Na Pérola do Atlântico

16.4.15
A Pérola do Atlântico está em festa e nós marcamos presença! Começou a Festa da Flor, na Madeira! O Funchal está engalanado, nada foi descurado em nenhum canto desta cidade mágica e acolhedora, neste evento que é único. 




Na avenida principal do Funchal há tapetes florais, exposições alusivas às flores e ao bordado Madeira, desfilam grupos musicais, turistas, locais... Momentos de beleza indescritível, cor e som que celebram a Primavera e o renascimento.











A festa decorre até ao próximo domingo, com o Cortejo Alegórico da Flor a ser o ponto alto do evento. Sábado, centenas de crianças vestidas a rigor participam no cortejo infantil e colocam flores no "Muro da Esperança", um apelo à paz mundial. Agora vamos comprar flores, muitas e coloridas! 

Mais pormenores em:
http://festadaflor.visitmadeira.pt/



Férias com alimentação saudável

16.4.15
Quantas vezes já foi de férias e tudo o que lhe é oferecido nos hotéis, restaurantes e cafés tem óptimo aspecto mas quando olhamos bem para tudo e assimilamos apercebemo-nos que é tudo uma pequena “bomba calórica” e nada daquilo que procuramos?


E se eu lhe disser que a solução é bem mais simples e económica do que pensa? Hoje em dia é bem visível, um pouco derivado da situação atual do país, o uso de marmitas. A solução não passa por levar a dita marmita mas sim fazer alguns snacks que poderão ser não só uma ajuda para escolher alimentos mais equilibrados para si, como também vai poupar algum tempo e conseguir desfrutar da sua viagem em pleno sem ter de fazer tantas paragens pelo caminho.


Contudo, se olharmos bem, alguns dos alimentos que encontramos no pequeno-almoço de hotel podem ser alternativas interessantes para incluir nos seus lanches. No pequeno-almoço temos acesso a alimentos como os cereais, fruta, bolachas integrais, ovos e até mesmo chás que podem ser incorporados nos seus lanches.


Outros alimentos, que poderá levar na sua mala como os frutos secos, nozes, amêndoas, cajus simples, noz pecan, macadâmia, sementes de girassol, pevides de abóbora, serão sempre uma óptima hipótese e em termos de preparação e transporte não precisa de se preocupar. Basta fazer, por exemplo, 2 punhados de frutos secos que serão uma óptima alternativa tanto para o lanche da manhã ou da tarde. Outra opção podem ser as tortilhas de arroz, milho ou quinoa tufadas, faça conjuntos de duas tortilhas, que poderá acompanhar com uma peça de fruta, facilmente obtida em qualquer pequeno-almoço de hotel ou até mesmo num supermercado local e terá o seu lanchinho equilibrado e completo!


Muitas vezes nestes pequenos almoços também temos à disposição ovos, estes também podem ser uma opção para os lanches. Pegue no ovo cozido e leve quando for passear. O ovo pode ser uma opção interessante uma vez que tem um alto teor de proteína que vão ajudá-la a continuar a sua caminhada.
O chá também pode, e deve, acompanhar-lhe sempre, uma vez que vai o manter hidratado e ajudar também a aguentar o tempo mais quente. Mediante o tempo local pode optar por chás quentes ou chás frios.
Pode pensar “Sim mas e se nesses sítios não houver nenhuma destas opções?” ora pois bem, estes produtos alimentares são relativamente simples de transportar, pode sempre arranjar um espacinho na sua mala e levar estes alimentos consigo. Será sempre uma opção mais económica e não corre o risco de não ter os produtos à sua disposição.


Se falarmos numa viagem de carro as nossas opções podem ser mais variadas. Basta ir ao supermercado e abastecer-se das coisas que normalmente consome no seu dia-a-dia. Tirando os produtos que necessitam de ser conservados no frio, todos os outros pode transportar consigo para a sua viagem. Todas as opções que foram referidas em cima são novamente válidas. A fruta poderá levar consigo no seu carro, mas a opção dos ovos torna-se agora um pouco mais difícil. Pode também ter mais opções líquidas como as bebidas de soja, arroz, amêndoa e aveia. Poderá optar pela opção dos pacotes individuais pequenos para conseguir transportar na sua mochila e por não ter zona de frios não se preocupar com o facto da bebida se estragar. Os géis de fruta também são uma opção rápida e prática para transportar dentro da sua mala.
Quanto às opções de bolachas e barras de cereais integrais pode até ser você mesma a prepará-las antes da viagem, embalar e transportar consigo.


