Oceanário de Lisboa

20.8.15
É o melhor do mundo, é português e fica na capital portuguesa: Oceanário de Lisboa


A garantia veio com a atribuição do Traveler’s Choice do TripAdvisor. Das 10.835 avaliações disponibilizadas, 7.153 têm a classificação “Excelente”. Em comunicado, o administrador do Oceanário revela que “sentimos que a nossa missão de promover a literacia azul e de sensibilizar para a conservação dos ecossistemas marinhos, atravessa todos os oceanos e é reconhecida mundialmente”. 


Nós não podíamos concordar mais, com esta distinção! Porque somos descendentes de descobridores e o mar nos corre nas veias, somos apaixonados pelo Oceano. Em todas as viagens, sempre que existem ocenários e aquários no destino, acabamos por visitá-los e até hoje, não vimos nada semelhante ao português. Por exemplo, o tão afamado Dubai Aquarium & Underwater Zoo é interessante, o túnel que atravessa o tanque é uma experiência bem agradável e só! Os Marine Habitat at Atlantis, tanto no Dubai quanto nas Bahamas, além de demasiado semelhantes, estão bem conseguidos, sobretudo pela exposição cénica dentro dos tanques que recria o ambiente da Atlântida perdida, mas continuam atrás do Oceanário de Lisboa. Nos Estados Unidos também ainda não encontrámos nenhum que superasse o de Lisboa… 


Inaugurado há 17 anos, na última exposição mundial do séc. XX, cujo tema foi "Os oceanos, um património para o futuro", o Oceanário imortalizou o vínculo de Lisboa com os mares, é o segundo maior do mundo e o maior da Europa.


Aqui, a estrela principal é o tanque central, com 5.000.000 litros de água salgada, a representar o Oceano e onde coexistem múltiplas espécies com destaque para os tubarões, barracudas, raias, o famoso peixe-lua (o maior peixe ósseo do mundo) e pequenos e coloridos peixes tropicais. Destacam-se ainda mais quatro aquários que retratam, pela sua riqueza natural em termos de fauna e flora, os habitats marinhos do Atlântico Norte, Antártica, Pacífico (costas rochosas) e do Índico (recife de coral). 




As lontras e os pinguins são também muito queridos e dão as boas-vindas a todos os visitantes.




Separados do aquário central por colossais painéis de acrílico habilmente dispostos, cria-se a ilusão de estar perante um único aquário. Existem ainda zonas destinadas a outras espécies como anfíbios, micro organismos e também zonas de sensibilização ambiental, exposições, teatros, concertos para bebés...






A reacção das crianças é deliciosa! Um misto de emoções, deliram e também se assustam com a aproximação (inofensiva) de habitantes marinhos de maior porte. Nós já fomos oito vezes e vamos continuar a visitar!


Dicas:

O ideal é chegar cedo ao Oceanário (um pouco antes das 10h - hora de abertura) para evitar as longas filas que se geram para a compra de entradas e visita.

Disponibilizem, à vontade, no mínimo três horas para visitarem este admirável espaço. 

Sentem-se no chão, com as crianças a observarem o tanque central e deixem-se invadir por uma paz maravilhosa!

Curiosidade:

O Edifício dos Oceanos foi projetado por uma equipa da Cambridge Seven Associates, liderada pelo arquiteto americano Peter Chermayeff.


Link do Oceanário: http://www.oceanario.pt

Top 25 dos melhores aquários do mundo:

