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A mãe foi e não voltou a mesma

16.6.15
Somos viajantes em grupo, regra geral aventuramo-nos a quatro, as únicas exceções são quando viajamos em trabalho. Há quatro anos, senti a necessidade de viajar comigo, de ser a minha grande companheira naquela que se revelaria uma transformação ímpar, ia em missão e não sabia. É que esta mãe, é muito curiosa e passa a vida em busca de algo que, talvez por não saber exatamente o que é, a torna naturalmente insatisfeita. Há remédio? Há sempre, basta uma escolha!  Fazer as malas e ir. E eu fui!


Destino eleito, dentro do avião, a caminho da Holanda (país que tanto gostamos) uma sensação desconhecida mas muito boa, era já mais que muita. Aterrei em Amesterdão, enfiei-me num comboio rumo a uma terriola, daí de autocarro para Limmen. Tinha concluído há pouco o Master Practiotiner em Programação Neurolinguística - PNL - com o mestre dos mestres, o Trainer José Figueira (http://pnl-portugal.com/), o curso é certificado pelo NTI/NLP. A imensidão de recursos fantásticos, na aplicação da PNL na área da educação fascina-me e foi para a grande escola que fui (http://www.ntinlp.nl/), com uma doce, sábia mestra e coach, Andrea. Fui fazer o "Meeting Children". Senti-me uma espécie de Harry Potter a caminho de Howard School.


No percurso, por entre campos floridos, o silêncio era comunicação. Eu, comigo, em busca do desconhecido, de viver a vida de outra forma, de crescer e regressar melhor mãe, uma mulher mais perfeita. O local não me era estranho, já lá tinha estado com o Ernesto e com a Constança quando terminara o Practitioner, mas agora era diferente, era só eu (e a minha criança interior)!

E cheguei!


A única portuguesa! Os alunos eram holandeses e havia uma aluna belga. A professora era alemã e nem vos conto como eram as aulas. De repente, o inglês passava a holandês (que todos, menos eu dominavam) e sabem uma coisa? Ao fim de um dia, acreditem que eu já entendia metade do que diziam em holandês! Como? Porque a comunicação se faz em muitas direcções e de muitas formas e os nossos sentidos têm a capacidade encantadora de a assimilar para além das palavras.




E tive, só para mim, uma escola básica (pedagogia Montessori/ PNL), uma imensidão de campo, com vacas, cavalos, rãs e pássaros (as primeiras adormeciam-me e os segundos acordavam-me), flores, bicicletas... É que decidi ficar alojada na escola! Sim, a escola tem um piso superior com quartos, cozinha e sala de estar, onde ficam os estudantes estrangeiros e eu não podia deixar passar esta oportunidade. 







Hum, o som e aroma florido e fresco de viver no campo não têm preço e ficam registados para a eternidade no nosso ADN.





Mergulhada em todo este verde, entre risos e brincadeiras das crianças da escola, de manhã cedo, as palavras e exercícios com a Andrea (que incluíam constelações familiares) ao longo do dia, e o silêncio comigo até à noite entendi e aprendi tantas lições...


A capacidade (da criança que há em nós) de amar e perdoar incondicionalmente, o estar aqui e agora, focada no presente, o perceber que a frustração que podia sentir em relação a não estar a conseguir ajudar mais a Constança (que está diagnosticada com um atraso global do desenvolvimento) era apenas uma questão de eu aprender a relacionar-me com esse sentimento e não há problema algum, o dar ouvidos e libertar todos os sentimentos em vez de lhes desviar a atenção para os distrair, aprender a dizer "quero", "não quero" na hora certa e "sim" a mim mesma, ouvir e observar com mais atenção, redefinição dos valores, temperança com humor, exercício da paciência e presença e sobretudo nada de julgamentos ou expectativas. As coisas são como são e podemos sempre fazer mais e melhor... 


Quando mostramos o nosso coração aos nossos filhos, eles mostram-nos o deles também, dá-se a conexão. É um dos primeiros passos para a harmonia em família. O amor é sempre a reposta!

Num dos imensos caminhos do mundo, numa caminhada à tarde depois do curso, descobri uma igreja mariana, consagrada à Imaculada Conceição, num parque também ele fascinante.




Foi aqui que agradeci o que aprendi, toda a transformação que estava a sentir e pedi a Nsa. Senhora coragem e sabedoria para nunca perder o foco. A verdade é que nunca mais fui a mesma, nem a nossa família...


