Oh Sidney

18.3.15

A Austrália sempre nos fascinou. E face à crise que o nosso país tem passado nos últimos anos, decidimos arriscar e rumar os três ao hemisfério sul. Eu iria a uma entrevista de trabalho e quem sabe em poucos meses seríamos "aussies".

Partimos na nossa Primavera e chegámos a Sidney no Outono. Fizemos escala em Genebra e em Abu Dhabi. O Vasco, na altura tinha 15 meses portou-se lindamente, dormiu quando era de noite, fosse qual fosse o fuso horário em que estivéssemos. Fomos muito bem tratados por todas as tripulações, três no total. Na viagem de Genebra para Abu Dhabi tínhamos uma hospedeira portuguesa que mimou o nosso menino toda a viagem.



No total é uma viagem dura. Duas horas e pouco Lisboa-Genebra; sete horas Genebra-Abu Dhabi e 14 horas Abu Dhabi-Sidney. Ficámos sem posição para estarmos sentados. Eu tive bastantes dores nas pernas no voo maior. E tudo isto com um bebé ao colo. Mas parecíamos crianças a contar os minutos para aterrar.



Quando finalmente chegámos ao nosso destino já era noite. No outono escurece por volta das 17 horas e faz frio, comparado com a temperatura durante o dia.

Fomos buscar as malas, só queríamos ir para a estalagem onde iríamos ficar. Mas, nunca mais apareciam, esperámos, esperámos e nada da nossa bagagem. Dirigimo-nos a um balcão de informação e deram-nos a pior notícia que se quer ouvir após mais 24 horas a viajar. "A vossa bagagem ficou em Genebra". Uma das funcionárias deu-nos uns kits de higiene, e disse-nos que já lhe tinha acontecido o mesmo, com um olhar de quem compreendia perfeitamente como nos sentíamos.

Duas malas e um carinho de bebé tinham ficado para trás. Connosco só tínhamos uma mala de mão com fraldas, alguma comida de bebé e uma muda de roupa para o Vasco. O aeroporto emprestou-nos um carrinho de bebé até a nossa bagagem chegar, o que foi muito útil, pois só estava prevista chegar daí a dois dias.

No entanto, tínhamos um anjo da guarda à nossa espera. Uma amiga, de uma amiga minha, que também tinha decidido viver a aventura Australiana, acompanhou-nos até à estalagem para fazermos o check-in, e depois levou-nos a um supermercado, ali perto, onde pudemos comprar roupa interior e alguma comida.

Estávamos exaustos, só queríamos tomar banho e dormir. E foi o que fizemos. Por volta das três da manhã acordámos cheios de fome, e começava uma semana de jetlag. O Vasco nunca demonstrou grandes manifestações de jetlag, apenas tinha mais sede.

O nosso principal meio de transporte eram as nossas pernas. Andávamos km por dia. Mas Sidney foi construída de forma a que caminhar com um carrinho de bebé seja fácil. Passeios largos e alcatroados. Bastava aproximarmos-nos ligeiramente da passadeira e os carros paravam imediatamente. Algo que nunca esquecerei.

Todos os dias passeávamos. O Botanic Garden era o nosso destino preferido. Um parque enorme com uma vegetação variadíssima, com vista para a Opera House.

Ficámos em Potts Point, uma zona calma com prédios com fachada em tijolo. Com um pequeno parque para as crianças brincarem. Com lojas de rua e um mercado de rua onde vendem bolos, legumes, frutas, etc.

É difícil saber quem é australiano em Sidney. É uma cidade de emigrantes, sendo a grande maioria de origem oriental.

Fomos a Bondi Beach duas vezes. Apanhámos o metro e depois um autocarro que parava em frente à praia. Conseguia imaginar-me a viver ali. Prédios baixos com lojas por baixo. Uma praia imensa e um relvado antes de chegar à areia. E duas horas grátis de internet!

O primeiro banho de mar do Vasco foi nesta praia, já que em Portugal tinha corrido mal (pela temperatura da água). Agora, no Pacífico sim! A água estava maravilhosa(não esquecer que era Outono). E ele radiante.





Fomos ao Wild Life ver os coalas, cangurus e outros amigos australianos. Conhecemos um crocodilo que vivia num rio junto a uma pequena vila em que os cães desapareciam misteriosamente. Finalmente descobriram que era este gigante o culpado, e trouxeram-no para ali.