1. Oceanário de Lisboa, Lisboa (Portugal)

2. Georgia Aquarium, Atlanta (EUA)

3. Monterey Bay Aquarium, Monterey (EUA)

4. Oceanografic, Valência (Espanha)

5. Ripley’s Aquarium of the Smokies Exterior, Gatlingurb (EUA)

6. Ripley’s Aquarium of Canada, Toronto (Canadá)

7. Aquaworld Aquarium & Reptile Rescue Centre, Hersonissos (Grécia)

8. Tennessee Aquarium, Chattanooga (EUA)

9. Okinawa Churaumi Aquarium, Motobu-cho (Japão)

10. Vancouver Aquarium, Vancouver (Canadá)

11. Mundomar, Benidorm (Espanha)

12. S.E.A. Aquarium, Sentosa Island (Singapura)

13. Genoa Aquarium, Genoa (Itália)

14. Parque Explora, Medellin (EUA)

15. Mote Marine Laboratory and Aquarium, Sarasota (EUA)

16. Two Oceans Aquarium, Cidade do Cabo (África do Sul)

17. Aquário Vasco da Gama, Algés (Portugal)

18. Shedd Aquarium, Chicago (EUA)

19. National Aquarium, Baltimore (EUA)

20. Dallas World Aquarium, Dallas (EUA)

21. Aquarium La Rochelle, La Rochelle (França)

22. Voronezh Oceanarium, Voronezh (Rússia)

23. Cretaquarium Thalassocosmos, Heraklion (Grécia)

24. Dubai Aquarium & Underwater Zoo, Dubai (Emirados Árabes Unidos)

25. Marine Habitat at Atlantis, Ilha do Paraíso (Bahamas) 

CERN

17.8.15
A primeira vez que ouvi falar do CERN era miúda. O avô Jaime dizia que era “espécie de laboratório de prémios Nobel da física”. Fascinada pelo assunto, registei na minha memória, na gaveta da ‘wish list’, activado sempre que a humanidade avança, fruto de mais uma descoberta nascida por lá. Mas há mais, neste fascínio. Para esta mãe (crente), é aqui que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, com a sua humildade se propõe a mostrar ao mundo, o que está por trás das obras do Criador. Não é por acaso que a “Bóson de Higgs”* é conhecida como sendo a “partícula de Deus”...


O CERN - Laboratório Europeu de Física de Partículas - é o maior do mundo, nesta área. Foi criado em 1952, com o apoio de 12 países europeus. Nessa altura, nos Estados Unidos e graças à bomba atómica, a ciência progredia velozmente com o empenho de muitos cientistas europeus que tinham cruzado o Atlântico para se refugiarem da Segunda Guerra Mundial, enquanto a Europa recuperava lentamente.

A única forma da ciência europeia competir com os avanços norte-americanos era estabelecer uma parceria entre cientistas de ambos os continentes e criar este laboratório e assim foi. 


Hoje, a instituição conta com a colaboração, ‘in loco’, de mais de três mil pessoas e de 10 mil, em todo o mundo. Aqui, trabalham não só físicos como engenheiros de várias especialidades (químicos, mecânicos, de materiais...), informáticos e tantos outros. É financiada por 20 Estados Membros.


Próximo de Genebra, o laboratório atravessa as fronteiras de dois países – a Suíça e a França. Conversamos com um engenheiro que nos disse, em tom de brincadeira: “sou um privilegiado, trabalho na Suíça, almoço em França e sem ter que sair do local de trabalho”. Sortudo! 

A visita

Para visitar o CERN basta fazer uma reserva, pelo menos com três dias de antecedência mas é recomendável com mais tempo, para garantir que consegue a visita no dia, horário e idioma que deseja. Pode fazê-lo através da página: http://outreach.web.cern.ch/outreach/visites/

Os guias são todos investigadores no centro, a maioria muito jovens, disponíveis e bem-dispostos. 

Globo da Ciência e Inovação do CERN 


Está em remodelação e não podemos visitar (pretexto maravilhoso para uma próxima visita). Este é o símbolo do CERN, com o auditório e a sua exposição permanente: “O Universo de Partículas”, onde é possível desvendar os segredos dos diferentes elementos que desfilam neste mundo misterioso. (Foto cedida pelo CERN)

Microcosmos



Um pequeno museu onde nos é dado a conhecer os conceitos básicos de como funciona cada área do CERN e onde estão expostos instrumentos utilizados em antigas experiências. As crianças ficam profundamente curiosas e gostam bastante, porque o espaço é interactivo e surgem cientistas, em ecrãs, divertidíssimos, a esclarecer dúvidas, a contar como passam o dia e como é trabalhar neste mundo de experiências. 


Atlas Visitor Center


Aqui assiste, na sala de controlo, em directo ao funcionamento dos seis aceleradores (desde que estejam em funcionamento). O guia explica todos os processos. (Foto cedida pelo CERN).

O LHC (Large Hadron Collider), tem 27 quilómetros de comprimento e está montado em forma de anel. Juntamente com ele estão instalados os aceleradores, ALICE, CMS, ATLAS e LHCb,assim como outros secundários, usados para experiências especificas.


