Cidades amadas viajam connosco para todo o lado

20.1.16
Imaginem que podem levar convosco todas as cidades que amam. Agora, visualizem as cidades transformadas em anéis! Foi o que fez a ourives sérvia, Ola Shekhtman. Segundo o Bored Panda, a ourives muda de residência, de cidade e de país a cada meia dúzia de anos para se inspirar em novas culturas. Esta artista formada na Rússia, em São Petersburgo eterniza assim, em prata, as cidades onde já foi feliz.


Shekhtman faz tudo à mão, aplicando os segredos dos mestres ancestrais. Derrete o metal que usa, molda-o, solda-o, lima-o… Até o anel alcançar a forma desejada.


Tentada e curiosa, abri a página dos trabalhos de Ola Shekhtman e saltou-me à vista este primeiro anel. Ao mesmo tempo ecoava na minha cabeça a célebre frase do filme “Casablanca” - “We`ll always have Paris”…

 Paris



Londres


Estocolmo



Amesterdão


Nova Iorque


Hong Kong 



Washington DC


Berlim


Edimburgo
 Charleston



São Francisco


A alma de uma cidade num anel!


Cartão Europeu de Seguro de Doença

19.1.16
Viajar sem seguro é um risco muito grande. Confiamos e desejamos, naturalmente que tudo corra bem, e na maioria das viagens corre. Mas, há a minoria e é nessas que temos que estar prevenidos. Dentro da Europa temos a vantagem de poder usar o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) - ainda que não seja na integra um seguro de saúde. Conhecem?


O CESD é totalmente gratuito e o titular (que pode circular em turismo, viagem de trabalho ou residência temporária) beneficia de todos os direitos e assistência médica – urgências, acidentes, doença ou maternidade - que os cidadãos do país para onde viaja. É válido no serviço de saúde público e em unidades de saúde privadas, caso as mesmas estejam abrangidas pelo sistema de segurança social/saúde do Estado-Membro onde se encontram temporariamente e aceitem o CESD. Poderão eventualmente ter que pagar taxas moderadoras em ambas as situações.

Onde podem usar?

Em todos os Estados-Membros da União Europeia - Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia e Suécia - e ainda na Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. 

Doentes crónicos

Têm iguais direitos. Podem marcar com antecedência os tratamentos no país a visitar (se for caso disso). O próprio centro de saúde ou o subsistema de saúde em que estão inscritos pode articular com a instituição do outro Estado-Membro. 

Pedir o CESD

Podem solicitá-lo nos seguintes locais:
  • Centro distrital de Segurança Social da vossa área de residência
  • Serviços dos subsistemas de saúde - ADSE, SAMS…
  • Loja do Cidadão
  • Correio electrónico enviado para o centro distrital. O cartão é depois enviado para a vossa residência
  • Açores – Serviços do Instituto da Segurança Social dos Açores
  • Madeira – Centro de Segurança Social da Madeira, IP-RAM
O CESD é enviado para a residência do titular no prazo de cinco dias úteis e tem a validade de três anos. O cartão é individual. Eu solicitei os nossos, quatro, no mesmo formulário. Para evitar atrasos, convém fazer o pedido com alguma antecedência, sobretudo se viajam em época alta. 

Solicitem aqui.

Vejam lista da assistência médica em cada país abrangido pelo CESD. 

Vídeo explicativo do Cartão Europeu de Seguro de Doença.



Organizar o Fim-de-Ano em Nova Iorque

18.1.16
Há datas que gostamos particularmente de celebrar. Para esta mãe são os aniversários! É quando faço anos que sinto que realmente começou um novo ano, um novo ciclo. Ainda assim, o pai da casa adora celebrar fins-de-ano, em grande! Com bons espectáculos de fogo-de-artifício, música e rodeado, claro está, dos que mais ama. 

Depois de analisarmos várias hipóteses decidimo-nos por Nova Iorque! Considerada uma das 10 cidades mais fabulosas do Mundo para entrar no novo ano. O local ideal para deixarmos voar e agradecermos 2015 e acolhermos 2016 esperançosos e de braços abertos! 


