One happy island

15.6.15
"One Happy Island” - "Uma Ilha Feliz" é o lema deste paraíso! Bem-vindos a Aruba, uma das três ilhas das Antilhas Holandesas - também conhecidas por Ilhas ABC - Aruba, Bonaire, Curaçao. 


O que esperar

Águas transparentes, com temperatura média (da água) de 28 graus, de um azul turquesa deslumbrante, um mar sem fim, calmo (nas praias protegidas pelos recifes de coral), onde caminhamos metros e metros sem molharmos mais do que os joelhos, areia branca coralina, noites de puros ritmos caribenhos... Nem preciso de dizer que é o paraíso para as famílias, sobretudo com crianças, pois claro!






Os meses mais quentes - acima dos 30 graus - vão de Maio a Outubro, e os mais "frescos" - 28 graus - de Dezembro a Março. Outra boa notícia é que estas ilhas, à semelhança da vizinha Venezuela, estão fora da rota dos furacões, o que as torna perfeitas para serem visitadas todo o ano!

Como em qualquer outro destino das Caraíbas, a regra é: toneladas de protector solar (com o mais elevado índice de protecção que encontrarem), ingestão de muitos líquidos, a aposta vai para a água e sumos naturais. A menos que queiram torrar ou apanhar uma insolação, as melhores horas de praia são de manhã, entre as 7:00 e as 90:30 e depois das 17:00.



Quanto à estadia, quando o objectivo é mesmo descansar na praia, circular a maior parte das vezes a pé e de bicicleta, ter estacionamento para o carro, optamos pelo resort, tudo incluído, mesmo em cima da areia. Opções não faltam, nós elegemos o Divi Aruba All Inclusive.









A ilha é pequena, tem 30 km de comprimento e visita-se facilmente de carro. Aconselhamos que o façam em veículo TT para terem acesso a várias praias que de outra forma não será possível. A viagem é super divertida! Alugamos um Jeep, numa rent-a-car local (com aspecto duvidoso mas a única com carros disponíveis para alugar). Sai-nos na rifa uma viatura ferrugenta, só com três cintos de segurança a funcionar  e a aventura fez-se ao som de uns ruídos estranhos e não identificados que ecoam algures das entranhas deste meio de transporte... Ingredientes perfeitos para altas piratarias!




Nesta ilha, as tartarugas são espécie protegida. Entre Março e Setembro nidificam e os nascimentos ocorrem entre Maio e Novembro. A TurtugAruba, uma organização ambiental encarrega-se de demarcar os locais de nidificação, vigiar, proteger os ninhos e esclarecer locais e visitantes. 



As principais praias de Aruba são Palm Beach, Eagle Beach e Baby Beach.


Em qualquer uma, o pôr-do-sol é inesquecível. Houve dias em que mergulhamos, outros passeamos só pela praia, outros ainda estivemos simplesmente juntos, em silêncio, na mais profunda e merecida contemplação. 



E claro, não podíamos deixar de fotografar a típica árvore local: a Divi Divi Tree Aruba. Ah, e a mãe de fazer umas selfies, pois então.




Aruba tem praias para todos os gostos e idades, algumas estiveram já no top 10 das mais bonitas do mundo.

Destina-se aos amantes do mergulho (se bem que Bonaire, mesmo ao lado, é o paraíso nesta matéria), para os que só procuram um bronze caribenho, para os praticantes de yoga, desportos náuticos, ou para os que como nós, querem desfrutar de fantásticos momentos, em família e mergulhar sem terem que se preocupar com as horas, refeições e todas as condicionantes do quotidiano. A ilha faz jus ao slogan.

Nesta ilha exótica os ponteiros não avançam, o tempo é medido pela ligeira ondulação do mar e as badaladas saem dos bicos das aves. Oh Aruba!!!

