Grande Mesquita Sheikh Zayed, no feminino

13.4.15
Lá fora o termómetro marca 40 graus, as crianças estão protegidas e hidratadas mas o ar começa a tornar-se hostil. À nossa espera um colossal edifício, construído em mármore branco, talhado a ouro abre-nos os braços e o fresco dos lagos que o rodeiam dão-nos as boas vindas.



Estou trajada a rigor (saia longa, camisa branca, com manga comprida, sem decote e um lenço a cobrir-me a cabeça) ainda assim, sou chamada a vestir o traje tradicional feminino de Abu Dhabi.



Aguardo a minha vez e a espera proporciona-me uma visão que é como que uma espécie de esgrima de olhares femininos, uns de admiração outros de desdém e recriminação. Nós, mulheres, somos peritas em falar com olhares. Tantos espelhos de tantas almas...

Visto a Abaya (uma versão moderna da burca que cobre igualmente todo o corpo da mulher, excepto o rosto) e o mundo muda, dirijo-me para o interior da Grande Mesquita Sheikh Zayed.


A ostentação de toneladas de mármore da Macedónia, ouro de 24 quilates e cristais Murano tornam-se migalhas num oceano, cada vez maior de certezas enquanto os pés deslizam no tapete persa mais macio até então por mim pisado. É o maior do mundo e saiu das mãos de 1.200 mulheres iranianas que ao longo de um ano o confeccionaram com a entrega delicada que só as mãos de uma mulher podem dispor.







Ao colo, a Madalena pede chão, quer que me sente. Instintivamente ajoelho-me, ela assalta-me os braços, a Constança senta-se, dá-nos a mão e olha para o Alto. Ficamos, inexplicavelmente as três em silêncio, unidas, numa espécie de oração comum... Vejo, em frente dois guardas da mesquita. O primeiro impede o segundo de nos obrigar a levantar. Falam em árabe mas percebe-se o descontentamento de um (que vê a situação como herege) e a aprovação de outro (que nos olha com ternura e compreensão).



Levantamo-nos e prosseguimos a visita. Tudo à volta é luz, delicadeza, é energia, pormenores, perfeição...






No tecto e nas paredes, versos do Alcorão, escritos em três tipos diferentes de caligrafia arábica.


A Madalena volta a parar e diz: “menino”. Olhamos, ao nosso lado um pai muçulmano com os seus filhos visitam o mesmo espaço. Não vejo a mãe mas imagino que seja uma mulher bonita, a avaliar pelas crianças. O pai explica-lhes detalhes mas a tenra idade não os deixa focar a não ser no que realmente interessa: brincar. E Deus/ Alá não se zanga, pelo contrário, o pai sabe e consente.


Cruzamo-nos com várias famílias muçulmanas. As mulheres caminham ao lado dos maridos e dos filhos, felizes e serenas. Estamos lado a lado com um jovem casal do Bahrain, em visita a Abu Dhabi. Ela mete conversa, não muita que o local não se presta a isso, mas a suficiente para perceber que pensamos tal e qual: a mesquita foi esculpida e desenhada à imagem e semelhança de uma mulher. Pelo seu doce encanto, por ser “discreta” por fora mas impressionante por dentro, “pobre” no exterior e tão rica no interior, por não descurar nenhum pormenor, pelos seus contornos... A essência feminina parece estar aqui sacralizada. Um autêntico oásis para a alma e para os sentidos.






Ao contrário do que imaginava a Abaya não me deixa sem fôlego, remete-me sim para o essencial. Não tenho que me preocupar em ajustar a camisa, em cintar a saia, em ajustar o relógio ao pulso, nem as pulseiras, o fio ao pescoço... Somos todas iguais. Será que no Ocidente andamos afinal, mais desfocadas? Depois deste dia acredito que sim.


No fim da visita, a confirmação de uma convicção: quero que as minhas filhas sejam mulheres à semelhança daquela mesquita - singelas (ainda que bonitas) por fora e grandiosas por dentro.. Afinal, "o essencial é invisível aos olhos".



Dica
A Grande Mesquita Sheikh Zayed abre diariamente para visitas, das 9h às 22h (a última entrada é às 21h30). À sexta-feira, de manhã abre as portas apenas aos fiéis e às 16h30 ao público. Existem vistas gratuitas, com guia que duram uma hora. De domingo a quinta realizam-se às 10h, 11h e 17h, à sexta-feira às 17h e 19h e ao sábado às 10h, 11h, 14h 17h e 19h.
Os homens devem usar calças e as mulheres podem levantar (gratuitamente) a Abaya, no piso inferior da mesquita.