Partilhamos agora convosco como organizamos esta viagem, as sugestões e as dicas preciosas para realizem com sucesso mais um sonho.

Passagens aéreas


Elegemos, sempre que possível voos directos ou que incluam apenas uma escala. Com crianças pequenas é francamente mais funcional e menos cansativo. Como viajamos muito com a TAP e as suas parceiras, acabamos por acumular muitas milhas no programa de passageiro frequente Victoria. E nem de propósito, o voo directo Lisboa – Nova Iorque (Newark) era o da TAP. Assim, o pai e a Madalena viajaram com bilhetes tarifados e eu e a Constança com bilhetes prémio. Comprámos as viagens no Verão, a seis meses do evento.

Quanto mais cedo comprarem as viagens maior a possibilidade de conseguirem tarifas menos dispendiosas e garantia de lugares nas datas pretendidas. 

Do aeroporto ao hotel

Também aqui existem inúmeras possibilidades – metro, autocarro, táxi, serviço de motorista.

O meio mais rápido, eficaz e “económico”, para quem viaja com crianças e porque somos quatro: táxi ($80 por percurso). Em pouco mais de meia hora estavamos no hotel. 

Alojamento

O objectivo da viagem era o de assistirmos à famosa “Times Square New Year's Eve ball drop”, desde há 111 anos a renomear Nova Iorque. Queríamos ver ao vivo, a bola gigante cair do edifício "One Times Square". Com duas crianças, uma com dois anos, era impensável enfrentarmos filas de um milhão de pessoas a tentarem alcançar os melhores lugares. Isto, sem falar do frio e do facto de que, quando finalmente se consegue entrar no recinto já não se pode sair, nem para ir à casa-de-banho. Quer dizer, pode-se sair mas não se volta a entrar. 

Iniciamos então uma pesquisa dos melhores hotéis na Times Square para assistir à “drop ball” (a bola que cai e que se pode ver nesta foto da Creative Commons).


A Times Square é um dos lugares mais movimentados e mais coloridos de Nova Ioque. Com uma quantidade impressionante de outdoors gigantes e de altíssima definição, teatros, salas de espetáculos e algumas das lojas mais famosas da cidade, este cantinho mágico nunca dorme, mas nunca dorme mesmo! 

Ficamos uma semana o que nos permitiu escolher dois hotéis na Times Square. Um até dia 30 de Dezembro e o segundo, até ao nosso regresso a Portugal, e com vista frontal de “drop ball”.

Seleccionámos para os primeiros dias o Novotel Times Square e a partir do dia 30 de Dezembro, o New York Marriott Marquis.


Ambos são hotéis fantásticos e super organizados. Ainda assim, para mim que não gosto de grandes concentrações de pessoas no mesmo local, o Novotel torna-se mais aconchegante. Fazer as refeições com uma vista frontal, colossal de “drop ball” é delicioso e revigorante! Além disso, atribuíram-nos um quarto com vista lateral do mesmo local, e de vários teatros da Broadway. Um sonho! E o serviço deste hotel, em todas as áreas é exímio! Sem esquecer que os Novotel são hotéis amigos das famílias e por isso preparados com zonas de lazer para as crianças, quer seja para estar em família, entre amigos ou individualmente. 


No Marriott Marquis escolhemos o quarto com vista directa de “drop ball”. Só pelo facto de acordar e adormecer com essa vista já teria valido a pena passar o réveillon em Nova Iorque!


No dia 31 de Dezembro, todos os hóspedes recebem um cartão que lhes permite circular livremente em todas as ruas da Times Square, a qualquer hora e regressar ao hotel quando bem entenderem. Se se esquecerem do cartão ou não estiverem hospedados nesta zona, não poderão desfrutar desta estrondosa benesse. 


