num barco

Não será o típico passeio de barco mas sim, uma festa de Réveillon, com vista para Manhattan e para o fogo-de-artifício ao longo do Hudson River com um brinde em flute de Champanhe. Existem várias opções, algumas incluem jantar ou DJ ao vivo, outras são mais luxuosas.

One World Observatory

A festa de Réveillon no One World Observatory esgota rapidamente, oferece petiscos e open bar. Depois das 12 badaladas entra em cena o DJ até o final da festa - 01h00.

Central Park 

Um dos réveillons preferidos pelas famílias que visitam Nova Iorque nesta quadra. As crianças de todas as idades podem participar nas celebrações. À meia noite é lançado o fogo-de-artificio no Naumburg Bandshell, um palco dentro do Central Park (entre a 66th Street e 72nd Street) e pode ser visto a partir de qualquer ponto dentro do recinto.

Desportistas

Para os amantes da corrida, a New York Road Runners Midnight Run propõe um corrida de 6,5 quilómetros pelo Central Park pouco antes da meia noite, seguida de festa com DJ.

Brooklyn Bridge

Atravessar esta emblemática ponte é a escolha de muitos visitantes. Para ver o fogo-de-artificio de New York Harbour têm que estar o mais próximo possível de Brooklyn.

31 de Dezembro na Times Square


A partir das 9h00 a Avenida começa a ser encerrada por secções.

A festa (oficial) inicia-se às 18 horas. A bola acende, em cima do prédio. O palco central (situado na junção da Broadway com a 7th Avenida) começa a receber dezenas de grupos e artistas famosos. 

À medida que o ano novo chega a outros pontos do Globo, celebra-se na Times Square!

Três horas antes da mudança de ano, um milhão de pessoas acompanha em coro, o grande relógio digital e faz a contagem decrescente a cada hora que passa. É arrepiante e contagiante!

Às 23h59 começa a contagem regressiva. Os últimos 10 segundos são os mais intensos e indescritíveis! Pode ver aqui a programação oficial.

As ruas e estações de metro mais próximas estão encerradas, assim como todos os ecopontos, por motivos de segurança.

Não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas na rua.

Uma última dica - Se os vossos filhos forem ainda pequenos ou maiores mas distraídos, coloquem-lhes pulseiras de identificação. Mesmo no hotel não é impossível perdê-los de vista. Nesta altura do ano, acreditem que parece que Nova Iorque, sobretudo a Times Square, é o centro do Mundo!

Investimento

Como dizem em terras do Tio Sam: "it's a once-in-a-lifetime"!!!

Outros posts sobre Nova Iorque - Central Park de A a Z e a charmosa Little Italy.

Central Park de A a Z

11.1.16
O principal objectivo desta nossa viagem a Nova Iorque era vivenciar uma das passagens de ano mais míticas do Planeta e assim foi! Sabíamos que visitar atracções, com as miúdas seria um desafio acrescido, pelo clima frio e pelas longas filas de espera, próprias da época natalícia. 

Mas, havia um lugar que jamais poderia falhar no roteiro (esquecido em casa): Central Park. É por ele que começo a desvendar-vos o nosso turbilhão de aventuras na cidade que nunca dorme.

O Central Park é um dos ex-líbris dos nova-iorquinos, o espaço público mais importante desta cidade e o mais visitado dos Estados Unidos. A melhor de todas as atracções para todas as famílias!

Lembram-se do post onde partilhei convosco que acabamos por encontrar quase sempre um casamento em cada viagem? Não seria excepção no Central Park, pois claro!!


Aqui, lazer e cultura vivem de mãos dadas, seja qual for a estação do ano. O ambiente envolvente é o  da diversidade nova-iorquina .

O parque, em Manhattan, no coração de Nova Iorque, foi desenhado por Frederick Law Olmsted e Calvet Vaux e demorou 16 anos a ser construído. Envolveu a plantação de mais de 500 mil árvores e arbustos, a construção de 30 pontes e arcos, o transporte de várias toneladas de pedra e terra. Com cerca de 4 km², abriu ao público em 1858 com a intenção de integrar todas as classes sociais. O cidadão é soberano e o responsável pelo espaço. O Central Park recebe 42 milhões de visitas por ano e vive sobretudo de doações privadas e do contributo voluntário dos cidadãos. 





Quanto tempo precisam para conhecer todo o Central Park?



