Murais que encantam

23.4.15
Há tradições tão nobres, nos portos. O Porto do Funchal não é excepção, pelo contrário, aqui sucedem-se murais maravilhosos, desenhados e pintados tanto por tripulações como por terceiros que se juntam às mesmas na execução destas obras de arte. Há dois anos, estávamos de férias na Madeira e a Constança colaborou na criação de um mural, de um navio escola dinamarquês. Algumas destas pinturas são desenvolvidas por fases. Iniciadas a primeira vez em que as embarcações visitam a ilha vão sendo concluídas nas visitas seguintes.
São recordações que ficam até que o tempo e a erosão à beira mar as apague... 













Cumpra-se a tradição

21.4.15
Estar na Madeira e não cumprir a tradição do chá das cinco é uma espécie de "pecado" e é assim que  (não só mas também) sempre que visitamos a Pérola do Atlântico fazemos questão de fazer jus à máxima de Henry James (escritor norte-americano naturalizado britânico): 

"Há poucas horas na vida mais agradáveis do que a hora dedicada à cerimónia conhecida como chá da tarde". 


Aqui, todos partilhamos desse gosto. Uma mãe que aprecia os sabores mais exóticos, um pai que não dispensa os frutados, a filha mais velha os de ervas e a mais nova qualquer um, desde que seja bem docinho. 


Há muitos locais aprazíveis na ilha para realizar este desejo mas há um, em particular, o mítico Reid's Palace. Há mais de um século que este hotel, com um luxo particular, vista para o Atlântico e jardins sub-tropicais de beleza ímpar é exímio na hora de receber. O estadista inglês Winston Churchill e o dramaturgo e jornalista irlandês George Bernard Shaw renderam-se à elegância deste espaço único e nós também.


Uma tarde soalheira onde relembramos às nossas filhas que o chá foi introduzido na Europa pelos portugueses, no século XVI e que a tradição do chá das cinco foi levada para corte britânica 
por D. Catarina de Bragança quando casou com o Rei Carlos III de Inglaterra. 


Mais tarde, a duquesa de Bedford ajudou a enraizar este momento do dia, já que é uma excelente oportunidade para exibir as delicadas peças de porcelana e pratas. Foram então criadas regras de etiqueta para esta toma e receitas deliciosas como scones, muffns, bolos variados, torradas com manteiga, biscoitos, pâezinhos e geleias com mel.


Irresistível, pois claro!

P.S - As fotos foram feitas com um telemóvel e a seguir ao Natal 

Objectos que contam viagens

20.4.15
O melhor de uma viagem é o crescimento que ocorre em nós, depois de regressarmos "à vida real"... Somamos aventuras, experiências, conhecemos pessoas, locais e voltamos, inevitavelmente mais ricos, mais maduros. Além das fotografias para a posteridade, há peças que nos chamam quando passamos por elas e que se tornam irresistíveis. Em nossa casa vamos coleccionado algumas e dando outra vida e história ao nosso lar. Cada uma conta parte da nossa passagem num ou noutro país, cotas de uma cultura que sem ser a nossa também o é. Elegemos seis objectos que contam histórias, todos comprados em viagens tão especiais e que agora partilhamos convosco. 

Abajures 

Há 14 anos, num passeio de fim de tarde, pelas ruas de Buda, em Budapeste, na Hungria, avistamos uma pequena loja, escondida num vão de escada. Curiosos, aproximamo-nos... das mãos de um homem dócil, de 88 anos saiam obras-de-arte e a escolha foi francamente difícil pela beleza e simbolismo de todas as peças. Desenhados e pintados à mão, em pele, estes abajures têm vida. Acabamos por comprar o que nos remete à nossa história de destemidos navegadores e descobridores de novos mundos...



Globo


Fascinam-nos as esferas por serem o símbolo do Universo e de Deus, são poderosas e a sua simbologia única confere-lhes uma energia tão especial. Não foi à toa que D. Manuel I a adoptou como seu símbolo. A nossa esfera armilar foi comprada, literalmente algures no Golfo Pérsico, a bordo de um navio e no dia em que eu completava 39 primaveras. Uma peça maravilhosa, elaborada com mestria, em madrepérola que ornamenta o nosso escritório mas sobretudo a nossa alma.






Ovo de Fabergé

Numa rua discreta de Praga - República Checa - existe uma loja sedutora, onde só se vendem (os actuais) Ovos de Fabergé e eu sou uma apaixonada por estas obras-primas de joalharia que nos transportam para a época dos Czares da Rússia. O nosso ovo, não saiu das mãos do famoso joalheiro Peter Carl Fabergé, é singelo, em madeira, ornamentado com pequenos apontamentos em folha de ouro, tem pintada a imagem de Maria e Jesus, não é cravejado a pedras preciosas, mas, aqui em casa é sinónimo de excelência pelo seu valor sentimental incalculável.



Colar

Da Terra do Sol Poente trouxe este colar. Quando os meus olhos bateram nele, na Medina de Fez, em Marrocos sabia que estávamos destinados um ao outro e assim foi até hoje, já lá vão sete anos. Usá-lo é sentir o calor de um reino majestoso, misterioso e ensolarado, no Noroeste de África.



Livros

E livros, sim muitos livros porque nesta casa há "ratinhos de biblioteca"… É dificil a escolha por isso, revelamos uma das últimas aquisições. Comprado enquanto aguardávamos a reposição do nosso voo de regresso do Dubai para a Europa: "Travelling the Sands - Saga of Exploration in the Arabian Peninsula", de Andrew Taylor está a revelar-se muito mais do que interessante… 

"One of the gladdest moments in human life is the departure upon a distant journey into unknown lands", Sir Richard Burton


Jóias preciosas

18.4.15
"O Bordado Madeira é a gema mais preciosa das minhas jóias"


É assim que Carla Vieira define a arte que lhe sai da alma e que as mãos dão forma. Descobrimos a "Mudame" numa viagem pela net e estando na Madeira tínhamos, obrigatoriamente que conhecer, as vivo e as cores estas jóias que aliam a tradição à inovação. O resultado é perfeito.





Elegância e criatividade tornam estas jóias intemporais. Os acabamentos em prata ou ouro, delicados aliados a este legado cultural marcam dias importantes ou o simples dia-a-dia. As pedra usadas são semi-preciosas ou preciosas e Carla Vieira está já a trabalhar numa colecção ainda mais rica... Todas as peças são certificadas, têm selo de garantia do Bordado Madeira e garantia da qualidade dos metais preciosos.

E porque o dia da Mãe está à porta, porque quero eternizar a Festa da Flor, esta viagem, aproveitei e escolhi a minha peça de joalharia.


Podem conhecer mais sobre a "Mudame", ao vivo no espaço ao lado do posto de turismo, no Funchal ou através do site:

Jardim flutuante

17.4.15
É incrível o ambiente de cor, aromas, sons... que se vive no Funchal. Bordadeiras, flores, frutas, bailados, centenas de turistas, locais amistosos, sorrisos... Não encontramos as palavras adequadas para descrever tanta beleza por isso fotografamos alguns momentos de puro encantamento do segundo dia da Festa da Flor. Todas as flores expostas são verdadeiras contrariando um primeiro olhar que obrigatoriamente se repete por nem sempre acreditar ser possível existir tamanha perfeição numa simples flor. 
Podem começar a viajar por este autêntico jardim flutuante... Nós? Estamos totalmente rendidos!