Como falamos de uma viagem de carro não corre o risco de ter as suas malas revistadas e não conseguir passar este tipo de alimentos.

Como vê não é difícil arranjar opções simples, fáceis e económicas para as suas férias. Aproveite, desfrute ao máximo sem ter de dar uma “facadinha” na sua dieta!

Texto: Dra Carolina e Abreu Costa
Revisão cientifica: Dra. Magda Roma

https://www.facebook.com/dietaanticancro?fref=ts

Wellme concept Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, torre 1, piso 3, sala 11, Lisboa. Contactos: 211329312 e 910192458

Pulguinhas aos molhos

14.4.15
Procuramos facilitar a logística familiar diária, sobretudo em viagem e é por isso que procuramos soluções práticas, úteis e confortáveis para todos. Hoje, em Portugal há já muitas marcas a caminharem nesse sentido e 100% portuguesas mas, há uma em particular que somos fãs, a "Pulguinhas" pela qualidade, inovação, profissionalismo e serviço pós-venda (e não, não somos patrocinados). 

Das mil e uma opções lindas, facilitadoras e versáteis (todas um amor), na última viagem (para além de levarmos o sling e o saco de viagem, com muda fraldas e bolsa) usamos e abusamos dos fatos de banho e do ponchito. 

Partilhamos o link da marca e algumas fotos das gordas pelas Arábias (as possíveis com crianças que não têm paciência para fotos e estão em viagem).

https://www.facebook.com/pulguinhasbabystuff?fref=ts






Para quem quiser conhecer de perto a "Pulguinhas" e mais novidades, eis uma excelente oportunidade para um passeio, em família na fantástica Lisboa. 


P.S - Nós ainda só temos meninas mas a marca tem peças de sonho (também) para meninos. 

Grande Mesquita Sheikh Zayed, no feminino

13.4.15
Lá fora o termómetro marca 40 graus, as crianças estão protegidas e hidratadas mas o ar começa a tornar-se hostil. À nossa espera um colossal edifício, construído em mármore branco, talhado a ouro abre-nos os braços e o fresco dos lagos que o rodeiam dão-nos as boas vindas.



Estou trajada a rigor (saia longa, camisa branca, com manga comprida, sem decote e um lenço a cobrir-me a cabeça) ainda assim, sou chamada a vestir o traje tradicional feminino de Abu Dhabi.



Aguardo a minha vez e a espera proporciona-me uma visão que é como que uma espécie de esgrima de olhares femininos, uns de admiração outros de desdém e recriminação. Nós, mulheres, somos peritas em falar com olhares. Tantos espelhos de tantas almas...

Visto a Abaya (uma versão moderna da burca que cobre igualmente todo o corpo da mulher, excepto o rosto) e o mundo muda, dirijo-me para o interior da Grande Mesquita Sheikh Zayed.


A ostentação de toneladas de mármore da Macedónia, ouro de 24 quilates e cristais Murano tornam-se migalhas num oceano, cada vez maior de certezas enquanto os pés deslizam no tapete persa mais macio até então por mim pisado. É o maior do mundo e saiu das mãos de 1.200 mulheres iranianas que ao longo de um ano o confeccionaram com a entrega delicada que só as mãos de uma mulher podem dispor.







Ao colo, a Madalena pede chão, quer que me sente. Instintivamente ajoelho-me, ela assalta-me os braços, a Constança senta-se, dá-nos a mão e olha para o Alto. Ficamos, inexplicavelmente as três em silêncio, unidas, numa espécie de oração comum... Vejo, em frente dois guardas da mesquita. O primeiro impede o segundo de nos obrigar a levantar. Falam em árabe mas percebe-se o descontentamento de um (que vê a situação como herege) e a aprovação de outro (que nos olha com ternura e compreensão).



Levantamo-nos e prosseguimos a visita. Tudo à volta é luz, delicadeza, é energia, pormenores, perfeição...






No tecto e nas paredes, versos do Alcorão, escritos em três tipos diferentes de caligrafia arábica.


A Madalena volta a parar e diz: “menino”. Olhamos, ao nosso lado um pai muçulmano com os seus filhos visitam o mesmo espaço. Não vejo a mãe mas imagino que seja uma mulher bonita, a avaliar pelas crianças. O pai explica-lhes detalhes mas a tenra idade não os deixa focar a não ser no que realmente interessa: brincar. E Deus/ Alá não se zanga, pelo contrário, o pai sabe e consente.