Reservem, no mínimo, dois dias! 
Este mapa vai ajudar-vos a planear a visita.

Qual o melhor meio de transporte para o conhecer: a pé, de bicicleta, pedicab ou de charrete?



Todos! As bicicletas podem ser alugadas por $8/ hora, já 40 minutos de charrete custam $35 por pessoa, sendo que cada charrete transporta até quatro passageiros (é tão romântico e as crianças sentem-se num conto de fadas). Meia hora de pedicab custa $80 e o passeio a pé é gratuito, revigorante e “obrigatório” (existem também excursões a pé, pagas, que duram duas horas ou gratuitas, oferecidas por voluntários do parque)!


A foto do nosso passeio de charrete pelo parque está desfocada mas, quando somos apenas uma família em viagem e sem fotógrafos em casa acontecem estes incidentes. Foi por isso, a única fotografia possível para ilustrar o passeio de charrete pelo Central Park.

O Central Park é um mundo! Somos surpreendidos a cada passo. Ora com esculturas, ora com as inscrições nos bancos oferecidos pelos cidadãos… Motivos não faltam para se deixar invadir pela magia deste local!


Voltando aos bancos do Central Park, são cerca de 8.700 e pode colocar uma placa num deles. Para isso, "basta" que desembolse $7000. 

Seguem alguns dos pontos mais emblemáticos do parque:


The Dairy




Esta casa, em estilo vitoriano, acolhia as crianças e pais na visita ao parque nos seus primórdios. No século XIX converteu-se em pastelaria e em 1979, o local transformou-se num Centro de Informação aos Visitantes. Aqui é possível levantar o mapa do parque, comprar livros acerca do mesmo, sobre NYC, adquirir souvenirs. 
65th St.

Alice In Wonderland



A escultura da "Alice no País das Maravilhas" é uma das mais famosas do Central Park. Homenagem ao clássico de Lewis Carroll representa os principais personagens do conto como o Chapeleiro Maluco, o coelho e o gato. Palco para inúmeros filmes fica numa das regiões mais frequentadas do parque, próximo do “Conservatory Water”. A estátua chegou a este espaço em 1959, uma oferta do filantropo George Delacorte em homenagem à sua falecida esposa, Margarita, que lia a “ Alice” aos filhos do casal. Ahh e esta é mais uma estátua deste parque que convida à escalada e onde não só é permitido como aconselhado.
East Side at 75th Street

Estátua de Hans Christian Andersen








A escultura de Georg John Lober foi fundida no Modern Art Foundry de Queens, inaugurada em 1956 e é uma homenagem ao poeta e escritor dinamarquês de histórias infantis como o “Patinho Feio”, “Soldadinho de Chumbo” e “A Pequena Sereia”. O memorial foi um presente de estudantes dinamarqueses e americanos e financiado sobretudo pela Associação de Mulheres dinamarquesas-americanas para celebrar o 150º aniversário do nascimento de Andersen. 
Esta é mais uma estátua para escalar! 
Em 2002, o monumento foi dedicado às crianças que perderam os seus pais nos atentados às Torres Gémeas, a 11 de Setembro de 2001. Entre Maio e Setembro, todos os sábados, às 11:00 horas, as famílias reúnem-se ao seu redor para ouvirem os contos de Hans. Está próxima da escultura da "Alice no País das Maravilhas", ao lado do Conservatory Water.
74th Street near Fifth Avenue west of Conservatory Water

The Mall – Literary Walk


As duas fotos que fiz no local estão desfocadas. Uso então uma, retirada da Internet, noutra estação do ano.


Um quarteirão dedicado a grandes autores literários como Shakspeare, Sir Walter Scott, Robert Burns, entre outros. As imponentes árvores que sombreiam o local são monitorizadas e um dos cartões-postais de Nova Iorque, palco para inúmeros filmes. 
Mid-Park from 66th to 72nd Streets

Strawberry Fields




Situado em frente ao edifício Dakota, onde viveu o Beatle John Lennon e onde ainda mora a sua viúva, Yoko Ono, este é um jardim feito em homenagem a Lennon. O activista pela paz mundial foi assassinado à porta de casa a 8 de Dezembro de 1980. Yoko Ono, trabalhou com o arquitecto paisagista Bruce Kelly e com o Central Park para aqui criar um local de meditação. A mandala preto-e-branco foi criada por artesãos italianos e oferecida pela cidade de Nápoles. Este local atrai muitos fãs que aqui tocam as músicas do grupo. 
West Side between 71st and 74th Streets

