Desafio com os sabores do mundo

28.1.16
Um dos maiores desafios quando viajamos com crianças, pode muito bem ser a questão da alimentação. Sobretudo, quando partimos à descoberta de destinos mais exóticos que o habitual. Aqui, a filha mais nova repasta-se com qualquer manjar, já a mais velha tem várias questões a ultrapassar em matéria gastronómica, apesar de querer sempre provar de tudo, o que é um excelente ponto de partida. Estamos no final de Janeiro e o ano promete rotas longínquas e com paladares tão diferentes dos nossos. E eis que, nem de propósito, o meu apetite é posto à prova com "A Volta ao Mundo em 80 Pratos"! Numa frase? De fazer crescer água na boca!


A obra de David Loftus é uma adaptação gastronómica inspirada na obra do escritor Júlio Verne. Uma viagem de circunavegação à descoberta das criações culinárias de muitos dos mais conceituados chefes da actualidade.


Jamie Oliver, que assina o prefácio, relata que “é como o Top of the Pops da comida excitante - as melhores garfadas num livro extraordinário”. 


Aqui, podem escolher o destino e saboreá-lo. E é o que vamos começar a fazer, em família para educar os paladares para as aventuras que se avizinham. Como sugere o autor, é só ligar o fogão, escolher um destino e preparar-se para partir... Sendo que esta mãe não é dotada para a culinária: desejem-me boa sorte! Aliás, muito boa sorte!! 


"Ergamos os nossos copos às viagens e aos companheiros de viagem; aos amigos presentes e ausentes; à partilha destas receitas e destes momentos com os entes queridos; ao encher blocos com receitas e recortes como os nossos antepassados faziam; à escrita de diários e livros de desenho; e - principalmente - ao abraçar a vida."
David Loftus

A primeira colisão contra um arranha-céus de Nova Iorque

26.1.16

28 de Julho de 1945, sábado, pouco antes do final da Segunda Guerra Mundial, um bombardeiro norte-americano, B-25, de dez toneladas, dirigia-se para Newark e perdeu-se no nevoeiro. Quando o piloto voltou a ter visibilidade percebeu que voava numa floresta de arranha-céus. Desviou-se de vários mas não conseguiu evitar o embate no Empire State Building. 


Ao tentar subir, o avião esbarrou no andar 79, onde se localizavam os gabinetes da Conferência Nacional Católica, de apoio aos combatentes da guerra. 


Um dos motores caiu no fosso do elevador e incendiou o porão, o outro atravessou sete paredes do edifício até cair na rua 33. O trem de aterragem e outras partes do avião causaram numerosos danos nos edifícios próximos.


Os andares 80 ao 86 eram usados como depósitos e as pessoas dos andares superiores puderam comprovar, pela primeira vez num arranha-céus, a eficácia das escadas de emergência colocadas estrategicamente, que permitiam contornar o edifício e escapar do fogo, além dos sistemas de tijolos e concreto da sua estrutura que serviram de muro de contenção (algo que não aconteceu nas Torres Gémeas nem em arranha-céus modernos, onde não são utilizados estes materiais para não encarecer a construção).


Não fosse sábado e a catástrofe poderia ter sido muitíssimo maior já que num dia normal 16 mil trabalhadores frequentavam o edifício. A notícia correu o mundo através dos jornais e televisões de NI.


Os bombeiros controlaram o incêndio em 40 minutos. Ernie Sisto, um destemido fotógrafo profissional, acompanhou as equipas de salvamento e, ultrapassando os dois andares onde se dera o principal impacto, conseguiu, pendurado dos parapeitos e agarrado pelas pernas por dois ajudantes, tirar a fotografia que serviu de capa ao New York Times do dia seguinte.

Os três tripulantes do bombardeiro e onze funcionários desses gabinetes morreram carbonizados. O edifício resistiu.

O acidente causou um prejuízo de 500 mil dólares, dois dias depois o Empire State foi reaberto.


Inaugurado em maio de 1931, o Empire State era o edifício mais alto de Nova Iorque e também do mundo, com 102 andares e 380 metros de altura, posição que se manteria por 41 anos, até a conclusão da torre Norte do World Trade Center, em 1972.


Dubai a duas velocidades

25.1.16
Ainda não tinha conseguido partilhar convosco a nossa experiência no Dubai. As manas gostaram, era novidade e são crianças, com filtros em desenvolvimento mas suficientemente elásticos para não lhes adornarem as ideias com crenças limitadoras. O pai da casa diz que está visto, as próximas idas, provavelmente só em escala. Eu, que posso eu dizer... 


Não existe apenas um Dubai. Dirão vocês, e com razão que também não existe só um lado de uma moeda. Só que aqui é diferente. No Dubai é tudo em grande! Demasiado grande, elaborado e artificial (para meu gosto). Aquele lado romântico das Arábias… não foi no Dubai que o encontrei. 

Este é o país com o maior edifício do mundo – Burj Khalifa, o maior centro comercial do mundo – Dubai Mall, o restaurante mais alto do mundo - At.mosphere Grill & Lounge, a maior pista artificial de esqui - Ski Dubai, as maiores ilhas artificiais- The Palm, o primeiro hotel de sete estrelas, com paredes de ouro – Burj Al Arab... O maior isto, aquilo... Pensar que aqui era "apenas" uma imensidão de deserto...


Tocamos no céu, atravessamos um túnel debaixo do mar, o vizinho do lado tem um Ferrari pintado a ouro, no banco do pendura não se admirem quando virem repastado um leopardo, é normal, e até há auto-estradas com 16 faixas, construções megalómanas que parecem saídas do mais recente filme de ficção científica, mulheres que usam burca e exibem orgulhosas os seus Christian Louboutin, enquanto fazem notar as suas Vuitton e os filhos seguem atrás com uma ama filipina... Estão a gostar até agora? É um luxo só! O centro das excentricidades. Importaram tudo o que de mais luxuoso e refinado há no mundo e concentraram aqui. Tudo o que o dinheiro pode comprar está à venda no Dubai!


