Matheson Hammock Park

12.7.15
Gostamos de abrandar o ritmo frenético do quotidiano, gostamos de seguir a cadência que cada dia nos propõe. Como viajantes que somos, não traçamos planos rígidos e assim, deixamo-nos surpreender por lugares encantados como este: Matheson Hammock Park, uma jóia escondida dos turistas, em Coral Gables. O caminho até lá é absolutamente maravilhoso!



A 40 minutos de Miami Beach, aqui respira-se tranquilidade e paz. O local ideal para viver "o aqui e o agora", sobretudo num final de tarde, durante a semana (para evitar as enchentes dos locais que frequentam o local, nos fins-de-semana).





Um parque verde, com várias mesas de piquenique, uma praia familiar (desenhada numa enseada com pouca profundidade) que forma uma piscina natural, onde a água se renova a cada subida de maré, recheada de coqueiros, com sombras soberbas e uma acolhedora marina.









O único restaurante existente no local está fechado, por isso, convém ir preparado e levar lanche, até porque, o único vendedor de hambúrgueres e cachorros quentes, do local, só trabalha entre as 12h e as 15h. Os carros pagam $7 por dia para entrarem no parque. A sério, é imperdível!





Endereço:
9610 Old Cutler Road - Coral Gables - Miami - Flórida





Isla de Coche

30.6.15
E foi assim que desembarcámos nesta ilha, árida, "perdida" nas Caraíbas: Isla de Coche! 



Situada a vinte minutos (de barco) da Isla Margarita, a ilha conta com quatro pequenas povoações, humildes mas com locais muito amáveis (à semelhança da maioria dos paraísos por estas bandas). A capital é San Pedro de Coche.




Contratámos um guia local - não que a ilha seja grande, tem 11 km de comprimento, mas não existem carros para alugar - e fomos à aventura numa viatura que pegava com ligação directa (sem chave), enferrujada, barulhenta, mas arejada. O ar da Constança diz tudo, certo?! No Velho Continente, dificilmente poderíamos proporcionar-lhe semelhante experiência.




A par da hotelaria (ainda que sejam apenas dois hotéis), a principal actividade económica é a pesca. Em Coche existe uma antiga salina gigante, que chega a formar grutas de sal e ainda, um cemitério de conchas, este ultimo fruto dos resíduos de uma fábrica de conservas agora desactivada. Em 1541, a ilha foi atingida pelo mesmo maremoto que destruiu Cubagua.





Vivemos dias de "amor e (quase) uma cabana", alguns com sol aberto, outros nublados (para as fotos não ajudam mas acreditem que nos dão imenso jeito, se tomarmos as devidas precauções: toneladas de protector solar e muita hidratação). Fomos em Abril e apanhámos muitas algas e alforrecas (medusas), dizem os locais que é o mês em que o mar está a limpar. Nada que atrapalhe uns fantásticos dias de diversão e relaxamento!


A ilha oferece praias deliciosas, com mar calmo, sem ondas, água cristalina e morna, areia de coral, vento (em algumas alturas do ano) o que a torna um paraíso para os amantes do Windsurf e Kitesurf. Jet Ski, mergulho e snorkel (no mar aberto) são também "obrigatórios".

A 25 de abril de 1815, o navio San Pedro de Alcântara, que tinha transportado o marechal de campo espanhol Don Pablo Morillo, para terminar com a insurreição na Venezuela, afundou nestas águas onde ainda jaz. Além de ser uma ilha cheia de história, Coche é um lugar com paisagens virgens.










Para chegar a este paraíso terão sempre que voar até Margarita e daí apanhar um catamaran e fazer uma visita de um dia ou, como nós fizemos, apanhar o barco (na Playa El Yaque) que vos deixa num romântico cais de madeira, a única porta de acesso à ilha.


A Isla de Coche, juntamente com a Isla Margarita e a Isla Cubagua compõe o Estado Nueva Esparta, na Venezuela. Coche faz parte das Pequenas Antilhas. 


A moeda é o Bolívar e garanto que, se ganham em Euros fazem umas férias fantásticas, a excelente preço. Ao câmbio actual, um Euro equivale a 500 Bolívares!

P.S. - Optámos por nos hospedar no Hotel Punta Blanca, com regime de tudo incluído, dadas as particularidades da ilha. Recomendamos!