Também visitámos o Chinese Gardens, que foi construído pela comunidade chinesa. Parecia que estávamos na terra do sol nascente. E a verdade, é que em Sidney o sol nasce no mar e põe-se em terra, nunca assistimos a este fenómeno, mas vimos fotografias lindíssimas numa galeria em Bondi Beach.




Fomos ao Museu de arte contemporânea onde vimos diversas coleções. Frequentávamos a biblioteca quase diariamente pois ali a internet era grátis.

Também passeávamos no Rushcutters Bay Park onde tinha uma pequena marina e um grande parque para as crianças brincarem. Encontrávamos muitas mães com os seus filhos neste parque.



Alguns factos que consideramos importantes:

- as gaivotas em Sidney são loucas, não podem ver ninguém a comer atacam literalmente as pessoas para lhes tirarem a comida;
- a aranha mais venenosa da Austrália é a Sydney funnel-web, é uma aranha pequena, que se esconde facilmente num sapato (eu julgava que era do tamanho de uma tarântula, imaginem o pânico quando a vi no Wild Life daquele tamanhinho);
- o melhor supermercado é o Woolworths, mas a comida australiana é muito diferente da nossa. Têm muito mais tipos de chocolates e refrigerantes que nós. Já os legumes e a fruta são uma pequena fortuna;
- a comida de bebé não tem nada a ver com a nossa, foi uma dificuldade encontrar comida que o Vasco gostasse;
- nunca conseguimos usar o cartão telefónico, muito complicado, muitos números para inserir.

A minha entrevista correu bem, mas não fiquei com o lugar. O candidato que foi entrevistado antes de mim foi o escolhido.
As nossas malas quando chegaram estavam todas partidas, mas deram-nos umas novas.
O regresso a Portugal custou mais do que a viagem para Sidney. O voo de Genebra para Lisboa atrasou-se e já estávamos completamente exaustos dos dois voos anteriores.

Voltávamos a fazer tudo de novo? Claro que sim, mas desta vez ficávamos em Bondi Beach para ver o Sol nascer no mar :)

P.S. - Agradecemos à família Pereira o carinho e a partilha desta viagem tão especial e desejamos a continuação de muitas e maravilhosas descobertas! Bem-hajam!

De Tuk Tuk pelo Funchal

16.3.15
Tarde soalheira, pai em viagem, mãe e duas filhas à solta… Resultado? Um passeio de Tuk Tuk pelo Funchal, pois claro!

E lá fomos nós, à redescoberta desta cidade mágica! A prespetiva é totalmente nova e mais do que aprazível. Por entre gargalhadas da mais velha e o espanto da mais nova com o suave toque do vento, nos seus cabelos, o passeio faz-se super animado.

O guia, um jovem simpático revela-nos as ruelas do Funchal e ainda pergunta à Constança quais as zonas que mais gosta (para a surpreender). E assim, fomos parar ao roteiro das portas, na zona velha da cidade (tema para outro post).

Meia hora animada que termina junto à nossa viatura.
No Funchal, esta empresa disponibiliza dois tipos de Tuk Tuk. Os encarnados, de dois lugares e os azuis para três passageiros. Se a família for composta por mais de três elementos podem aproveitar e fazer uma corrida de Tuk Tuk’s... é o que vamos fazer assim que o pai regressar! Até lá shiuuuu....



P-S – Garatimos que a próxima festa que organizarmos no Funchal terá direito a Tuk Tuk!

Mercado flutuante de Willemstad

13.3.15



Os mercados são paragem obrigatória em todas as nossas viagens! Desde os mais simples aos mais sofisticados, é neles que a alma de um povo se revela e isso, não dispensamos!



Desta vez visitamos o Mercado Flutuante de Willemstad, na capital de Curaçao, nas Antilhas Holandesas. A cidade, além de charmosa é colorida e transpira história. É uma espécie de Amsterdão, nas Caraíbas e a mais rica (culturalmente) das três ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curaçao). Um sonho!



É nas margens desta acolhedora cidade que surge um mercado diferente. Dezenas de embarcações chegam da Venezuela e vendem aqui os seus productos, desde hortícolas, a frutas, peixe, farináceos…



As transções são pagas em Florins das Antilhas Holandesas e estes são negócios familiares que passam de pais para filhos.