Presente valioso

9.4.15
Há desejos (aparentemente inexplicáveis) que se cumprem! No dia em que completei 39 anos estive onde queria estar: na Grande Mesquita do Sultão Qaboos, em Muscat, Omã.


Sou apaixonada pelo mundo religioso e pelo poder milagroso da FÉ. Apesar de Católica Apostólica Romana, sobretudo o Islão, o Judaísmo e o Budismo sempre me fascinaram. Desde miúda que sinto uma terna fraternidade pelos mesmos. Mas hoje, o mundo está diferente (parece que os valores estão invertidos, depravados) e não são poucas as vezes que se ouve atribuir esta transformação aos árabes e ao Islão... Confesso que, desde há um tempo, cada vez que avistava uma mulher com vestes tradicionais árabes sentia um desagradável aperto no coração. Pela cabeça passavam-me mil e uma questões mas uma estava a tornar-se irritantemente permanente: “Será que é fundamentalista?”... Eu tinha que agir e mudar este pensamento e consequentemente este sentimento e estado! Foi por isso que fomos conhecer parte da Península Arábica. 
Por isso, e porque queríamos que as nossas filhas experimentassem uma forma diferente de estar na vida, que afinal, nem é assim tão desigual! E, precisamente no dia 30 de Março de 2015, Deus/ Alá enviou-me a um lugar sagrado para me apresentar uma amiga que ficará para a vida... (já lá volto)


A Grande Mesquita do Sultão Qaboos


Garantem ser a terceira maior mesquita do mundo. Imponente, ela é o grande exemplo de arquitectura islâmica moderna. A sua cúpula dourada, minuciosamente trabalhada e decorada está ladeada de refrescantes jardins com piso em mármore em diversos tons de branco imaculado a luzir. Os cinco minaretes que a rodeiam representam os cinco momentos diários de oração.






No recinto trabalham dezenas de homens que garantem a sua limpeza e preservação.


O Islão e a sua vivência são fáceis de explicar e exemplificar às crianças, elas entendem, aceitam e querem experimentar algumas práticas. Nesta mesquita existem muçulmanos preparados para nos auxiliarem nessa tarefa. 


Tudo aqui tem cor, é simétrico, desenhado, construído e esculpido à esquadria, é perfeito! 
Um verdadeiro fascino para todos os que a visitam e contemplam.







Dentro da mesquita, sucedem-se pormenores e pormenores de requinte, o tapete persa da oração (o segundo maior do mundo feito à mão) e o lustre (de cristais Swarovski milimetricamente centrado) tornam-na ainda mais mágica. Ainda que, a maior magia venha do alto... envolve-nos uma energia inigualável, sentimos que Ele está (também) ali…



Dica
A entrada na mesquita é gratuita contudo, exige traje adequado - mulheres com cabeça, braços, pernas e colo cobertos e as calças são obrigatórias para os homens, já as crianças podem vestir o que bem entenderem. Se não estiverem preparados podem alugar no Centro Cultural Islâmico, situado no mesmo recinto. Aqui servos-ás ainda oferecida água, chás, café, tâmaras e a possibilidade de conhecerem a fundo os principais fundamentos desta religião. A mesquita está aberta, para visitas de sábado a quarta-feira, entre as 08h e as 11h. 


Saímos do interior da mesquita, estavam 40 graus (apesar de ainda ser o final da manhã), aproveitámos para descansar sob o fresco da sombra das árvores, em flor... Sem termos notado estávamos às portas do Centro Cultural Islâmico.


Uma mulher aproxima-se da Madalena, que lhe estende uma flor. Os olhos da senhora, vestida de negro revelam um amor maior e uma comoção genuína que combina com gestos dóceis e educação eximia. Na minha memória e no meu coração este é um momento cristalizado, “ad aeternum”. Nem desconfiava que era afinal, o meu maior presente de aniversário... Acerco-me das minhas crias e da mulher. Ela pede-me para as fotografar. Pergunto com que finalidade, responde-me que as considera lindas e a bebé por ser tão branquinha, de olho cinza e loirita, ainda a fascina mais. Aceito, não há maldade naquela criatura. Serve-nos água, tâmaras e convida-nos para um chá e sentamo-nos a conversar, como fazem as amigas de longa data.