Seguros

Nunca viajamos sem seguro e aventurarmo-nos nos Estados Unidos sem seguro, sobretudo de saúde (onde é tudo pago a peso de ouro), seria inconsequente. Para terem uma pequena ideia, a minha visita às urgências (por já não suportar as dores no braço direito que, entretanto estava já paralisado) do Roosevelt Hospital NY (seis horas de espera e uma TAC para sair de lá com um palpite, sem diagnóstico, com um sling no braço e duas receitas de analgésicos) custou $1800!

Fizemos o seguro com a World Nomads.

Passaportes

Verificamos sempre a validade dos passaportes assim que definimos um novo destino. Até porque, a validade dos das crianças é sempre inferior à dos adultos. Desta vez, os passaportes das manas estavam válidos até Abril deste ano, só que, para viajar para os EUA exigem que tenha a validade de seis meses até depois da data da viagem. Fizemos novos passaportes para as duas.

Visto

Cá em casa, só eu é que tenho uma única nacionalidade - portuguesa. O pai e as filhas têm dupla nacionalidade (venezuelana e portuguesa) o que dá um jeitão na hora de viajar para países como a Rússia, China, Cuba, Irão… já que estão isentos de vistos.

Enquanto portugueses, para viajar para os EUA temos apenas que preencher o formulário online ESTA e aguardar autorização. Depois, imprimir ou guardar o PDF em suporte electrónico para mostrar às autoridades competentes, à saída de Portugal e, quando solicitado às autoridades norte-americanas.

O ESTA tem um custo de $15 por pessoa e a validade de dois anos se entretanto não mudar de passaporte. Se isso acontecer terá que fazer novo ESTA, uma vez que o número do passaporte muda (que foi o que aconteceu às manas que tinham ainda o ESTA válido mas com os dados dos passaportes então renovados). 

Programação de Fim-de-Ano e medidas de segurança


Face aos últimos atentados terroristas, levados a cabo pela Daesh e às frequentes ameaças aos EUA, Nova Iorque esteve em estado de alerta máximo. Esta passagem de ano contou com a maior operação de segurança de sempre.

Só na Times Square estiveram destacados 6 mil polícias fardados, 1200 à paisana, outros mil da unidade antiterrorista recentemente criada, forças de segurança privada. O quartel-general estava implementado no nosso hotel e assistimos em directo a tudo. Sentimo-nos sempre muito seguros.

Convém estudar as medidas de segurança para não serem surpreendidos com a impossibilidade de atravessarem alguma avenida ou visitarem algum lugar especial. Os hotéis disponibilizam essa informação. Já a programação do dia 31 de Dezembro, na Times Square pode encontrá-la aqui.

Deslocações na cidade


Preparem-se para longas filas, em todo o lado. O metro não é excepção mas também nunca é o nosso meio de transporte. É que somos fãs de comboios, autocarros e tudo o que nos permita vivenciar as vistas e vidas dos locais.

Gostamos imenso de andar a pé. A “minúsca” ainda usa o carrinho, o que facilita todo o processo e a “maiúsca” acompanha-nos bem. Em Nova Iorque, o desafio eram sempre os regressos ao hotel, já que é fácil andarmos quilómetros na Big Apple sem nos apercebermos das distâncias percorridas. A nossa média diária foi de 12 quilómetros percorridos a pé. Como ficamos hospedados na Times Square estávamos “próximos” de praticamente tudo o que queríamos visitar nesta viagem.

O tradicional táxi amarelo foi o nosso grande aliado! Encontramos taxistas fantásticos, de várias nacionalidades e que nos contaram tanto acerca da vida em Nova Iorque. Outra opção interessante, se tiverem poucos dias e quiserem ver apenas os pontos mais turísticos são os autocarros turísticos, como por exemplo o Big Bus.

Uma forma imperdível de conhecer a cidade é voando de helicóptero.
Desta vez já não conseguimos, até porque só tivemos um dia de céu limpo e Sol. Mas, na próxima visita que queremos que seja algures entre Junho e Setembro, andaremos. Está prometido!

