Isla de Coche

30.6.15
E foi assim que desembarcámos nesta ilha, árida, "perdida" nas Caraíbas: Isla de Coche! 



Situada a vinte minutos (de barco) da Isla Margarita, a ilha conta com quatro pequenas povoações, humildes mas com locais muito amáveis (à semelhança da maioria dos paraísos por estas bandas). A capital é San Pedro de Coche.




Contratámos um guia local - não que a ilha seja grande, tem 11 km de comprimento, mas não existem carros para alugar - e fomos à aventura numa viatura que pegava com ligação directa (sem chave), enferrujada, barulhenta, mas arejada. O ar da Constança diz tudo, certo?! No Velho Continente, dificilmente poderíamos proporcionar-lhe semelhante experiência.




A par da hotelaria (ainda que sejam apenas dois hotéis), a principal actividade económica é a pesca. Em Coche existe uma antiga salina gigante, que chega a formar grutas de sal e ainda, um cemitério de conchas, este ultimo fruto dos resíduos de uma fábrica de conservas agora desactivada. Em 1541, a ilha foi atingida pelo mesmo maremoto que destruiu Cubagua.





Vivemos dias de "amor e (quase) uma cabana", alguns com sol aberto, outros nublados (para as fotos não ajudam mas acreditem que nos dão imenso jeito, se tomarmos as devidas precauções: toneladas de protector solar e muita hidratação). Fomos em Abril e apanhámos muitas algas e alforrecas (medusas), dizem os locais que é o mês em que o mar está a limpar. Nada que atrapalhe uns fantásticos dias de diversão e relaxamento!


A ilha oferece praias deliciosas, com mar calmo, sem ondas, água cristalina e morna, areia de coral, vento (em algumas alturas do ano) o que a torna um paraíso para os amantes do Windsurf e Kitesurf. Jet Ski, mergulho e snorkel (no mar aberto) são também "obrigatórios".

A 25 de abril de 1815, o navio San Pedro de Alcântara, que tinha transportado o marechal de campo espanhol Don Pablo Morillo, para terminar com a insurreição na Venezuela, afundou nestas águas onde ainda jaz. Além de ser uma ilha cheia de história, Coche é um lugar com paisagens virgens.










Para chegar a este paraíso terão sempre que voar até Margarita e daí apanhar um catamaran e fazer uma visita de um dia ou, como nós fizemos, apanhar o barco (na Playa El Yaque) que vos deixa num romântico cais de madeira, a única porta de acesso à ilha.


A Isla de Coche, juntamente com a Isla Margarita e a Isla Cubagua compõe o Estado Nueva Esparta, na Venezuela. Coche faz parte das Pequenas Antilhas. 


A moeda é o Bolívar e garanto que, se ganham em Euros fazem umas férias fantásticas, a excelente preço. Ao câmbio actual, um Euro equivale a 500 Bolívares!

P.S. - Optámos por nos hospedar no Hotel Punta Blanca, com regime de tudo incluído, dadas as particularidades da ilha. Recomendamos!

A mãe foi e não voltou a mesma

16.6.15
Somos viajantes em grupo, regra geral aventuramo-nos a quatro, as únicas exceções são quando viajamos em trabalho. Há quatro anos, senti a necessidade de viajar comigo, de ser a minha grande companheira naquela que se revelaria uma transformação ímpar, ia em missão e não sabia. É que esta mãe, é muito curiosa e passa a vida em busca de algo que, talvez por não saber exatamente o que é, a torna naturalmente insatisfeita. Há remédio? Há sempre, basta uma escolha!  Fazer as malas e ir. E eu fui!