A mãe foi e não voltou a mesma

16.6.15
Somos viajantes em grupo, regra geral aventuramo-nos a quatro, as únicas exceções são quando viajamos em trabalho. Há quatro anos, senti a necessidade de viajar comigo, de ser a minha grande companheira naquela que se revelaria uma transformação ímpar, ia em missão e não sabia. É que esta mãe, é muito curiosa e passa a vida em busca de algo que, talvez por não saber exatamente o que é, a torna naturalmente insatisfeita. Há remédio? Há sempre, basta uma escolha!  Fazer as malas e ir. E eu fui!


Destino eleito, dentro do avião, a caminho da Holanda (país que tanto gostamos) uma sensação desconhecida mas muito boa, era já mais que muita. Aterrei em Amesterdão, enfiei-me num comboio rumo a uma terriola, daí de autocarro para Limmen. Tinha concluído há pouco o Master Practiotiner em Programação Neurolinguística - PNL - com o mestre dos mestres, o Trainer José Figueira (http://pnl-portugal.com/), o curso é certificado pelo NTI/NLP. A imensidão de recursos fantásticos, na aplicação da PNL na área da educação fascina-me e foi para a grande escola que fui (http://www.ntinlp.nl/), com uma doce, sábia mestra e coach, Andrea. Fui fazer o "Meeting Children". Senti-me uma espécie de Harry Potter a caminho de Howard School.


No percurso, por entre campos floridos, o silêncio era comunicação. Eu, comigo, em busca do desconhecido, de viver a vida de outra forma, de crescer e regressar melhor mãe, uma mulher mais perfeita. O local não me era estranho, já lá tinha estado com o Ernesto e com a Constança quando terminara o Practitioner, mas agora era diferente, era só eu (e a minha criança interior)!

E cheguei!


A única portuguesa! Os alunos eram holandeses e havia uma aluna belga. A professora era alemã e nem vos conto como eram as aulas. De repente, o inglês passava a holandês (que todos, menos eu dominavam) e sabem uma coisa? Ao fim de um dia, acreditem que eu já entendia metade do que diziam em holandês! Como? Porque a comunicação se faz em muitas direcções e de muitas formas e os nossos sentidos têm a capacidade encantadora de a assimilar para além das palavras.




E tive, só para mim, uma escola básica (pedagogia Montessori/ PNL), uma imensidão de campo, com vacas, cavalos, rãs e pássaros (as primeiras adormeciam-me e os segundos acordavam-me), flores, bicicletas... É que decidi ficar alojada na escola! Sim, a escola tem um piso superior com quartos, cozinha e sala de estar, onde ficam os estudantes estrangeiros e eu não podia deixar passar esta oportunidade. 







Hum, o som e aroma florido e fresco de viver no campo não têm preço e ficam registados para a eternidade no nosso ADN.





Mergulhada em todo este verde, entre risos e brincadeiras das crianças da escola, de manhã cedo, as palavras e exercícios com a Andrea (que incluíam constelações familiares) ao longo do dia, e o silêncio comigo até à noite entendi e aprendi tantas lições...


A capacidade (da criança que há em nós) de amar e perdoar incondicionalmente, o estar aqui e agora, focada no presente, o perceber que a frustração que podia sentir em relação a não estar a conseguir ajudar mais a Constança (que está diagnosticada com um atraso global do desenvolvimento) era apenas uma questão de eu aprender a relacionar-me com esse sentimento e não há problema algum, o dar ouvidos e libertar todos os sentimentos em vez de lhes desviar a atenção para os distrair, aprender a dizer "quero", "não quero" na hora certa e "sim" a mim mesma, ouvir e observar com mais atenção, redefinição dos valores, temperança com humor, exercício da paciência e presença e sobretudo nada de julgamentos ou expectativas. As coisas são como são e podemos sempre fazer mais e melhor... 


Quando mostramos o nosso coração aos nossos filhos, eles mostram-nos o deles também, dá-se a conexão. É um dos primeiros passos para a harmonia em família. O amor é sempre a reposta!

Num dos imensos caminhos do mundo, numa caminhada à tarde depois do curso, descobri uma igreja mariana, consagrada à Imaculada Conceição, num parque também ele fascinante.




Foi aqui que agradeci o que aprendi, toda a transformação que estava a sentir e pedi a Nsa. Senhora coragem e sabedoria para nunca perder o foco. A verdade é que nunca mais fui a mesma, nem a nossa família...


No regresso a Portugal, ainda em Amesterdão, no aeroporto recebo mais uma prenda fenomenal, a actuação, ao vivo das Vonder&Bloom (dois anjos que viajam mundo fora a espalhar encanto)! Estava feito o último clic para a parentalidade consciente!




Cuidado, esta mãe regressou da Holanda uma feiticeira certificada! Que a magia aconteça!!!

P.S. - OBRIGADA querida filha Constança!!!