Réveillons possíveis 

Times Square

Passamos no nosso quarto, melhor era impossível! Vimos tudo, ao vivo e a cores, juntos, longe da confusão. Mas, se optarem por fazer o réveillon nalgum lugar, façam as reservas com bastante antecedência porque esgota tudo!! 

Se a opção for passar na rua, na Times Square, às 9h00 abrem as primeiras seccções. A longa espera, debaixo de frio não é aconselhável quando viajamos com crianças. Nós, não recomendamos. Podem optar por passar a noite num hotel da Times Square. Os preços começam em $500 por pessoa, para ver a "drop ball". 

Num barco

Não será o típico passeio de barco mas sim, uma festa de Réveillon, com vista para Manhattan e para o fogo-de-artifício ao longo do Hudson River com um brinde em flute de Champanhe. Existem várias opções, algumas incluem jantar ou DJ ao vivo, outras são mais luxuosas.

One World Observatory

A festa de Réveillon no One World Observatory esgota rapidamente, oferece petiscos e open bar. Depois das 12 badaladas entra em cena o DJ até o final da festa - 01h00.

Central Park 

Um dos réveillons preferidos pelas famílias que visitam Nova Iorque nesta quadra. As crianças de todas as idades podem participar nas celebrações. À meia noite é lançado o fogo-de-artificio no Naumburg Bandshell, um palco dentro do Central Park (entre a 66th Street e 72nd Street) e pode ser visto a partir de qualquer ponto dentro do recinto.

Desportistas

Para os amantes da corrida, a New York Road Runners Midnight Run propõe um corrida de 6,5 quilómetros pelo Central Park pouco antes da meia noite, seguida de festa com DJ.

Brooklyn Bridge

Atravessar esta emblemática ponte é a escolha de muitos visitantes. Para ver o fogo-de-artificio de New York Harbour têm que estar o mais próximo possível de Brooklyn.

31 de Dezembro na Times Square


A partir das 9h00 a Avenida começa a ser encerrada por secções.

A festa (oficial) inicia-se às 18 horas. A bola acende, em cima do prédio. O palco central (situado na junção da Broadway com a 7th Avenida) começa a receber dezenas de grupos e artistas famosos. 

À medida que o ano novo chega a outros pontos do Globo, celebra-se na Times Square!

Três horas antes da mudança de ano, um milhão de pessoas acompanha em coro, o grande relógio digital e faz a contagem decrescente a cada hora que passa. É arrepiante e contagiante!

Às 23h59 começa a contagem regressiva. Os últimos 10 segundos são os mais intensos e indescritíveis! Pode ver aqui a programação oficial.

As ruas e estações de metro mais próximas estão encerradas, assim como todos os ecopontos, por motivos de segurança.

Não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas na rua.

Uma última dica - Se os vossos filhos forem ainda pequenos ou maiores mas distraídos, coloquem-lhes pulseiras de identificação. Mesmo no hotel não é impossível perdê-los de vista. Nesta altura do ano, acreditem que parece que Nova Iorque, sobretudo a Times Square, é o centro do Mundo!

Investimento

Como dizem em terras do Tio Sam: "it's a once-in-a-lifetime"!!!

Outros posts sobre Nova Iorque - Central Park de A a Z e a charmosa Little Italy.

Little Italy

16.1.16
Nova Iorque é uma cidade amiga das famílias. Está preparadíssima para pôr os petizes a andar quilómetros sem se aborrecerem. Pelo menos, é assim com as manas. Uma surpresa em cada avenida… até que chegamos à charmosa Little Italy!



Um bairro aconchegante, colorido, recheado de aromas e sabores ímpares! 




A cereja no topo do bolo: hora de almoço! Comida italiana, nem podia ser diferente e o que não falta são excelentes opções para nos colocarem com tantas dúvidas quanto apetite e água na boca.

Nós? Optámos pelo Benito One. Numa palavra: delicioso!