ALICEGrande Colisor de Íons
ATLASAparato Toroidal do LHC
CMSSolenoide Compacto de Múons
LHCb'LHC-beauty
LHCfLHC-front
TOTEMSessão transversal do total, disseminação
elástica e dissociação por difração
p y PbAcelerador linear
de prótons
PSSíncrotron de prótons
SPSSuper-Síncrotron de prótons

SM18

A parte mais aguarda da visita ao CERN. Neste hangar testaram-se todos os imanes posteriormente instalados no túnel, a 100 metros de profundidade e responsáveis por fazer girar as partículas para que possam formar uma trajetória circular. É também aqui que se observa o comportamento dos mesmos imanes em temperaturas incrivelmente extremas (273 graus celsius negativos), em alta intensidade e no vazio.


Há ainda muitos outros espaços para conhecer, mas (ainda) não é o tipo de visita interessante para as manas. Voltaremos noutra oportunidade. Como dizia o cientista preferido da mana ‘maiusca’ - Albert Einstein: “Não gosto de pensar no futuro, chega muito depressa!” Até lá, as manas e nós exploramos a ciência, cada qual ao seu ritmo, encantamento e curiosidade.




Curiosidades:

O trabalho do CERN passou a ter notoriedade mediática quando as pesquisas acerca da aceleração de partículas, ali realizadas desde há mais de 50 anos, permitiram a comprovação prática da teoria da existência dos “Bósons de Higgs”*, o que fundamentou a atribuição do Nobel de Física ao cientista inglês Peter Higgs e ao belga François Englert. Mas o CERN estava já ligado a este prémio anteriormente, através de trabalhos ali realizados em 1959 e 1984. Entretanto, outros três investigadores do CERN foram apontados para o Nobel em 1952, 1976 e 1988.

As ruas do centro têm todas nomes de cientistas de relevo mundial e são uma excelente ocasião para testar os nossos conhecimentos científicos: Albert Einstein, Richard Feynman, Marie Cury - uma mulher que sempre me fascinou pelo seu contributo para a humanidade e pela sua infindável inteligência e astucia! A primeira cientista a receber dois Prémios Nobel da Física (vitima da sua exposição às radiações excessivas) e mãe de uma investigadora, também galardoada com um Nobel, esta da Química.


Estas visitas, descontraídas são, quanto a nós, umas das formas mais maravilhosas de introduzir os nossos filhos no admirável mundo da ciência. De lhes mostrar que o que parece ser, nem sempre é e que crescemos quando indagamos e procuramos novas respostas. Até porque, "o pensamento lógico pode levar-nos de A a B, mas a imaginação leva-nos a qualquer parte do Universo" - Albert Einstein.



* “Bóson de Higgs” - a partícula que torna possível a existência de tudo e de todos. Ela funciona como uma espécie de cola para formar a matéria e é conhecida também como a “partícula de Deus”. A comprovação da teoria demorou 48 anos. 
Não podiamos concluir este post sem partilharmos um mandamento, tão verdadeiro, da Nobel Marie Curie - "Nada na vida deve ser temido, somente compreendido. Agora é hora de compreender mais para temer menos"


Suiça I: Dicas, curiosidades e o nosso roteiro

16.8.15
A Suíça, situada na Europa Central, é um país pequeno, onde tudo é próximo, é civilizado, recheado de encantos e recantos mil. Não é por acaso que é considerado um dos mais bonitos da Europa. Pela proximidade geográfica com França, Itália, Alemanha, Liechtenstein e Áustria, é "impossível" visitar a Suíça sem dar um salto a algum dos países envolventes. E vale mesmo a pena! Há alturas em que já não sabemos em que país estamos, temos um pé na Suíça e outro em França, por exemplo. Explicar isto às crianças não é tão linear, mas é trabalho de casa, antes de embarcarem para o destino e é um bom desafio. 

Partilhamos agora este nosso roteiro, de oito dias, sem grandes pormenores acerca de cada paragem, já que é assunto para posts individuais. 

Optamos por fazer LisboaGenebra - era um sonho de miúda, desta mãe, visitar o CERN!