Atiya, assim se chama a nossa mais recente amiga, tem 50 anos, um casamento feliz e cinco filhos. É a única esposa do seu marido. Falamos sobre costumes e tradições de ambos os países e continentes. O que para nós pode parecer uma violência à liberdade da mulher (como o uso da hijab) é para elas motivo de orgulho. São tradições e devem ser respeitadas (todavia, nos dias que correm estão receptivas a mudanças e já não é tão comum ver as mãos tapadas com as luvas, por exemplo), até os casamentos, nas gerações mais jovens já se realizam apenas entre uma mulher e um homem, a bigamia (lentamente) tem vindo a ser abandonada... Falamos ainda sobre maternidade, a importância da mulher no seio da família e na sociedade, de gastronomia, moda e encontramos (facilmente) os pontos e apreensões comuns na religião. A família de Atiya segue o Alcorão e nós a Bíblia (os fundamentos são tão semelhantes). Maria, Jesus e os apóstolos são comuns a ambas as religiões. Quando, um dia regressarmos a Omã, ela e a família estarão à nossa espera.


As diferenças que podiam separar-nos são, afinal, semelhanças que nos unem. Tal como eu, Atiya teme pelo fundamentalismo no qual o mundo parece estar, cada vez mais mergulhado. Lamenta que se use a religião e a pretensa fé como armas de arremesso contra inocentes e indefesos, que a violência se sobreponha ao diálogo e ao entendimento, que os valores estejam tão subvertidos que dói... Tal como eu, Atiya é filha de pais honrados e incríveis, esposa de um homem íntegro, de bons costumes, mãe de filhos perfeitos (dentro das suas limitações e imperfeições), mulher de fé e de vontades maiores. Tal como eu, rege-se pela máxima de que tem que ser a diferença que quer ver no mundo!
Oh Atiya gosto tanto de si! Obrigada, meu Pai!

P.S – Omã é, nesta altura, uma bomba-relógio à semelhança de outros países do Médio Oriente e do Golfo. A Arábia Saudita e o Irão têm, aos poucos estreitado relações com Omã numa tentativa de imporem e exercerem um islão extremista. A situação no Iémen, outro país fronteiriço com Omã está também a começar a ter reflexos causando já desconforto social e há cristãos a abandonarem este país. Ainda assim, o Sultão continua a defender a harmonia religiosa e trabalha no sentido de promover o diálogo entre muçulmanos e cristãos: “Não há paz entre as nações sem paz entre as religiões, e não há paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões” – Sultão Qaboos bin Al Said

Dar asas ao sonho

24.3.15

Escolha do destino

A felicidades só é real quando é compartilhada por isso, a escolha do destino em família é o primeiro passo para o sucesso! Nós temos uma lista de destinos de sonho individuais e comuns e vamos intercalando.
É nos momentos de decisão que o destino é traçado!


Orçamento

Com o sonho no papel é hora de fazer o levantamento exaustivo das despesas associadas. Viagens, estadias, preço médio das refeições, museus, atrações, passeios, passaportes e vistos (se necessários)...

Poupar

Com o valor total (aproximado) da viagem em questão, é possível calendarizar mensalmente uma verba a poupar. Quanto maior a antecedência da escolha mais pouparão. Além disso, conseguirão voos e estadias francamente mais económicos. E se a falta de recursos financeiros vos conduzir a adiarem o sonho, há uma máxima infalível: são sempre as nossas decisões, e não as condições, que determinam o destino!


Manter o foco

Temos um quadro dos desejos, sempre com espaço para uma foto do próximo destino. Assim, sentimo-nos como se já estivéssemos no local, conseguimos sentir aromas, ouvir os sons, ver as magníficas cores... Todos os dias viajamos um pouco até chegar finalmente o grande dia!
Amanhã voltamos a dar asas a um sonho comum!
Até breve, queridos viajantes!

Where focus goes, energy flows!”, Anthony Robbins

A maior e mais maravilhosa das viagens

19.3.15

A maior de todas as viagens é, sem dúvida, aquela que nos conduz ao amor incondicional, a maternidade/paternidade. Precisamente hoje, celebramos o dia do pai. E o pai desta casa é meigo, bondoso, dedicado, paciente, terno, disponível, solidário, ouvinte, justo, que sabe perdoar… seríam poucos os adjectivos extraordinários para qualificar este pai, tão querido!