No regresso a Portugal, ainda em Amesterdão, no aeroporto recebo mais uma prenda fenomenal, a actuação, ao vivo das Vonder&Bloom (dois anjos que viajam mundo fora a espalhar encanto)! Estava feito o último clic para a parentalidade consciente!




Cuidado, esta mãe regressou da Holanda uma feiticeira certificada! Que a magia aconteça!!!

P.S. - OBRIGADA querida filha Constança!!!


Viajar dentro de portas

11.6.15
E quando não estamos fora em viagem, estamos dentro… Lembro-me de há uns anos escolher a preceito, dois tapetes para as salas por achar que estas ficavam mais acolhedoras, agora, olho para o da sala de estar e penso: “o que fazes tu aí, além de acumulares pó?”. Ora, se não existe apego e não é útil liberta-se. E é assim que: hoje é dia de lhe dar honras de retirada e deixar fluir ainda mais a energia numa sala tão iluminada e tão especial. Se ao fim de uma semana voltarmos a sentir a sua falta, ele regressa, caso contrário encontrará um novo lar. Para já, a mana minusca está fã (a maiusca fará o seu juízo quando regressar das aulas), a sala está com imensa pinta e livre!


Minimalismo é muito mais do que um estilo de vida, é uma ferramenta preciosa que nos ajuda a livrar dos excessos e a focar no essencial. No fundo, é um regresso ao cerne e uma forma de alcançarmos a liberdade, viajarmos mais (no nosso caso) e vivermos ainda mais felizes!

Quando menos é mais

1.6.15

Desde há algum tempo (mais precisamente desde que passamos pela experiência de viver na Venezuela, mas é tema para outro post) que temos vindo a modificar os nossos hábitos de consumo e consequentemente adquirimos uma consciência a uma escala gigantesca. O mundo é composto de mudança e ainda bem. Assim, mudamos - e quando um muda o mundo muda também. Proporcionamos às nossas filhas exemplos que acreditamos serem os grandes alicerces para a sua formação e felicidade. 

Começamos por "destralhar" a casa, doar o que tínhamos em excesso (e ganhar consciência de que se gasta dinheiro só porque é giro ter isto ou aquilo que achamos que um dia nos pode ser útil e até está na moda e afinal, acabamos por nem usar e com isto lembro-me logo da Bimby). 
Tornamos o nosso lar ainda mais acolhedor, reduzindo-o ao essencial (uma tarefa ainda em curso). Passamos a coleccionar momentos em vez de coisas. 

Mudamos os hábitos alimentares (não, não deixei de comer chocolate negro), plantamos, há 22 dias a nossa horta, 100% biológica e já colhemos vegetais e aromáticas. 

Viajamos com data de ida e de regresso mas sem grandes planos e deixamo-nos surpreender pelo que a viagem tem realmente para nos oferecer. Optamos por hotéis próximos do que nos interessa e ganhamos tempo com qualidade. Demoramo-nos à mesa e degustamos melhor as culinárias locais, apreendemos as gentes, aprendemos palavras noutros idiomas (às vezes bem estranhos). Perdemo-nos em vilas e cidades para não seguirmos o curso dos turistas e é fantástico!

Ordenamos prioridades, compromissos, simplificamos!
Passamos a viver mais devagar e assim, a desfrutar do que é realmente importante, com a intensidade que merece.
Já não sabemos viver longe da natureza, precisamos de sentir o mar e a terra, no corpo e na alma. 


Hoje, somos uma família a viver com qualidade de vida (apesar do pai trabalhar fora, numa cidade caótica mas rodeada de montanhas e verde, onde os papagaios voam livremente), somos, também nós mais livres, vivemos com bom senso e equilíbrio, graças a termos colocado de parte o acessório (cada vez mais) e aprofundado o essencial. 


As fotos que se seguem são disso exemplo. As manas dispensam brinquedos caros para se divertirem e serem super felizes. Precisam apenas de estar juntas, envoltas em amor, em harmonia com a natureza. 

E esta forma de estar na vida levou-nos a programar umas férias de fim de verão tão diferentes das habituais... mas esse, será tema para um próximo post. 












Como diz Mario Rigoni Stern: "seria suficiente um passeio na natureza, parando por um momento para ouvir, despir-se do supérfluo, para entender que não se necessita de muito para viver bem".

Na rota de Colombo

25.5.15
Dizem que as história começam pelo principio, convém para que façam sentido mas esta poderia ter tantos princípios que se torna difícil eleger um. Podia começar a falar-vos de uma ilha paradisíaca no Atlântico...


Ou começar por partilhar os poderes curativos da água do mar, com a sua aplicação terapêutica através da Talassoterapia... 