A primeira dúvida surgiu na eleição do meio de transporte a utilizar: Carro ou comboio


A Suíça tem excelentes redes ferroviárias e viárias (não encontramos uma única portagem). Os comboios são maravilhosos (a compra do Swiss Pass é uma excelente opção uma vez que oferece viagens e descontos também em autocarros, trams, barcos, museus...), desde os mais tradicionais aos mais modernos e envidraçados. Além disso, são pontuais "como um relógio suíço", pois claro e atravessam montanhas e vales, ladeados de lagos cristalinos e aldeias irresistíveis. 


Com as manas e as malas, pareceu-nos mais tranquilo alugarmos o carro e dessa forma não estarmos sujeitos à rigidez dos horários. Alugamos a viatura na Avis (para termos desconto e acumularmos milhas como passageiros frequentes do Victoria Miles).


Uma dica importante: O Aeroporto Internacional Cointrin tem uma parte na Suíça e outra em França (nós não dissemos que estamos com um pé em cada país?!) e o aluguer do lado francês é francamente mais económico, compensa!


Para conhecermos Genebra ficamos alojados em Ferney - Voltaire. Próximo do aeroporto de Genebra, a terra que acolheu o filósofo e escritor Voltaire e onde este viveu os últimos anos da sua vida, revela-se uma povoação simpática, pequena e muitíssimo mais em conta do que a vizinha e cosmopolita Genebra. Aliás, muitos suíços vão a Ferney - Voltaire abastecer os carros e as dispensas. Daí ao CERN são 10 minutos e 20 até Genebra. 


Depois de percorrermos estes dois pontos, rumamos a Annecy. Como referimos num post anterior, vale a pena ficar, pelo menos dois dias. 


A somar aos lugares de contos de fadas, seguimos para Yvoire mas não pernoitamos, fomos directo para a região vinícola suíça - Lavaux.
Um destino para se instalar, no mínimo mais duas noites e assim percorrer as vinhas, apreciar a gastronomia, conhecer (nas proximidades, em Broc) a fábrica de chocolates Cailler e relaxar no lago. Daqui a Lausanne são 15 minutos e é visita "obrigatória". Rumo a Gruyères visitamos Montreux - a Riviera Suíça. 


E eis que, a caminho de Berna (a capital) surgem as mais encantadoras montanhas - Interlaken. Daqui a Jungrau são 30 minutos de sucessivas paisagens de tirar o fôlego. Em Jungfrau subimos ao topo do topo - Piz Gloria - Schilthorn (cenário do filme "007 - Ao serviço de Sua Majestade").


E depois Berna, oh cidade de encantos tamanhos! Não foi à toa que Einstein aqui viveu os anos mais felizes da sua vida.


Outras dicas e curiosidades:

Moeda: A moeda é o franco suíço ainda assim, a maioria dos estabelecimentos e hotéis apresentam os valores a pagar tanto em francos suíços quanto em euros, mas atenção porque vão ver o mesmo valor nas duas moedas. Faça o câmbio e veja qual mais lhe convém.

Língua oficial: Alemão, francês, italiano e romanche.
Cada cantão tem a sua alma. A Suíça francesa gosta de bons vinhos e queijos, a italiana de gelatarias, igrejas maravilhosas e a alemã de organização de topo.

Mobility Card: Oferecido na maior parte dos hotéis, permite-lhe deslocar-se em muitas cidades, de forma gratuita. 

Aluguer de automóvel no Aeroporto Internacional Cointrin: Na parte suíça: Alamo, Avis, Budget, Europcar, Hertz, Holiday Auto e National. Na parte francesa: Avis, Europcar, Hertz e National.

Refeições: Os suíços jantam cedo! Às 20h já é tarefa hercúlea encontrar algum restaurante operacional. 
Sopa? Não é um hábito suíço, se viaja com crianças tenha isso em consideração.

Água: Em todas as cidades existem fontes de água fresca pura, por isso, aproveite a sua garrafa de água e encha-se sempre que precisar.

Parques: Existem parques e jardins em cada esquina e totalmente apetrechados para as brincadeiras, em família. Há imensos e fantásticos jardins sensoriais que fazem as delicias de qualquer criança e todos preparados para quem tem mobilidade reduzida.