Bathesda Terrace e Bathesda Fountain


O Bethesda Terrace foi projetado para ser o coração do Central Park. Do cimo das escadas a vista do lago e do Great Lawn é deslumbrante e a acústica é perfeita, não é por acaso que é um dos sítios prediletos dos cantores de rua. Em frente a Bethesda Fountain, uma das mais famosas fontes do mundo, também conhecida como Water Angel (o anjo da água), que tem na parte de baixo os quatro querubins que simbolizam a saúde, pureza, temperança e paz, está o idílico Loeb Boathouse, onde poderão alugar barcos a remo, bicicletas e gôndolas. 
East Side between 74th Street and 75th Street. 

Naumburg Bandshell

É a única construção neo-clássica no Central Park. O Naumburg Bandshell foi construído em 1923 e recebe eventos musicais. Elkan Naumburg, um banqueiro e filantropo de Nova Iorque, financiou a construção.
Mid-Park from 66th to 72nd Streets

Shakespeare Garden



Um harmonioso jardim composto com algumas das flores e plantas mencionadas nas obras de Shakespeare. O jardim fica perto do Delacorte Theater, onde entre Maio e Agosto decorre o evento “Shakespeare in the Park”, uma série popular de performances teatrais, onde actuam, por exmplo, Al Pacino, Meryl Streep e Natalie Portmam. 
West Side between 79th and 80th Streets

Sheep Meadow e Tavern on the Green

Também as nossas fotos deste local não estão em condições. Optei por isso, por colocar uma foto retirada da Internet, dos primórdios deste lugar idílico.



Quer descansar ou fazer um piquenique? Sheep Meadow é perfeito! 
Os arranha-céus espreitam pelo topo das árvores e é uma sensação deliciosa. É aqui que fica um dos restaurantes mais emblemáticos de Nova Iorque, também palco de filmes- Tavern on the Green, outrora casa de pastores que guardavam ovelhas no local. A entrada é gratuita.
West Side from 66th to 69th Streets
Tavern on the Green: West Side, 67th Street


Bow Bridge


A ponte de ferro fundida, construída entre 1859 e 1862 é a primeira a surgir no Central Park e a segunda mais antiga dos Estados Unidos. É um dos cartões-postais do parque e um dos locais mais visitados. É tão romântica! 
Mid-Park at 74th Street west of Bethesda Terrace, connecting Cherry Hill and The Ramble

Castelo Belvedere



O castelo foi construído no século XIX em cima da Vista Rock, uma rocha com cerca de 450 milhões de anos! Até os anos 60 o local foi usado pelo Observatório Meteorológico de Nova Iorque mas, ainda hoje são ali registados dados climáticos como níveis de pluviosidade e enviados para a sede da previsão do serviço de meteorologia no Brookhaven National Library em Long Island. Aqui, é possível juntar-se a grupos de observação de aves ou instrução sobre pesca. Todas as actividades são gratuitas e oferta da organização sem fins lucartivos: Central Park Conservancy. 
Mid-Park at 79th Street, in Turtle Pond


Jacqueline Kennedy Onassis Reservoir


O maior lago do Central Park foi baptizado em 1994 em homenagem a Jacqueline Kennedy Onassis. Uma forma de agradecer o seu compromisso e dedicação à cidade que ela tanto amava. O lago é uma das paisagens mais pitorescas do parque e rodeado por um circuito de corrida com 2.4 kms.
85th Street to 96th Street, from east to west

Wolfman Rink



A famosa pista de patinagem no gelo. Quem não se lembra de a ver no “Sozinho em Casa”?! Fica na parte de baixo do Centro de Informação aos Visitantes. 


Central Park Zoo



O palco do filme Madagascar, acolhe leões, macacos, pinguins e ursos polares. Mais informações aqui.
East Side, entre a 63rd Street e a 66th Street

Lembro ainda que, parques infantis também existem ao longo do parque.

Na foto, o prédio com o letreiro encarnado foi cenário para o filme "Caça Fantasmas".


E, por todo o lado, os habitantes mais fofos do parque, sempre à espreita...


Este oásis no coração da agitada Nova Iorque levou-me a reflectir sobre um dos pensamentos do norte-americano, Ralph Waldo Emerson – “Adopte o ritmo da natureza. O segredo dela é a paciência.”

Já conhece a Little Italy? Mostramos tudo aqui.