Dizem que as história começam pelo principio, convém para que façam sentido mas esta poderia ter tantos princípios que se torna difícil eleger um. Podia começar a falar-vos de uma ilha paradisíaca no Atlântico...
Ou começar por partilhar os poderes curativos da água do mar, com a sua aplicação terapêutica através da Talassoterapia...
Mas opto começar por um mapa que não sendo nosso também já faz parte das nossas vidas. O mapa de Colombo, Cristóvão Colombo, o navegador que descobriu e apresentou a América ao mundo.
Não é certa a naturalidade do navegador e explorador, poderá ser genovês, espanhol ou português... Aqui em casa, há dias em que também "trocamos" as nacionalidades. Só eu, a mãe é que tenho (por opção) uma única nacionalidade - portuguesa (apesar da ascendência espanhola por parte de bisavós). O pai e as filhas têm dupla nacionalidade. Quis o "acaso" (sempre por motivos profissionais) que o pai e a filha mais nova nascessem pelas Caraíbas, na Venezuela e a filha mais velha, na Pérola do Atlântico - Madeira (que, acreditem "não é" Portugal - pelos melhores motivos). Já eu, nasci em Cascais e no meio de tudo isto já vivemos em todos estes lugares, com realidades tão dispares, culturas tão distintas, experiências tão ricas. O nosso espírito inquieto virá certamente de todas estas saudáveis misturas.
A primeira viagem da Madalena, com seis semanas de gestação foi a Porto Rico e com cerca de três anos, a Constança já tinha viajado, via marítima, até ao Haiti. Entretanto, em Agosto passado estivemos todos em Santo Domingo (República Dominicana), a seguir os últimos passos de Colombo.
A primeira viagem da Madalena, com seis semanas de gestação foi a Porto Rico e com cerca de três anos, a Constança já tinha viajado, via marítima, até ao Haiti. Entretanto, em Agosto passado estivemos todos em Santo Domingo (República Dominicana), a seguir os últimos passos de Colombo.
Também o navegador rumou pensando que ia encontrar a Índia e descobriu, primeiro, as Caraíbas depois, parte da restante América. Nós, partimos tantas vezes a acreditar que vamos encontrar uma coisa e, quando chegamos é tantas vezes uma surpresa. No fundo, "não importa onde te leva a viagem mas sim o que ela faz de ti". E assim, fomos passar uns dias, em família, ao Porto Santo.
Confesso que a maior parte das vezes que visitei esta ilha fi-lo em trabalho. Sempre que fui em lazer aborreci-me por ser um destino sobretudo de praia, praia, praia (apesar de não ficar, em nada, atrás dos destinos das Caraíbas). Mas, desta vez foi diferente... A Madalena conheceu este paraíso e a Constança relembrou, já que não o visitava há cinco anos, altura em que deixámos de viver na Pérola do Atlântico.
Fomos (nós e o carro) no ferry (http://www.portosantoline.pt/) que liga a Madeira ao Porto Santo e as manas, que adoram navegar querem repetir a experiência!
A viagem dura 2h30 e é possível avistar parte da costa madeirense, as ilhas Desertas e alguns ilhéus até chegarmos à ilha do Porto Santo. É uma viagem muito agradável, mesmo com ondulação superior a três metros, como apanhamos. Por acaso, nenhum de nós enjoou mas é um risco que se corre quando se navega e ao qual ninguém está imune. Nós sabíamos, mas arriscamos porque preferimos ser quatro "mareados" a nunca partir. O conselho é irem sentados, no barco, o mais atrás possível e não fixarem pontos.
Optámos por ficar hospedados no Vila Baleira Hotel Resort (http://www.vilabaleira.com/pt), em regime de tudo incluído. Em cima da praia, rodeado de flores, com quartos amplos, serviço muito qualificado, direccionado para as famílias, com piscinas de água do mar, uma aquecida a 30 graus e com uma condição essencial para esta fase da minha vida (em que as minha coluna está a ser alvo de manipulação osteopática), um Thalasso Spa (aproveitei para fazer os tratamentos com as lamas).
O Porto Santo brindou-nos com magia, cumplicidade, dias nublados, uma aragem fresca, ventosa e muito divertimento!
E claro, houve tempo para visitar o centro da ilha e a casa onde terá vivido Cristóvão Colombo.
Sabemos que navegar é essencial, que é um regresso à essência, que regenera e vamos prosseguir a nossa viagem, por rotas desconhecidas, outras revisitadas e assim, traçando a nossa...
Quanto ao Porto Santo, merece e aguarda uma próxima visita. Como dizia John Steinbeck: "não são as pessoas que fazem as viagens mas sim as viagens que fazem as pessoas".
Curiosidades
Areia do Porto Santo
É muito fina e calibrada, com partículas tubulares que permitem uma fantástica aderência à pele. Quimicamente, possuem quantidades de óxido de cálcio e óxido de magnésio e estrôncio acima do normal, quando comparadas com outras areias, elementos extremamente benéficos para a saúde e as propriedades térmicas também são únicas, já que a difusão do calor é alta e a taxa de arrefecimento baixa.
P.S. - As menções tanto ao hotel quanto ao ferry são da nossa autoria, não somos patrocinados.