Cruzamo-nos com várias famílias muçulmanas. As mulheres caminham ao lado dos maridos e dos filhos, felizes e serenas. Estamos lado a lado com um jovem casal do Bahrain, em visita a Abu Dhabi. Ela mete conversa, não muita que o local não se presta a isso, mas a suficiente para perceber que pensamos tal e qual: a mesquita foi esculpida e desenhada à imagem e semelhança de uma mulher. Pelo seu doce encanto, por ser “discreta” por fora mas impressionante por dentro, “pobre” no exterior e tão rica no interior, por não descurar nenhum pormenor, pelos seus contornos... A essência feminina parece estar aqui sacralizada. Um autêntico oásis para a alma e para os sentidos.






Ao contrário do que imaginava a Abaya não me deixa sem fôlego, remete-me sim para o essencial. Não tenho que me preocupar em ajustar a camisa, em cintar a saia, em ajustar o relógio ao pulso, nem as pulseiras, o fio ao pescoço... Somos todas iguais. Será que no Ocidente andamos afinal, mais desfocadas? Depois deste dia acredito que sim.


No fim da visita, a confirmação de uma convicção: quero que as minhas filhas sejam mulheres à semelhança daquela mesquita - singelas (ainda que bonitas) por fora e grandiosas por dentro.. Afinal, "o essencial é invisível aos olhos".



Dica
A Grande Mesquita Sheikh Zayed abre diariamente para visitas, das 9h às 22h (a última entrada é às 21h30). À sexta-feira, de manhã abre as portas apenas aos fiéis e às 16h30 ao público. Existem vistas gratuitas, com guia que duram uma hora. De domingo a quinta realizam-se às 10h, 11h e 17h, à sexta-feira às 17h e 19h e ao sábado às 10h, 11h, 14h 17h e 19h.
Os homens devem usar calças e as mulheres podem levantar (gratuitamente) a Abaya, no piso inferior da mesquita.

Presente valioso

9.4.15
Há desejos (aparentemente inexplicáveis) que se cumprem! No dia em que completei 39 anos estive onde queria estar: na Grande Mesquita do Sultão Qaboos, em Muscat, Omã.


Sou apaixonada pelo mundo religioso e pelo poder milagroso da FÉ. Apesar de Católica Apostólica Romana, sobretudo o Islão, o Judaísmo e o Budismo sempre me fascinaram. Desde miúda que sinto uma terna fraternidade pelos mesmos. Mas hoje, o mundo está diferente (parece que os valores estão invertidos, depravados) e não são poucas as vezes que se ouve atribuir esta transformação aos árabes e ao Islão... Confesso que, desde há um tempo, cada vez que avistava uma mulher com vestes tradicionais árabes sentia um desagradável aperto no coração. Pela cabeça passavam-me mil e uma questões mas uma estava a tornar-se irritantemente permanente: “Será que é fundamentalista?”... Eu tinha que agir e mudar este pensamento e consequentemente este sentimento e estado! Foi por isso que fomos conhecer parte da Península Arábica. 
Por isso, e porque queríamos que as nossas filhas experimentassem uma forma diferente de estar na vida, que afinal, nem é assim tão desigual! E, precisamente no dia 30 de Março de 2015, Deus/ Alá enviou-me a um lugar sagrado para me apresentar uma amiga que ficará para a vida... (já lá volto)


A Grande Mesquita do Sultão Qaboos


Garantem ser a terceira maior mesquita do mundo. Imponente, ela é o grande exemplo de arquitectura islâmica moderna. A sua cúpula dourada, minuciosamente trabalhada e decorada está ladeada de refrescantes jardins com piso em mármore em diversos tons de branco imaculado a luzir. Os cinco minaretes que a rodeiam representam os cinco momentos diários de oração.






No recinto trabalham dezenas de homens que garantem a sua limpeza e preservação.


O Islão e a sua vivência são fáceis de explicar e exemplificar às crianças, elas entendem, aceitam e querem experimentar algumas práticas. Nesta mesquita existem muçulmanos preparados para nos auxiliarem nessa tarefa. 


Tudo aqui tem cor, é simétrico, desenhado, construído e esculpido à esquadria, é perfeito! 
Um verdadeiro fascino para todos os que a visitam e contemplam.







