A Suíça, situada na Europa Central, é um país pequeno, onde tudo é próximo, é civilizado, recheado de encantos e recantos mil. Não é por acaso que é considerado um dos mais bonitos da Europa. Pela proximidade geográfica com França, Itália, Alemanha, Liechtenstein e Áustria, é "impossível" visitar a Suíça sem dar um salto a algum dos países envolventes. E vale mesmo a pena! Há alturas em que já não sabemos em que país estamos, temos um pé na Suíça e outro em França, por exemplo. Explicar isto às crianças não é tão linear, mas é trabalho de casa, antes de embarcarem para o destino e é um bom desafio.
Partilhamos agora este nosso roteiro, de oito dias, sem grandes pormenores acerca de cada paragem, já que é assunto para posts individuais.
Optamos por fazer
Lisboa -
Genebra - era um sonho de miúda, desta mãe, visitar o CERN!
A primeira dúvida surgiu na eleição do meio de transporte a utilizar: Carro ou comboio?
A Suíça tem excelentes redes ferroviárias e viárias (não encontramos uma única portagem). Os comboios são maravilhosos (a compra do Swiss Pass é uma excelente opção uma vez que oferece viagens e descontos também em autocarros, trams, barcos, museus...), desde os mais tradicionais aos mais modernos e envidraçados. Além disso, são pontuais "como um relógio suíço", pois claro e atravessam montanhas e vales, ladeados de lagos cristalinos e aldeias irresistíveis.
Com as manas e as malas, pareceu-nos mais tranquilo alugarmos o carro e dessa forma não estarmos sujeitos à rigidez dos horários. Alugamos a viatura na Avis (para termos desconto e acumularmos milhas como passageiros frequentes do Victoria Miles).
Uma dica importante: O Aeroporto Internacional Cointrin tem uma parte na Suíça e outra em França (nós não dissemos que estamos com um pé em cada país?!) e o aluguer do lado francês é francamente mais económico, compensa!
Para conhecermos Genebra ficamos alojados em Ferney - Voltaire. Próximo do aeroporto de Genebra, a terra que acolheu o filósofo e escritor Voltaire e onde este viveu os últimos anos da sua vida, revela-se uma povoação simpática, pequena e muitíssimo mais em conta do que a vizinha e cosmopolita Genebra. Aliás, muitos suíços vão a Ferney - Voltaire abastecer os carros e as dispensas. Daí ao CERN são 10 minutos e 20 até Genebra.
Depois de percorrermos estes dois pontos, rumamos a
Annecy. Como referimos num
post anterior, vale a pena ficar, pelo menos dois dias.
A somar aos lugares de contos de fadas, seguimos para
Yvoire mas não pernoitamos, fomos directo para a região vinícola suíça -
Lavaux.
Um destino para se instalar, no mínimo mais duas noites e assim percorrer as vinhas, apreciar a gastronomia, conhecer (nas proximidades, em Broc) a fábrica de chocolates
Cailler e relaxar no lago. Daqui a
Lausanne são 15 minutos e é visita "obrigatória". Rumo a
Gruyères visitamos
Montreux - a Riviera Suíça.
E eis que, a caminho de Berna (a capital) surgem as mais encantadoras montanhas - Interlaken. Daqui a Jungrau são 30 minutos de sucessivas paisagens de tirar o fôlego. Em Jungfrau subimos ao topo do topo - Piz Gloria - Schilthorn (cenário do filme "007 - Ao serviço de Sua Majestade").
E depois Berna, oh cidade de encantos tamanhos! Não foi à toa que Einstein aqui viveu os anos mais felizes da sua vida.
Outras dicas e curiosidades:
Moeda: A moeda é o franco suíço ainda assim, a maioria dos estabelecimentos e hotéis apresentam os valores a pagar tanto em francos suíços quanto em euros, mas atenção porque vão ver o mesmo valor nas duas moedas. Faça o câmbio e veja qual mais lhe convém.
Língua oficial: Alemão, francês, italiano e romanche.
Cada cantão tem a sua alma. A Suíça francesa gosta de bons vinhos e queijos, a italiana de gelatarias, igrejas maravilhosas e a alemã de organização de topo.
Mobility Card: Oferecido na maior parte dos hotéis, permite-lhe deslocar-se em muitas cidades, de forma gratuita.
Aluguer de automóvel no Aeroporto Internacional Cointrin: Na parte suíça: Alamo, Avis, Budget, Europcar, Hertz, Holiday Auto e National. Na parte francesa: Avis, Europcar, Hertz e National.
Refeições: Os suíços jantam cedo! Às 20h já é tarefa hercúlea encontrar algum restaurante operacional.
Sopa? Não é um hábito suíço, se viaja com crianças tenha isso em consideração.
Água: Em todas as cidades existem fontes de água fresca pura, por isso, aproveite a sua garrafa de água e encha-se sempre que precisar.
Parques: Existem parques e jardins em cada esquina e totalmente apetrechados para as brincadeiras, em família. Há imensos e fantásticos jardins sensoriais que fazem as delicias de qualquer criança e todos preparados para quem tem mobilidade reduzida.
Chocolates: A Suíça é o paraíso do chocolate, já se sabe, mas pode comprar em supermercados (a preços bem mais acessíveis) praticamente os mesmos que compra nas lojas das marcas.
No Coop, encontra a maior variedade de marcas com destaque para: Nestlé, Lindt, Cailler, Camille Bloch, Villars, Toblerone, Minor, Suchards. Também no Denner (grupo Migros) encontra excelentes marcas, incluindo as próprias e muitas promoções.
Cultura: O cruzamento de diferentes tradições e culturas, tornou a Suíça cosmopolita, caracterizada por uma criatividade cultural de grande diversidade. Museus, arquitectura, arte, design, moda, cinema, literatura, teatro, música… Um verdadeiro paraíso acessível a todos!
Descalce-se: Se entrar numa casa suíça, mesmo sendo convidado, tire os sapatos. Os suíços têm esse hábito (nós por acaso também e não nos surpreendeu). Na entrada encontrarão um pequeno armário onde colocarão os sapatos.
Despesas: É um país caro! Ainda assim, não será motivo para não fazer as malas e partir à descoberta. Já diz o ditado "quem não tem cão caça com gato", se não pode comer num restaurante pode sempre comprar uma excelente e completa refeição, por exemplo, no Migros e comer, confortavelmente dentro do estabelecimento (no espaço buffet) ou pode optar por levar e sentar-se numa praça, a sentir o movimento de uma cidade. O Migros oferece mais de 80 possibilidades de refeições, sobremesas e petiscos a preços pouco mais elevados que os praticados em Portugal.
"Tugas": Não domina nenhum dos idiomas que se ouvem na Suíça? Não é problema! Este é um país de emigração tradicional portuguesa. Onde há um português, há sempre dois ou tês!! Encontramos portugueses em todos os estabelecimentos e hotéis por onde passamos. São todos prestáveis e ávidos por falar a língua de Camões. Pode ter a certeza de que, com muito carinho partilharão as melhores dicas e como lidar com algum imprevisto.