Porque o trabalho dignifica o homem, porque é condição essencial, não só pela questão financeira, mas pela dignificação da vida, pelo exemplo que passa aos descendentes, e porque é revelador da nossa humanidade, o nosso mais que tudo está muito tempo (fisicamente) ausente, mas sempre presente e empenhado em construir e acompanhar o crescimento das filhas, da esposa - da família. Acabamos por fazer muitas refeições e reuniões via Skype… mas concordamos, rimos, discutimos e chegamos a consenso. Caminhamos todos, sempre juntos a olhar na mesma direcção!



Hoje prestamos-lhe homenagem e partilhamos convosco as regras da nossa caminhada em familia, nesta longa jornada, a maior viagem de todas, a do matrimónio e da paternidade e cujo Comandante se chama Ernesto (carinhosamente tratado por Pi):

Amor – ele é sempre superior a qualquer discórdia;
Respeito – a minha liberdade termina onde começa a do outro;
Esperança e partilha – são cultivadas em casa e levadas ao resto da sociedade;
Harmonia – experimentamos nos nossos corações, entre todos e aumenta a beleza de estarmos juntos;
Vínculo – o nosso grande e verdadeiro vínculo é com o Senhor…



E é o nosso sábio Comandante quem nos guia através das palavras do Papa Francisco: “os pais devem ser pacientes… tantas vezes não há nada a fazer que não seja esperar, rezar e esperar”.

Amamos-te tanto, pai Ernesto!

Oh Sidney

18.3.15

A Austrália sempre nos fascinou. E face à crise que o nosso país tem passado nos últimos anos, decidimos arriscar e rumar os três ao hemisfério sul. Eu iria a uma entrevista de trabalho e quem sabe em poucos meses seríamos "aussies".

Partimos na nossa Primavera e chegámos a Sidney no Outono. Fizemos escala em Genebra e em Abu Dhabi. O Vasco, na altura tinha 15 meses portou-se lindamente, dormiu quando era de noite, fosse qual fosse o fuso horário em que estivéssemos. Fomos muito bem tratados por todas as tripulações, três no total. Na viagem de Genebra para Abu Dhabi tínhamos uma hospedeira portuguesa que mimou o nosso menino toda a viagem.



No total é uma viagem dura. Duas horas e pouco Lisboa-Genebra; sete horas Genebra-Abu Dhabi e 14 horas Abu Dhabi-Sidney. Ficámos sem posição para estarmos sentados. Eu tive bastantes dores nas pernas no voo maior. E tudo isto com um bebé ao colo. Mas parecíamos crianças a contar os minutos para aterrar.



Quando finalmente chegámos ao nosso destino já era noite. No outono escurece por volta das 17 horas e faz frio, comparado com a temperatura durante o dia.

Fomos buscar as malas, só queríamos ir para a estalagem onde iríamos ficar. Mas, nunca mais apareciam, esperámos, esperámos e nada da nossa bagagem. Dirigimo-nos a um balcão de informação e deram-nos a pior notícia que se quer ouvir após mais 24 horas a viajar. "A vossa bagagem ficou em Genebra". Uma das funcionárias deu-nos uns kits de higiene, e disse-nos que já lhe tinha acontecido o mesmo, com um olhar de quem compreendia perfeitamente como nos sentíamos.

Duas malas e um carinho de bebé tinham ficado para trás. Connosco só tínhamos uma mala de mão com fraldas, alguma comida de bebé e uma muda de roupa para o Vasco. O aeroporto emprestou-nos um carrinho de bebé até a nossa bagagem chegar, o que foi muito útil, pois só estava prevista chegar daí a dois dias.

No entanto, tínhamos um anjo da guarda à nossa espera. Uma amiga, de uma amiga minha, que também tinha decidido viver a aventura Australiana, acompanhou-nos até à estalagem para fazermos o check-in, e depois levou-nos a um supermercado, ali perto, onde pudemos comprar roupa interior e alguma comida.

Estávamos exaustos, só queríamos tomar banho e dormir. E foi o que fizemos. Por volta das três da manhã acordámos cheios de fome, e começava uma semana de jetlag. O Vasco nunca demonstrou grandes manifestações de jetlag, apenas tinha mais sede.

O nosso principal meio de transporte eram as nossas pernas. Andávamos km por dia. Mas Sidney foi construída de forma a que caminhar com um carrinho de bebé seja fácil. Passeios largos e alcatroados. Bastava aproximarmos-nos ligeiramente da passadeira e os carros paravam imediatamente. Algo que nunca esquecerei.

Todos os dias passeávamos. O Botanic Garden era o nosso destino preferido. Um parque enorme com uma vegetação variadíssima, com vista para a Opera House.