É comum ver os carros pararem e os seus ocupantes saírem rapidamente para adquirem os produtos frescos.



Para encontrarem o mercado flutuante basta seguirem a Handelskade - em Punda - até o final, depois viram à direita e continuam a caminhar à beira do canal.



Uma oportunidade para conviver de perto com um povo hospitaleiro, conversador e descobrir mais acerca dos seus costumes e tradições gastronómicas.

Cruzeiros em família

11.3.15

Querem viver uma viagem memorável, sem stress, com tudo incluído, num resort flutuante? Façam um cruzeiro! Se correm riscos? Vários! Muita diversão, dificuldade de escolha perante tanta oferta, poucas horas para usufruir de tudo o que gostariam… O mais certo é gostarem com tamanha intensidade que podem querer repetir, vezes sem conta. Foi assim connosco!

Crianças a bordo



Consoante as companhias de cruzeiro, a idade de admissão das crianças pode variar. Algumas permitem a entrada a partir dos quatro meses, outras dos seis meses e há as que só permitem com idade igual ou superior a um ano. Uma informação disponível nos sites das várias empresas de cruzeiros.

Cabines



Quando são bebés qualquer cabine ou camarote é uma boa escolha, uma vez que as varandas não oferecerão perigos. Já quando gatinham e andam é preferível viajarem em cabines com janela, sem varanda. Só por uma questão de segurança. Afinal, o seguro morreu de velho e a curiosidade tão característica das crianças pode levá-las a escalar.

As cabines mais estáveis situam-se a meio do navio e em decks mais baixos. As cabines da Proa (frente) são as que mais sofrem em dias de mar agitado e vento.

Berços

Combinem (se necessário) uma hora com o vosso camareiro para que o berço esteja montado e disponível e não vos atrapalhe a circulação na cabine ao longo do dia.

Entretenimento a bordo



Os navios dispõe de clubes para crianças. Na maior parte dos navios, as idades que permitem frequentar estes espaços (gratuitos) variam entre os três e os seis anos (Mini Club) e os sete e os onze anos (Junior Club). Mas há outros clubes, para outras idades. Lá está, variam consoante as companhias de cruzeiro.
Alguns navios oferecem (pago à parte) serviço de baby-sitter e club berçário (nunca usamos). Desta forma, os pais poderão disfrutar tranquilamente de um espectáculo mais tardio ou um jantar a dois.



A bordo existem um sem número de actividades direccionadas para as crianças e famílias. Desde pinturas faciais, escalada, carrosséis, espectáculos... Deixem os brinquedos em casa!











Piscinas e jacuzzis

Existem regras internacionais de segurança que são cumpridas à risca. Se o bebé ainda usa fralda não pode entrar nas piscinas, mesmo que use fralda apropriada. Mas pode brincar, devidamente acompanhado, na berma das piscinas para crianças.



Segurança



Os navios estão ladeados por parapeitos e protecções, algumas delas em vidro e com altura suficiente para evitar algum acidente grave, em mar. Ainda assim, todo o cuidado é pouco quando viajamos com crianças que são hábeis na arte de iludir um adulto em menos de nada!

Todas as crianças usam uma pulseira desde que iniciam até que terminam a viagem. Além do nome, na pulseira consta também o número da cabine e o barco salva-vidas que lhes corresponde.

Enjoo

Em principio não deverão enjoar a bordo. Os actuais navios são muito estáveis e só se o mar estiver realmente muito agitado sentirão algum balanço, mas nada que deva conduzir ao enjoo. Ainda assim, se o seu filho tem tendência para enjoar em terra, aconselhe-se com o pediatra sobre qual o tratamento adequado durante a viagem. A nossa filha mais nova enjoa em terra e no mar está lindamente. Qualquer situação anomala que surja, os navios têm clínicas que funcionam 24 horas por dia.



Medicamentos

Levem o vosso kit habitual, é suficiente. A bordo, como referimos em cima, existem médicos e enfermeiros. Se surgir uma situação realmente urgente os navios estão preparados para a aterragem de helicópteros. Aconselhamos a que contratem sempre um seguro de viagem.

Bagagem

Levem apenas o essencial e evitem ocupar a cabine com malas, até porque o espaço é limitado! Nós levamos uma mala para nós e outra para as miúdas. A bordo existe sempre lavandaria.