P.S. - Não estranhem a fraca qualidade de algumas fotografias, foram tiradas com telemóveis de gerações passadas. Estamos desejosos de regressar, agora já com a Madalena! Promete!!

Magens Bay Beach

13.6.15
O dia começa cedo em St. Thomas, uma das três ilhas exóticas das Ilhas Virgens Americanas - St. Croix, St. John e St. Thomas - mergulhadas no mar Caribe e território dos Estados Unidos da América desde 1917. 



St. Thomas é conhecida pela sua beleza natural. Quisemos conhecer Magens Bay Beach, considerada pela National Geographic como sendo uma das dez praias mais bonitas do mundo. Contratamos um guia local e fomos à aventura! 


Fogem-me as palavras na hora de descrever este paraíso (em forma de coração), incrustado numa baía rodeada de montanhas verdes, banhada por água quente, cristalina, protegida de ondas (o que a torna perfeita para ir com crianças), com uma cor que varia entre o azul turquesa e o verde, areia branca, fina, isto sem falar da beleza, de cortar a respiração, de todo o percurso montanhoso até lá chegarmos.





A longa faixa de areia que a envolve convida a um agradável passeio depois de muitos mergulhos, e as árvores que lhe fazem sombra são o refúgio perfeito (além de toneladas de protetor solar fator extremo e a ingestão de água) para nos abrigarmos do sol forte, típico das Caraíbas. 


Para frequentar a Magens Bay Beach, os carros pagam 2$, cada adulto paga 4$, as crianças até aos 12 anos não pagam. O local está apetrechado com boas infraestruturas de praia, que incluem locais para comer, chuveiros, casas de banho e salva vidas. Ahhh e de piratas, em cada esquina!


Este paraíso é ainda altar para muitos casamentos, por isso, se está a pensar casar numa praia, e quer fugir ao tradicional México, República Dominicana e Bahamas, esta é sem dúvida, uma fantástica opção (tem um custo de 100$).

P.S. - Voltaremos, e agora já a quatro!

Viajar dentro de portas

11.6.15
E quando não estamos fora em viagem, estamos dentro… Lembro-me de há uns anos escolher a preceito, dois tapetes para as salas por achar que estas ficavam mais acolhedoras, agora, olho para o da sala de estar e penso: “o que fazes tu aí, além de acumulares pó?”. Ora, se não existe apego e não é útil liberta-se. E é assim que: hoje é dia de lhe dar honras de retirada e deixar fluir ainda mais a energia numa sala tão iluminada e tão especial. Se ao fim de uma semana voltarmos a sentir a sua falta, ele regressa, caso contrário encontrará um novo lar. Para já, a mana minusca está fã (a maiusca fará o seu juízo quando regressar das aulas), a sala está com imensa pinta e livre!


Minimalismo é muito mais do que um estilo de vida, é uma ferramenta preciosa que nos ajuda a livrar dos excessos e a focar no essencial. No fundo, é um regresso ao cerne e uma forma de alcançarmos a liberdade, viajarmos mais (no nosso caso) e vivermos ainda mais felizes!

Quando menos é mais

1.6.15

Desde há algum tempo (mais precisamente desde que passamos pela experiência de viver na Venezuela, mas é tema para outro post) que temos vindo a modificar os nossos hábitos de consumo e consequentemente adquirimos uma consciência a uma escala gigantesca. O mundo é composto de mudança e ainda bem. Assim, mudamos - e quando um muda o mundo muda também. Proporcionamos às nossas filhas exemplos que acreditamos serem os grandes alicerces para a sua formação e felicidade. 

Começamos por "destralhar" a casa, doar o que tínhamos em excesso (e ganhar consciência de que se gasta dinheiro só porque é giro ter isto ou aquilo que achamos que um dia nos pode ser útil e até está na moda e afinal, acabamos por nem usar e com isto lembro-me logo da Bimby). 
Tornamos o nosso lar ainda mais acolhedor, reduzindo-o ao essencial (uma tarefa ainda em curso). Passamos a coleccionar momentos em vez de coisas. 