Mas opto começar por um mapa que não sendo nosso também já faz parte das nossas vidas. O mapa de Colombo, Cristóvão Colombo, o navegador que descobriu e apresentou a América ao mundo.


Não é certa a naturalidade do navegador e explorador, poderá ser genovês, espanhol ou português... Aqui em casa, há dias em que também "trocamos" as nacionalidades. Só eu, a mãe é que tenho (por opção) uma única nacionalidade - portuguesa (apesar da ascendência espanhola por parte de bisavós). O pai e as filhas têm dupla nacionalidade. Quis o "acaso" (sempre por motivos profissionais) que o pai e a filha mais nova nascessem pelas Caraíbas, na Venezuela e a filha mais velha, na Pérola do Atlântico - Madeira (que, acreditem "não é" Portugal - pelos melhores motivos). Já eu, nasci em Cascais e no meio de tudo isto já vivemos em todos estes lugares, com realidades tão dispares, culturas tão distintas, experiências tão ricas. O nosso espírito inquieto virá certamente de todas estas saudáveis misturas.

A primeira viagem da Madalena, com seis semanas de gestação foi a Porto Rico e com cerca de três anos, a Constança já tinha viajado, via marítima, até ao Haiti. Entretanto, em Agosto passado estivemos todos em Santo Domingo (República Dominicana), a seguir os últimos passos de Colombo.


Também o navegador rumou pensando que ia encontrar a Índia e descobriu, primeiro, as Caraíbas depois, parte da restante América. Nós, partimos tantas vezes a acreditar que vamos encontrar uma coisa e, quando chegamos é tantas vezes uma surpresa. No fundo, "não importa onde te leva a viagem mas sim o que ela faz de ti". E assim, fomos passar uns dias, em família, ao Porto Santo.


Confesso que a maior parte das vezes que visitei esta ilha fi-lo em trabalho. Sempre que fui em lazer aborreci-me por ser um destino sobretudo de praia, praia, praia (apesar de não ficar, em nada, atrás dos destinos das Caraíbas). Mas, desta vez foi diferente... A Madalena conheceu este paraíso e a Constança relembrou, já que não o visitava há cinco anos, altura em que deixámos de viver na Pérola do Atlântico. 

Fomos (nós e o carro) no ferry (http://www.portosantoline.pt/) que liga a Madeira ao Porto Santo e as manas, que adoram navegar querem repetir a experiência! 

A viagem dura 2h30 e é possível avistar parte da costa madeirense, as ilhas Desertas e alguns ilhéus até chegarmos à ilha do Porto Santo. É uma viagem muito agradável, mesmo com ondulação superior a três metros, como apanhamos. Por acaso, nenhum de nós enjoou mas é um risco que se corre quando se navega e ao qual ninguém está imune. Nós sabíamos, mas arriscamos porque preferimos ser quatro "mareados" a nunca partir. O conselho é irem sentados, no barco, o mais atrás possível e não fixarem pontos. 








Optámos por ficar hospedados no Vila Baleira Hotel Resort (http://www.vilabaleira.com/pt), em regime de tudo incluído. Em cima da praia, rodeado de flores, com quartos amplos, serviço muito qualificado, direccionado para as famílias, com piscinas de água do mar, uma aquecida a 30 graus e com uma condição essencial para esta fase da minha vida (em que as minha coluna está a ser alvo de manipulação osteopática), um Thalasso Spa (aproveitei para fazer os tratamentos com as lamas).   







O Porto Santo brindou-nos com magia, cumplicidade, dias nublados, uma aragem fresca, ventosa e muito divertimento!






E claro, houve tempo para visitar o centro da ilha e a casa onde terá vivido Cristóvão Colombo.













Sabemos que navegar é essencial, que é um regresso à essência, que regenera e vamos prosseguir a nossa viagem, por rotas desconhecidas, outras revisitadas e assim, traçando a nossa... 


Quanto ao Porto Santo, merece e aguarda uma próxima visita. Como dizia John Steinbeck: "não são as pessoas que fazem as viagens mas sim as viagens que fazem as pessoas".



Curiosidades

Areia do Porto Santo
É muito fina e calibrada, com partículas tubulares que permitem uma fantástica aderência à pele. Quimicamente, possuem quantidades de óxido de cálcio e óxido de magnésio e estrôncio acima do normal, quando comparadas com outras areias, elementos extremamente benéficos para a saúde e as propriedades térmicas também são únicas, já que a difusão do calor é alta e a taxa de arrefecimento baixa.

P.S. - As menções tanto ao hotel quanto ao ferry são da nossa autoria, não somos patrocinados.