Este enclave étnico é uma das zonas mais coloridas da cidade e foi formado pelos primeiros imigrantes italianos que aqui chegaram e que farão parte de Nova Iorque para a eternidade. Conservaram a cultura, idioma, gastronomia até hoje. Ainda assim, Little Italy tem vindo, aos poucos a ser engolida pela vizinha Chinatown. Hoje, muitos dos restaurantes italianos, com letreiros verdes, brancos e encarnados, canções napolitanas e toalhas aos quadrados são propriedade de chineses. 


O Museu Italo-Americano conta-nos a história de homens e mulheres, famílias italianas que ajudaram a erguer Nova Iorque e merece uma visita. 

Para quem aprecia ligações à máfia italiana e quiser reviver um episódio da série “Soprano´s” basta ir até ao Mulberry Street Bar na 176 Mulberry Street. E um dos recônditos da máfia, o restaurante Umberto´s Clam House fica na 132 Mulberry Street. A dois quarteirões, na antiga morada do mesmo restaurante, o célebre mafioso Crazy Joe Gallo foi assassinado enquanto almoçava com a sua família. 


Na Grand Street existem deliciosas lojas antigas de comida, como a Alleva Dairy, especializada em queijos e a Piemonte Co., onde é possível comprar 24 formas e variedades de massa. Difícil é sair de alguma de mãos a abanar.



Ainda em Nova Iorque, descubra tudo o que pode fazer com as suas crianças no "Central Park de A a Z".

Central Park de A a Z

11.1.16
O principal objectivo desta nossa viagem a Nova Iorque era vivenciar uma das passagens de ano mais míticas do Planeta e assim foi! Sabíamos que visitar atracções, com as miúdas seria um desafio acrescido, pelo clima frio e pelas longas filas de espera, próprias da época natalícia. 

Mas, havia um lugar que jamais poderia falhar no roteiro (esquecido em casa): Central Park. É por ele que começo a desvendar-vos o nosso turbilhão de aventuras na cidade que nunca dorme.

O Central Park é um dos ex-líbris dos nova-iorquinos, o espaço público mais importante desta cidade e o mais visitado dos Estados Unidos. A melhor de todas as atracções para todas as famílias!

Lembram-se do post onde partilhei convosco que acabamos por encontrar quase sempre um casamento em cada viagem? Não seria excepção no Central Park, pois claro!!


Aqui, lazer e cultura vivem de mãos dadas, seja qual for a estação do ano. O ambiente envolvente é o  da diversidade nova-iorquina .

O parque, em Manhattan, no coração de Nova Iorque, foi desenhado por Frederick Law Olmsted e Calvet Vaux e demorou 16 anos a ser construído. Envolveu a plantação de mais de 500 mil árvores e arbustos, a construção de 30 pontes e arcos, o transporte de várias toneladas de pedra e terra. Com cerca de 4 km², abriu ao público em 1858 com a intenção de integrar todas as classes sociais. O cidadão é soberano e o responsável pelo espaço. O Central Park recebe 42 milhões de visitas por ano e vive sobretudo de doações privadas e do contributo voluntário dos cidadãos. 





Quanto tempo precisam para conhecer todo o Central Park?



Reservem, no mínimo, dois dias! 
Este mapa vai ajudar-vos a planear a visita.

Qual o melhor meio de transporte para o conhecer: a pé, de bicicleta, pedicab ou de charrete?



Todos! As bicicletas podem ser alugadas por $8/ hora, já 40 minutos de charrete custam $35 por pessoa, sendo que cada charrete transporta até quatro passageiros (é tão romântico e as crianças sentem-se num conto de fadas). Meia hora de pedicab custa $80 e o passeio a pé é gratuito, revigorante e “obrigatório” (existem também excursões a pé, pagas, que duram duas horas ou gratuitas, oferecidas por voluntários do parque)!


A foto do nosso passeio de charrete pelo parque está desfocada mas, quando somos apenas uma família em viagem e sem fotógrafos em casa acontecem estes incidentes. Foi por isso, a única fotografia possível para ilustrar o passeio de charrete pelo Central Park.