Dentro da mesquita, sucedem-se pormenores e pormenores de requinte, o tapete persa da oração (o segundo maior do mundo feito à mão) e o lustre (de cristais Swarovski milimetricamente centrado) tornam-na ainda mais mágica. Ainda que, a maior magia venha do alto... envolve-nos uma energia inigualável, sentimos que Ele está (também) ali…



Dica
A entrada na mesquita é gratuita contudo, exige traje adequado - mulheres com cabeça, braços, pernas e colo cobertos e as calças são obrigatórias para os homens, já as crianças podem vestir o que bem entenderem. Se não estiverem preparados podem alugar no Centro Cultural Islâmico, situado no mesmo recinto. Aqui servos-ás ainda oferecida água, chás, café, tâmaras e a possibilidade de conhecerem a fundo os principais fundamentos desta religião. A mesquita está aberta, para visitas de sábado a quarta-feira, entre as 08h e as 11h. 


Saímos do interior da mesquita, estavam 40 graus (apesar de ainda ser o final da manhã), aproveitámos para descansar sob o fresco da sombra das árvores, em flor... Sem termos notado estávamos às portas do Centro Cultural Islâmico.


Uma mulher aproxima-se da Madalena, que lhe estende uma flor. Os olhos da senhora, vestida de negro revelam um amor maior e uma comoção genuína que combina com gestos dóceis e educação eximia. Na minha memória e no meu coração este é um momento cristalizado, “ad aeternum”. Nem desconfiava que era afinal, o meu maior presente de aniversário... Acerco-me das minhas crias e da mulher. Ela pede-me para as fotografar. Pergunto com que finalidade, responde-me que as considera lindas e a bebé por ser tão branquinha, de olho cinza e loirita, ainda a fascina mais. Aceito, não há maldade naquela criatura. Serve-nos água, tâmaras e convida-nos para um chá e sentamo-nos a conversar, como fazem as amigas de longa data.


Atiya, assim se chama a nossa mais recente amiga, tem 50 anos, um casamento feliz e cinco filhos. É a única esposa do seu marido. Falamos sobre costumes e tradições de ambos os países e continentes. O que para nós pode parecer uma violência à liberdade da mulher (como o uso da hijab) é para elas motivo de orgulho. São tradições e devem ser respeitadas (todavia, nos dias que correm estão receptivas a mudanças e já não é tão comum ver as mãos tapadas com as luvas, por exemplo), até os casamentos, nas gerações mais jovens já se realizam apenas entre uma mulher e um homem, a bigamia (lentamente) tem vindo a ser abandonada... Falamos ainda sobre maternidade, a importância da mulher no seio da família e na sociedade, de gastronomia, moda e encontramos (facilmente) os pontos e apreensões comuns na religião. A família de Atiya segue o Alcorão e nós a Bíblia (os fundamentos são tão semelhantes). Maria, Jesus e os apóstolos são comuns a ambas as religiões. Quando, um dia regressarmos a Omã, ela e a família estarão à nossa espera.


As diferenças que podiam separar-nos são, afinal, semelhanças que nos unem. Tal como eu, Atiya teme pelo fundamentalismo no qual o mundo parece estar, cada vez mais mergulhado. Lamenta que se use a religião e a pretensa fé como armas de arremesso contra inocentes e indefesos, que a violência se sobreponha ao diálogo e ao entendimento, que os valores estejam tão subvertidos que dói... Tal como eu, Atiya é filha de pais honrados e incríveis, esposa de um homem íntegro, de bons costumes, mãe de filhos perfeitos (dentro das suas limitações e imperfeições), mulher de fé e de vontades maiores. Tal como eu, rege-se pela máxima de que tem que ser a diferença que quer ver no mundo!
Oh Atiya gosto tanto de si! Obrigada, meu Pai!

P.S – Omã é, nesta altura, uma bomba-relógio à semelhança de outros países do Médio Oriente e do Golfo. A Arábia Saudita e o Irão têm, aos poucos estreitado relações com Omã numa tentativa de imporem e exercerem um islão extremista. A situação no Iémen, outro país fronteiriço com Omã está também a começar a ter reflexos causando já desconforto social e há cristãos a abandonarem este país. Ainda assim, o Sultão continua a defender a harmonia religiosa e trabalha no sentido de promover o diálogo entre muçulmanos e cristãos: “Não há paz entre as nações sem paz entre as religiões, e não há paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões” – Sultão Qaboos bin Al Said