Mudamos os hábitos alimentares (não, não deixei de comer chocolate negro), plantamos, há 22 dias a nossa horta, 100% biológica e já colhemos vegetais e aromáticas. 

Viajamos com data de ida e de regresso mas sem grandes planos e deixamo-nos surpreender pelo que a viagem tem realmente para nos oferecer. Optamos por hotéis próximos do que nos interessa e ganhamos tempo com qualidade. Demoramo-nos à mesa e degustamos melhor as culinárias locais, apreendemos as gentes, aprendemos palavras noutros idiomas (às vezes bem estranhos). Perdemo-nos em vilas e cidades para não seguirmos o curso dos turistas e é fantástico!

Ordenamos prioridades, compromissos, simplificamos!
Passamos a viver mais devagar e assim, a desfrutar do que é realmente importante, com a intensidade que merece.
Já não sabemos viver longe da natureza, precisamos de sentir o mar e a terra, no corpo e na alma. 


Hoje, somos uma família a viver com qualidade de vida (apesar do pai trabalhar fora, numa cidade caótica mas rodeada de montanhas e verde, onde os papagaios voam livremente), somos, também nós mais livres, vivemos com bom senso e equilíbrio, graças a termos colocado de parte o acessório (cada vez mais) e aprofundado o essencial. 


As fotos que se seguem são disso exemplo. As manas dispensam brinquedos caros para se divertirem e serem super felizes. Precisam apenas de estar juntas, envoltas em amor, em harmonia com a natureza. 

E esta forma de estar na vida levou-nos a programar umas férias de fim de verão tão diferentes das habituais... mas esse, será tema para um próximo post. 












Como diz Mario Rigoni Stern: "seria suficiente um passeio na natureza, parando por um momento para ouvir, despir-se do supérfluo, para entender que não se necessita de muito para viver bem".

Dia da criança com o Papa Francisco, no Vaticano

1.6.15
Era o primeiro "Dia da Criança" da Madalena e o sétimo da Constança. Não celebramos particularmente esta data. Aqui, todos os dias são dias da criança e também não trocamos presentes materiais (a menos que precisem de algo, em particular). Assim, decidimos passar o dia 01 de Junho de 2014 no Vaticano.

As crianças são mestres como Jesus, são os seres mais puros, sábios, e perfeitos que Deus colocou na Terra!

Na família, todos nutrimos um carinho especial pelo Santo Padre. O Ernesto e eu, somos da "geração jovem" de São João Paulo II, tive a honra de o ver, frente-a-frente e assim receber a sua bênção, numa das suas visitas a Portugal. Agora, o Papa Francisco marca a infância das nossas filhas e a nossa vida de pais, jovens adultos. 


A Constança, a criança mais doce que conhecemos (e não o digo por ser nossa filha ou por ser uma criança 'diferente' - que afinal são todas -  ela é mesmo assim) tem uma religiosidade muito própria, que revelou desde muito cedo e já nos tinha comentado que gostava imenso de ver, ao vivo, o Papa Francisco. Sentimos então, que tinha chegado o momento e fomos. De Veneza para Roma e Vaticano.


Ficamos hospedados na cidade do Vaticano e chegamos cedo à Praça de São Pedro. Visitamos a esplendorosa basílica onde assistimos à Eucaristia.






À saída, a Praça, que há duas horas estava vazia, transbordava agora de milhares de pessoas que faziam antever um grande momento no Vaticano! Crentes e não crentes, todos aguardávamos, ansiosos e felizes a chegada do Santo Padre, para o Angelus. A presença deste homem, mesmo que à distância marca até o mais descrente. Nunca conseguirei descrever o que senti, mas o brilho nos olhos da Constança, esse, por mais anos que eu viva, jamais se apagará da memória.