O Central Park é um mundo! Somos surpreendidos a cada passo. Ora com esculturas, ora com as inscrições nos bancos oferecidos pelos cidadãos… Motivos não faltam para se deixar invadir pela magia deste local!


Voltando aos bancos do Central Park, são cerca de 8.700 e pode colocar uma placa num deles. Para isso, "basta" que desembolse $7000. 

Seguem alguns dos pontos mais emblemáticos do parque:


The Dairy




Esta casa, em estilo vitoriano, acolhia as crianças e pais na visita ao parque nos seus primórdios. No século XIX converteu-se em pastelaria e em 1979, o local transformou-se num Centro de Informação aos Visitantes. Aqui é possível levantar o mapa do parque, comprar livros acerca do mesmo, sobre NYC, adquirir souvenirs. 
65th St.

Alice In Wonderland



A escultura da "Alice no País das Maravilhas" é uma das mais famosas do Central Park. Homenagem ao clássico de Lewis Carroll representa os principais personagens do conto como o Chapeleiro Maluco, o coelho e o gato. Palco para inúmeros filmes fica numa das regiões mais frequentadas do parque, próximo do “Conservatory Water”. A estátua chegou a este espaço em 1959, uma oferta do filantropo George Delacorte em homenagem à sua falecida esposa, Margarita, que lia a “ Alice” aos filhos do casal. Ahh e esta é mais uma estátua deste parque que convida à escalada e onde não só é permitido como aconselhado.
East Side at 75th Street

Estátua de Hans Christian Andersen








A escultura de Georg John Lober foi fundida no Modern Art Foundry de Queens, inaugurada em 1956 e é uma homenagem ao poeta e escritor dinamarquês de histórias infantis como o “Patinho Feio”, “Soldadinho de Chumbo” e “A Pequena Sereia”. O memorial foi um presente de estudantes dinamarqueses e americanos e financiado sobretudo pela Associação de Mulheres dinamarquesas-americanas para celebrar o 150º aniversário do nascimento de Andersen. 
Esta é mais uma estátua para escalar! 
Em 2002, o monumento foi dedicado às crianças que perderam os seus pais nos atentados às Torres Gémeas, a 11 de Setembro de 2001. Entre Maio e Setembro, todos os sábados, às 11:00 horas, as famílias reúnem-se ao seu redor para ouvirem os contos de Hans. Está próxima da escultura da "Alice no País das Maravilhas", ao lado do Conservatory Water.
74th Street near Fifth Avenue west of Conservatory Water

The Mall – Literary Walk


As duas fotos que fiz no local estão desfocadas. Uso então uma, retirada da Internet, noutra estação do ano.


Um quarteirão dedicado a grandes autores literários como Shakspeare, Sir Walter Scott, Robert Burns, entre outros. As imponentes árvores que sombreiam o local são monitorizadas e um dos cartões-postais de Nova Iorque, palco para inúmeros filmes. 
Mid-Park from 66th to 72nd Streets

Strawberry Fields




Situado em frente ao edifício Dakota, onde viveu o Beatle John Lennon e onde ainda mora a sua viúva, Yoko Ono, este é um jardim feito em homenagem a Lennon. O activista pela paz mundial foi assassinado à porta de casa a 8 de Dezembro de 1980. Yoko Ono, trabalhou com o arquitecto paisagista Bruce Kelly e com o Central Park para aqui criar um local de meditação. A mandala preto-e-branco foi criada por artesãos italianos e oferecida pela cidade de Nápoles. Este local atrai muitos fãs que aqui tocam as músicas do grupo. 
West Side between 71st and 74th Streets

Bathesda Terrace e Bathesda Fountain


O Bethesda Terrace foi projetado para ser o coração do Central Park. Do cimo das escadas a vista do lago e do Great Lawn é deslumbrante e a acústica é perfeita, não é por acaso que é um dos sítios prediletos dos cantores de rua. Em frente a Bethesda Fountain, uma das mais famosas fontes do mundo, também conhecida como Water Angel (o anjo da água), que tem na parte de baixo os quatro querubins que simbolizam a saúde, pureza, temperança e paz, está o idílico Loeb Boathouse, onde poderão alugar barcos a remo, bicicletas e gôndolas. 
East Side between 74th Street and 75th Street. 