Ficámos em Potts Point, uma zona calma com prédios com fachada em tijolo. Com um pequeno parque para as crianças brincarem. Com lojas de rua e um mercado de rua onde vendem bolos, legumes, frutas, etc.

É difícil saber quem é australiano em Sidney. É uma cidade de emigrantes, sendo a grande maioria de origem oriental.

Fomos a Bondi Beach duas vezes. Apanhámos o metro e depois um autocarro que parava em frente à praia. Conseguia imaginar-me a viver ali. Prédios baixos com lojas por baixo. Uma praia imensa e um relvado antes de chegar à areia. E duas horas grátis de internet!

O primeiro banho de mar do Vasco foi nesta praia, já que em Portugal tinha corrido mal (pela temperatura da água). Agora, no Pacífico sim! A água estava maravilhosa(não esquecer que era Outono). E ele radiante.





Fomos ao Wild Life ver os coalas, cangurus e outros amigos australianos. Conhecemos um crocodilo que vivia num rio junto a uma pequena vila em que os cães desapareciam misteriosamente. Finalmente descobriram que era este gigante o culpado, e trouxeram-no para ali.





Também visitámos o Chinese Gardens, que foi construído pela comunidade chinesa. Parecia que estávamos na terra do sol nascente. E a verdade, é que em Sidney o sol nasce no mar e põe-se em terra, nunca assistimos a este fenómeno, mas vimos fotografias lindíssimas numa galeria em Bondi Beach.




Fomos ao Museu de arte contemporânea onde vimos diversas coleções. Frequentávamos a biblioteca quase diariamente pois ali a internet era grátis.

Também passeávamos no Rushcutters Bay Park onde tinha uma pequena marina e um grande parque para as crianças brincarem. Encontrávamos muitas mães com os seus filhos neste parque.



Alguns factos que consideramos importantes:

- as gaivotas em Sidney são loucas, não podem ver ninguém a comer atacam literalmente as pessoas para lhes tirarem a comida;
- a aranha mais venenosa da Austrália é a Sydney funnel-web, é uma aranha pequena, que se esconde facilmente num sapato (eu julgava que era do tamanho de uma tarântula, imaginem o pânico quando a vi no Wild Life daquele tamanhinho);
- o melhor supermercado é o Woolworths, mas a comida australiana é muito diferente da nossa. Têm muito mais tipos de chocolates e refrigerantes que nós. Já os legumes e a fruta são uma pequena fortuna;
- a comida de bebé não tem nada a ver com a nossa, foi uma dificuldade encontrar comida que o Vasco gostasse;
- nunca conseguimos usar o cartão telefónico, muito complicado, muitos números para inserir.

A minha entrevista correu bem, mas não fiquei com o lugar. O candidato que foi entrevistado antes de mim foi o escolhido.
As nossas malas quando chegaram estavam todas partidas, mas deram-nos umas novas.
O regresso a Portugal custou mais do que a viagem para Sidney. O voo de Genebra para Lisboa atrasou-se e já estávamos completamente exaustos dos dois voos anteriores.

Voltávamos a fazer tudo de novo? Claro que sim, mas desta vez ficávamos em Bondi Beach para ver o Sol nascer no mar :)

P.S. - Agradecemos à família Pereira o carinho e a partilha desta viagem tão especial e desejamos a continuação de muitas e maravilhosas descobertas! Bem-hajam!

De Tuk Tuk pelo Funchal

16.3.15
Tarde soalheira, pai em viagem, mãe e duas filhas à solta… Resultado? Um passeio de Tuk Tuk pelo Funchal, pois claro!

E lá fomos nós, à redescoberta desta cidade mágica! A prespetiva é totalmente nova e mais do que aprazível. Por entre gargalhadas da mais velha e o espanto da mais nova com o suave toque do vento, nos seus cabelos, o passeio faz-se super animado.

O guia, um jovem simpático revela-nos as ruelas do Funchal e ainda pergunta à Constança quais as zonas que mais gosta (para a surpreender). E assim, fomos parar ao roteiro das portas, na zona velha da cidade (tema para outro post).

Meia hora animada que termina junto à nossa viatura.
No Funchal, esta empresa disponibiliza dois tipos de Tuk Tuk. Os encarnados, de dois lugares e os azuis para três passageiros. Se a família for composta por mais de três elementos podem aproveitar e fazer uma corrida de Tuk Tuk’s... é o que vamos fazer assim que o pai regressar! Até lá shiuuuu....



P-S – Garatimos que a próxima festa que organizarmos no Funchal terá direito a Tuk Tuk!