Chocolates: A Suíça é o paraíso do chocolate, já se sabe, mas pode comprar em supermercados (a preços bem mais acessíveis) praticamente os mesmos que compra nas lojas das marcas.
No Coop, encontra a maior variedade de marcas com destaque para: Nestlé, Lindt, Cailler, Camille Bloch, Villars, Toblerone, Minor, Suchards. Também no Denner (grupo Migros) encontra excelentes marcas, incluindo as próprias e muitas promoções.

Cultura: O cruzamento de diferentes tradições e culturas, tornou a Suíça cosmopolita, caracterizada por uma criatividade cultural de grande diversidade. Museus, arquitectura, arte, design, moda, cinema, literatura, teatro, música… Um verdadeiro paraíso acessível a todos!

Descalce-se: Se entrar numa casa suíça, mesmo sendo convidado, tire os sapatos. Os suíços têm esse hábito (nós por acaso também e não nos surpreendeu). Na entrada encontrarão um pequeno armário onde colocarão os sapatos.

Despesas: É um país caro! Ainda assim, não será motivo para não fazer as malas e partir à descoberta. Já diz o ditado "quem não tem cão caça com gato", se não pode comer num restaurante pode sempre comprar uma excelente e completa refeição, por exemplo, no Migros e comer, confortavelmente dentro do estabelecimento (no espaço buffet) ou pode optar por levar e sentar-se numa praça, a sentir o movimento de uma cidade. O Migros oferece mais de 80 possibilidades de refeições, sobremesas e petiscos a preços pouco mais elevados que os praticados em Portugal.

"Tugas": Não domina nenhum dos idiomas que se ouvem na Suíça? Não é problema! Este é um país de emigração tradicional portuguesa. Onde há um português, há sempre dois ou tês!! Encontramos portugueses em todos os estabelecimentos e hotéis por onde passamos. São todos prestáveis e ávidos por falar a língua de Camões. Pode ter a certeza de que, com muito carinho partilharão as melhores dicas e como lidar com algum imprevisto. 



Annecy

13.8.15
Rousseau apaixonou-se por ela, Paul Cézanne não ficou atrás e inspirado pela luz que banha o local e que se reflecte na água que varia entre o azul turquesa e o verde esmeralda, imortalizou o lago com o seu óleo em tela: "Le Lac bleu". Bem-vindos a Annecy!




No coração das montanhas da Sabóia, esta arrebatadora cidade (que data de 1219) é considerada a “Veneza dos Alpes” (o que nos parece mais do que justo), encerra tesouros em cada esquina, percorre-se a pé e dispensa mapa. 









Annecy foi refúgio de sacerdotes católicos expulsos de Genebra pelos calvinistas e terra dominada por nobres da dinastia Savoia. Francisco de Sales (patrono dos Salesianos) também aqui lutou e viveu. 





Aos pés do Alpes, a “Velha Annecy” é recortada por pequenos canais, ruas estreitas, gentes acolhedoras e pontes com códigos secretos. Aqui, respira-se cultura e tradição e há lojas, lojinhas e feiras de rua para todos os gostos. Doces e outras iguarias gastronómicas são tentações tão sedutoras quanto a cidade, em si. No alto, um castelo de conto de fadas.












Pela proximidade com Itália, existem também numerosos restaurantes, gelatarias e padarias com cunho italiano e de infinita qualidade, além das tradicionais e irresistíveis creparias. Este é um roteiro de distintos restaurantes estrelados do Guia Michelin.


O lago, esse, forma-se na fonte dos grandes glaciares alpinos, desde há 18 mil anos e orgulha-se de ter as águas mais puras da Europa e das mais puras do mundo. O seu fundo tem conchas e as suas margens são sinónimo de vitalidade e arte de viver. Praias, jardins, hortas, parques, ciclovias, o clube náutico, pretextos perfeitos para relaxar à beira lago. E não, a água não é gelada, ela atinge uma temperatura média de 24 graus, no Verão. Nós não dispensamos! 











Apesar da sua proximidade a Genebra (35 minutos), esta não é apenas uma cidade de passagem. Vale a pena reservar, pelo menos dois dias para a desvendar e relaxar. Há bons hotéis de charme no centro ou, se preferir, na zona montanhosa existem chalets´ que fazem o encanto da pequenada (em qualquer das duas opções convém reservar com antecedência). O local convida ao romance e ao convívio, em família. Arrisca?