Destino eleito, dentro do avião, a caminho da Holanda (país que tanto gostamos) uma sensação desconhecida mas muito boa, era já mais que muita. Aterrei em Amesterdão, enfiei-me num comboio rumo a uma terriola, daí de autocarro para Limmen. Tinha concluído há pouco o Master Practiotiner em Programação Neurolinguística - PNL - com o mestre dos mestres, o Trainer José Figueira (http://pnl-portugal.com/), o curso é certificado pelo NTI/NLP. A imensidão de recursos fantásticos, na aplicação da PNL na área da educação fascina-me e foi para a grande escola que fui (http://www.ntinlp.nl/), com uma doce, sábia mestra e coach, Andrea. Fui fazer o "Meeting Children". Senti-me uma espécie de Harry Potter a caminho de Howard School.


No percurso, por entre campos floridos, o silêncio era comunicação. Eu, comigo, em busca do desconhecido, de viver a vida de outra forma, de crescer e regressar melhor mãe, uma mulher mais perfeita. O local não me era estranho, já lá tinha estado com o Ernesto e com a Constança quando terminara o Practitioner, mas agora era diferente, era só eu (e a minha criança interior)!

E cheguei!


A única portuguesa! Os alunos eram holandeses e havia uma aluna belga. A professora era alemã e nem vos conto como eram as aulas. De repente, o inglês passava a holandês (que todos, menos eu dominavam) e sabem uma coisa? Ao fim de um dia, acreditem que eu já entendia metade do que diziam em holandês! Como? Porque a comunicação se faz em muitas direcções e de muitas formas e os nossos sentidos têm a capacidade encantadora de a assimilar para além das palavras.




E tive, só para mim, uma escola básica (pedagogia Montessori/ PNL), uma imensidão de campo, com vacas, cavalos, rãs e pássaros (as primeiras adormeciam-me e os segundos acordavam-me), flores, bicicletas... É que decidi ficar alojada na escola! Sim, a escola tem um piso superior com quartos, cozinha e sala de estar, onde ficam os estudantes estrangeiros e eu não podia deixar passar esta oportunidade. 







Hum, o som e aroma florido e fresco de viver no campo não têm preço e ficam registados para a eternidade no nosso ADN.





Mergulhada em todo este verde, entre risos e brincadeiras das crianças da escola, de manhã cedo, as palavras e exercícios com a Andrea (que incluíam constelações familiares) ao longo do dia, e o silêncio comigo até à noite entendi e aprendi tantas lições...


A capacidade (da criança que há em nós) de amar e perdoar incondicionalmente, o estar aqui e agora, focada no presente, o perceber que a frustração que podia sentir em relação a não estar a conseguir ajudar mais a Constança (que está diagnosticada com um atraso global do desenvolvimento) era apenas uma questão de eu aprender a relacionar-me com esse sentimento e não há problema algum, o dar ouvidos e libertar todos os sentimentos em vez de lhes desviar a atenção para os distrair, aprender a dizer "quero", "não quero" na hora certa e "sim" a mim mesma, ouvir e observar com mais atenção, redefinição dos valores, temperança com humor, exercício da paciência e presença e sobretudo nada de julgamentos ou expectativas. As coisas são como são e podemos sempre fazer mais e melhor... 


Quando mostramos o nosso coração aos nossos filhos, eles mostram-nos o deles também, dá-se a conexão. É um dos primeiros passos para a harmonia em família. O amor é sempre a reposta!

Num dos imensos caminhos do mundo, numa caminhada à tarde depois do curso, descobri uma igreja mariana, consagrada à Imaculada Conceição, num parque também ele fascinante.




Foi aqui que agradeci o que aprendi, toda a transformação que estava a sentir e pedi a Nsa. Senhora coragem e sabedoria para nunca perder o foco. A verdade é que nunca mais fui a mesma, nem a nossa família...


No regresso a Portugal, ainda em Amesterdão, no aeroporto recebo mais uma prenda fenomenal, a actuação, ao vivo das Vonder&Bloom (dois anjos que viajam mundo fora a espalhar encanto)! Estava feito o último clic para a parentalidade consciente!




Cuidado, esta mãe regressou da Holanda uma feiticeira certificada! Que a magia aconteça!!!

P.S. - OBRIGADA querida filha Constança!!!