Casaco, calças – Indispensáveis! Há zonas dos navios onde o ar condicionado é mais fresco e um passeio ao ar livre, com o navio em navegação, pede muitas vezes o conforto de um casaco. E, só para o caso da meteorologia pregar alguma partida, umas calças são sempre bem-vindas.
Se o destino é praia levem já tudo o que precisam (protectores solares, chapéus, óculos de sol). As toalhas podem usar as que o navio disponibiliza (gratuitamente). Só têm que as devolver no final do dia para que não vos sejam cobradas no final da viagem.

Noite de gala



Uma noite especial que “exige” um traje a rigor. Não tem que ser complicado! Um simples vestido com os acessórios certos faz a diferença e porque é de noite podem usar e abusar dos brilhantes!

Jantares temáticos

A criançada não dispensa! Informem-se antes e trajem a rigor.
Caso esqueçam algo em terra, a bordo existem sempre inúmeras lojas e nos portos também.



Alimentação diária



Podem solicitar menu especial para as vossas crianças ou escolher nos buffets self-service (com comida muito variada). O cardápio dos restaurantes também está elaborado a pensar nos mais pequenos. Opções não faltam.

Fraldas e comida de bebé

É preferível levarem convosco já que a bordo os preços são bastante especulativos! Se terminarem comprem nalgum supermercado num dos portos onde atracarem.

Carro de bebé e sling



Mais do que recomendados! Os navios são longos e com vários decks e é mais confortável para toda a família.

Fotografias

Fazer uma sessão fotográfica, no navio é sempre muitíssimo divertido e uma recordação para a vida! No nosso caso, que sou eu, a mãe quem fotografa (quase tudo) é também uma oportunidade para estar do outro lado da câmara.

Circulação



Acreditem que mesmo que o navio tenha capacidade para transportar mais de três mil passageiros não se cruzarão com todos. De qualquer forma, é sempre importante manter as crianças debaixo de olho. A sensação de liberdade a bordo pode levar-nos a algum descuido e há sempre perigos à espreita. Tenham em consideração que a bordo vão encontrar todo o tipo de pessoas, desde as mais educadas e simpáticas até às mais problemáticas.



Excursões

Podem escolher, com tranquilidade e comprar na véspera ou mesmo no dia. Nós optamos por contratar localmente, a menos que seja um país pouco seguro.

Check-in no navio



Regra geral, o embarque tem inicio três horas antes da partida e o check-in encerra uma hora antes da mesma.

Comunicação

A bordo há sempre tripulação habilitada para falar o vosso idioma. Todos os tripulantes (que operam directamente com os passageiros) usam um crachat que os identifica e bandeiras dos países cujos idiomas dominam.

Cofres

Presentes em todas as cabines são ideais para guardar jóias, dinheiro (já que a bordo não vos é útil) e documentos importantes.

Passaporte



O passaporte terá que estar válido seis meses após a data de regresso.

Autorizações

Se a criança (menor) não viaja com os pais, será exigido um documento com uma autorização dos mesmos. Informem-se antes com a vossa agência de viagens.

Atenção



Eleger a rota certa, na altura do ano adequada é meio caminho andado para o sucesso da viagem. Naturalmente que as épocas das férias escolares são as mais procuradas o que pode levar a que as filas a bordo, para os buffets, piscinas, jacuzzis… sejam maiores.



Aproveitem o facto de, na maior parte das companhias as crianças até aos 12 anos não pagarem o cruzeiro (só as taxas portuárias), quando viajam no mesmo camarote que os pais e embarquem nesta aventura!.

A bordo, a oferta é infindável e com tanta qualidade que fazer um cruzeiro é semelhante a desfrutar das férias num resort só que acrescenta a possibilidade de acordar, todos os dias (ou quase) num destino novo! Sim, somos fãs e recomendamos!



P.S - Depois de seis cruzeiros, arriscamos afirmar que as rotas pelas Caraíbas são as que permitem às famílias (com bebés e crianças pequenas) relaxar mais, uma vez que são destinos de praia. Já na Europa, e para apreciar a cultura (sempre tão rica) de cada paragem, a logística tem, necessariamente que ser mais organizada e os horários mais rígidos… Qualquer opção é fantástica!