Naumburg Bandshell

É a única construção neo-clássica no Central Park. O Naumburg Bandshell foi construído em 1923 e recebe eventos musicais. Elkan Naumburg, um banqueiro e filantropo de Nova Iorque, financiou a construção.
Mid-Park from 66th to 72nd Streets

Shakespeare Garden



Um harmonioso jardim composto com algumas das flores e plantas mencionadas nas obras de Shakespeare. O jardim fica perto do Delacorte Theater, onde entre Maio e Agosto decorre o evento “Shakespeare in the Park”, uma série popular de performances teatrais, onde actuam, por exmplo, Al Pacino, Meryl Streep e Natalie Portmam. 
West Side between 79th and 80th Streets

Sheep Meadow e Tavern on the Green

Também as nossas fotos deste local não estão em condições. Optei por isso, por colocar uma foto retirada da Internet, dos primórdios deste lugar idílico.



Quer descansar ou fazer um piquenique? Sheep Meadow é perfeito! 
Os arranha-céus espreitam pelo topo das árvores e é uma sensação deliciosa. É aqui que fica um dos restaurantes mais emblemáticos de Nova Iorque, também palco de filmes- Tavern on the Green, outrora casa de pastores que guardavam ovelhas no local. A entrada é gratuita.
West Side from 66th to 69th Streets
Tavern on the Green: West Side, 67th Street


Bow Bridge


A ponte de ferro fundida, construída entre 1859 e 1862 é a primeira a surgir no Central Park e a segunda mais antiga dos Estados Unidos. É um dos cartões-postais do parque e um dos locais mais visitados. É tão romântica! 
Mid-Park at 74th Street west of Bethesda Terrace, connecting Cherry Hill and The Ramble

Castelo Belvedere



O castelo foi construído no século XIX em cima da Vista Rock, uma rocha com cerca de 450 milhões de anos! Até os anos 60 o local foi usado pelo Observatório Meteorológico de Nova Iorque mas, ainda hoje são ali registados dados climáticos como níveis de pluviosidade e enviados para a sede da previsão do serviço de meteorologia no Brookhaven National Library em Long Island. Aqui, é possível juntar-se a grupos de observação de aves ou instrução sobre pesca. Todas as actividades são gratuitas e oferta da organização sem fins lucartivos: Central Park Conservancy. 
Mid-Park at 79th Street, in Turtle Pond


Jacqueline Kennedy Onassis Reservoir


O maior lago do Central Park foi baptizado em 1994 em homenagem a Jacqueline Kennedy Onassis. Uma forma de agradecer o seu compromisso e dedicação à cidade que ela tanto amava. O lago é uma das paisagens mais pitorescas do parque e rodeado por um circuito de corrida com 2.4 kms.
85th Street to 96th Street, from east to west

Wolfman Rink



A famosa pista de patinagem no gelo. Quem não se lembra de a ver no “Sozinho em Casa”?! Fica na parte de baixo do Centro de Informação aos Visitantes. 


Central Park Zoo



O palco do filme Madagascar, acolhe leões, macacos, pinguins e ursos polares. Mais informações aqui.
East Side, entre a 63rd Street e a 66th Street

Lembro ainda que, parques infantis também existem ao longo do parque.

Na foto, o prédio com o letreiro encarnado foi cenário para o filme "Caça Fantasmas".


E, por todo o lado, os habitantes mais fofos do parque, sempre à espreita...


Este oásis no coração da agitada Nova Iorque levou-me a reflectir sobre um dos pensamentos do norte-americano, Ralph Waldo Emerson – “Adopte o ritmo da natureza. O segredo dela é a paciência.”

Já conhece a Little Italy? Mostramos tudo aqui.