One happy island

15.6.15
"One Happy Island” - "Uma Ilha Feliz" é o lema deste paraíso! Bem-vindos a Aruba, uma das três ilhas das Antilhas Holandesas - também conhecidas por Ilhas ABC - Aruba, Bonaire, Curaçao. 


O que esperar

Águas transparentes, com temperatura média (da água) de 28 graus, de um azul turquesa deslumbrante, um mar sem fim, calmo (nas praias protegidas pelos recifes de coral), onde caminhamos metros e metros sem molharmos mais do que os joelhos, areia branca coralina, noites de puros ritmos caribenhos... Nem preciso de dizer que é o paraíso para as famílias, sobretudo com crianças, pois claro!






Os meses mais quentes - acima dos 30 graus - vão de Maio a Outubro, e os mais "frescos" - 28 graus - de Dezembro a Março. Outra boa notícia é que estas ilhas, à semelhança da vizinha Venezuela, estão fora da rota dos furacões, o que as torna perfeitas para serem visitadas todo o ano!

Como em qualquer outro destino das Caraíbas, a regra é: toneladas de protector solar (com o mais elevado índice de protecção que encontrarem), ingestão de muitos líquidos, a aposta vai para a água e sumos naturais. A menos que queiram torrar ou apanhar uma insolação, as melhores horas de praia são de manhã, entre as 7:00 e as 90:30 e depois das 17:00.



Quanto à estadia, quando o objectivo é mesmo descansar na praia, circular a maior parte das vezes a pé e de bicicleta, ter estacionamento para o carro, optamos pelo resort, tudo incluído, mesmo em cima da areia. Opções não faltam, nós elegemos o Divi Aruba All Inclusive.









A ilha é pequena, tem 30 km de comprimento e visita-se facilmente de carro. Aconselhamos que o façam em veículo TT para terem acesso a várias praias que de outra forma não será possível. A viagem é super divertida! Alugamos um Jeep, numa rent-a-car local (com aspecto duvidoso mas a única com carros disponíveis para alugar). Sai-nos na rifa uma viatura ferrugenta, só com três cintos de segurança a funcionar  e a aventura fez-se ao som de uns ruídos estranhos e não identificados que ecoam algures das entranhas deste meio de transporte... Ingredientes perfeitos para altas piratarias!




Nesta ilha, as tartarugas são espécie protegida. Entre Março e Setembro nidificam e os nascimentos ocorrem entre Maio e Novembro. A TurtugAruba, uma organização ambiental encarrega-se de demarcar os locais de nidificação, vigiar, proteger os ninhos e esclarecer locais e visitantes. 



As principais praias de Aruba são Palm Beach, Eagle Beach e Baby Beach.


Em qualquer uma, o pôr-do-sol é inesquecível. Houve dias em que mergulhamos, outros passeamos só pela praia, outros ainda estivemos simplesmente juntos, em silêncio, na mais profunda e merecida contemplação. 



E claro, não podíamos deixar de fotografar a típica árvore local: a Divi Divi Tree Aruba. Ah, e a mãe de fazer umas selfies, pois então.




Aruba tem praias para todos os gostos e idades, algumas estiveram já no top 10 das mais bonitas do mundo.

Destina-se aos amantes do mergulho (se bem que Bonaire, mesmo ao lado, é o paraíso nesta matéria), para os que só procuram um bronze caribenho, para os praticantes de yoga, desportos náuticos, ou para os que como nós, querem desfrutar de fantásticos momentos, em família e mergulhar sem terem que se preocupar com as horas, refeições e todas as condicionantes do quotidiano. A ilha faz jus ao slogan.

Nesta ilha exótica os ponteiros não avançam, o tempo é medido pela ligeira ondulação do mar e as badaladas saem dos bicos das aves. Oh Aruba!!!

P.S. - Não estranhem a fraca qualidade de algumas fotografias, foram tiradas com telemóveis de gerações passadas. Estamos desejosos de regressar, agora já com a Madalena! Promete!!