Mas soube a pouco, a mana mais crescida queria mais. Pediu-me para ver, de perto, o Papa Francisco. Respondi-lhe imediatamente que sim, iríamos vê-lo, ainda nesse dia. O pai segredou-me: "Rita, não prometas o que não depende de ti". Respondi-lhe: "não depende de mim, mas Ela vai interceder". Naquele momento, eu, mãe, pedi a Maria que me ajudasse também nessa missão e fomos, tranquilamente, passear por Roma.

“As mães são o antídoto mais forte contra a difusão do individualismo egoísta. "Indivíduo" quer dizer que não pode ser dividido. As mães, pelo contrário, dividem-se, a partir do momento em que acolhem um filho para o dar ao mundo e fazê-lo crescer"
Papa Francisco



De repente, ao lanche, vejo na televisão da pastelaria que o Papa está num encontro que deverá terminar por volta das 17 horas.

Ouço ainda as suas palavras: “A verdadeira alegria vem da harmonia profunda entre as pessoas, que todos experimentam no seu coração e que nos faz sentir a beleza de estar juntos, de apoiar-se mutuamente no caminho da vida".

E faz-se luz! Roma estava vista por esse dia e tínhamos que regressar ao Vaticano, mais precisamente para a Casa de Santa Marta. Pelo caminho ainda houve tempo para perguntar a um funcionário, de um restaurante próximo da Casa, qual o percurso que o Papa fazia habitualmente para regressar à sua residência oficial.


Tudo conferido, posicionámo-nos, era altura de esperar. Cinco minutos depois, gritávamos: "Papa Francesco!!! Papa Francesco!!!".

Estávamos perante o aceno, a um metro do Papa Francisco! Um homem simples, de vestes negras, olhar dócil e gentil, que se apresentava num carro humilde, sem blindagem, sem vidros fumados. As lágrimas rolaram-me cara abaixo, as da Constança também, e o Ernesto controlou-se mas não escondeu a emoção e a felicidade, a Madalena sorria como nunca tínhamos visto antes, parecia que tinha sido tocada por uma luz especial (acredito que foi).

Missão cumprida, família mega feliz! Foi um momento sem direito a foto, pela intensidade e espécie de relâmpago em que aconteceu, ainda assim, o suficiente para ficar guardado, nos nossos corações pela eternidade. Acreditamos que voltaremos a ter uma outra oportunidade e essa sim, prolongada.

E falta-me partilhar um segredo que só me foi revelado também nesta viagem. A primeira vez que fomos a Roma, ainda namorávamos, quando estivemos na Fontana de Trevi, o Ernesto (perante o meu olhar incrédulo) lançou uma moeda para a fonte e pediu um desejo. Na altura, perguntou-me se eu não queria fazer o mesmo. Incrédula com a pergunta e a atitude, respondi: "Eu? Alguma vez? Essas tradições são do mais parolo que existe!" (isso Rita, cospe para o ar!). Conclusão, o desejo que pediu foi: regressar novamente a Roma, comigo, mas já casados e com descendência.
Mais um desejo que se cumpriu.


Também não me disse qual foi o que pediu desta vez, tenho apenas uma leve desconfiança mas só quero saber quando se realizar. Sim, tenho a certeza de que se concretizará, à semelhança do anterior porque tudo o que pedimos com fé e amor, se cumpre.

“As crianças recordam-nos outra coisa bela; recordam-nos que somos sempre filhos. Mesmo se nos convertemos em adultos ou idosos, mesmo se nos convertemos em pais, se ocupamos um lugar de responsabilidade, por baixo de tudo isso permanece a identidade de filho. Todos somos filhos. E isso reconduz-nos sempre ao facto de que a vida não fomos nós que a demos a nós próprios, mas que a recebemos." 
Papa Francisco

Para saberem qual a agenda do Papa Francisco, onde e quando o poderão encontrar, basta clicarem no site do Vaticano.