Ficamos muito bem hospedados, fizemos excelentes refeições, amanhecemos na praia, vimos o pôr-do-sol no meio do lago das águas dançantes, assistimos à nossa primeira tempestade de areia do deserto...



Mas, e há sempre um mas, não encontrei a alma deste povo. No Dubai, 85% da população é estrangeira. Destes, a grande comunidade de indianos, paquistaneses e filipinos estão na base da pirâmide e servem os locais e visitantes. E são eles os taxistas, motoristas e são eles que partilham connosco o outro lado da moeda. Aquele que não interessa ao crescente turismo mas que é parte do verdadeiro Dubai. 


Concentram-se em Deira, o bairro mais antigo do Dubai, hoje uma zona pobre, uma mescla de etnias e ofuscada dos roteiros mais turísticos. É em Deira que encontramos a genuinidade deste país. Onde nada é encenado, onde tudo é real. Onde há aromas, sabores e cores, pregões e onde, tantas vezes paramos para perceber se estamos de facto, num país dos Emirados Árabes Unidos. Eu, que ainda não fui à Índia, por mais do que uma vez acreditei que já lá estava. É aqui que fica o Mercado de Especiarias (Spice Souk) e o famoso Mercado de Ouro (Gold Souk), ambos tão aquém dos de Marrocos. Mas, assim como não se comparam pessoas, também não se comparam países.





Voltando ao final do primeiro paragrafo deste post, eu, que posso eu dizer? Foi uma experiência. Não me demorei o tempo suficiente, pode ter sido isso. Vou lá voltar, porque acredito que ele tem uma alma que eu ainda não encontrei. 

Assistir aos jogos da NBA

21.1.16
Sou mais dado à aritmética do que à escrita. Mas, também não viro a cara a um desafio e prometi à Rita que fazia este post. E, aqui estou eu, um pai viajante que adora satisfazer os desejos das suas três amadas. 


Depois de um dia de trabalho sabe bem relaxar. Em Miami, quando há jogo da NBA, basquete ao mais alto nível, as luzes apontam para o American Airlines Arena. É noite de Miami Heat vs Milwaukee Bucks e é para lá que vou!


Como assistir

➡️ Verifiquem o calendário de jogos - o site da NBA está muito bem estruturado

➡️ Promoções
No Miami Heat existe o twHEATup - um Meet & Greet. O bilhete custa $40 para assistir ao jogo com direito a conhecer e fotografar com um jogador depois da partida. Estas promoções aparecem no site oficial, no Facebook e no Twitter.


➡️ Podem comprar os bilhetes no Ticketmaster ou na bilheteira do estádio. Mas, sai mais barato pelo site. Atenção na hora de escolher os lugares. Eles são marcados e não dá para alterar depois de comprados. Os mais baratos são no último anel e assistem de pé (sobretudo com crianças não recomendo).

➡️ As portas da "arena" abrem com uma hora de antecedência.

➡️ Estamos nos EUA e quase que nem precisava mencionar que os estádios estão mais do que preparados para receber pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada.


➡️ Se querem comprar camisolas e companhia, da equipa da casa das duas uma, ou vão mais cedo e estão à vontade na loja ou compram num dia em que não haja jogo.

➡️ Não podem entrar com comida ou bebida. O controlo é rigoroso. Dentro do recinto há de tudo e mais alguma coisa à venda para saciarem a fome.


➡️ São proíbas câmaras fotográficas profissionais.

➡️ A animação é uma constante dentro do recinto. As crianças são bem-vindas e o ambiente é muito educado. Nem se ouvem palavrões mesmo com a equipa da casa a perder feio. O mais "agressivo" que soou no recinto foi em grito desesperado: "Man GO!"

Como diz o ditado "em Roma sê romano"! Vamos lá, tudo a interagir com os gigantes!!
Da próxima vai a família toda ao estádio. Loucura geral!!
O espírito é mesmo: Yes You CAN!!! 

Um abraço do pai Ernesto

Cidades amadas viajam connosco para todo o lado

20.1.16
Imaginem que podem levar convosco todas as cidades que amam. Agora, visualizem as cidades transformadas em anéis! Foi o que fez a ourives sérvia, Ola Shekhtman. Segundo o Bored Panda, a ourives muda de residência, de cidade e de país a cada meia dúzia de anos para se inspirar em novas culturas. Esta artista formada na Rússia, em São Petersburgo eterniza assim, em prata, as cidades onde já foi feliz.


Shekhtman faz tudo à mão, aplicando os segredos dos mestres ancestrais. Derrete o metal que usa, molda-o, solda-o, lima-o… Até o anel alcançar a forma desejada.


Tentada e curiosa, abri a página dos trabalhos de Ola Shekhtman e saltou-me à vista este primeiro anel. Ao mesmo tempo ecoava na minha cabeça a célebre frase do filme “Casablanca” - “We`ll always have Paris”…

 Paris



Londres


Estocolmo



Amesterdão


Nova Iorque


Hong Kong 



Washington DC


Berlim


Edimburgo
 Charleston



São Francisco


A alma de uma cidade num anel!


Cartão Europeu de Seguro de Doença

19.1.16
Viajar sem seguro é um risco muito grande. Confiamos e desejamos, naturalmente que tudo corra bem, e na maioria das viagens corre. Mas, há a minoria e é nessas que temos que estar prevenidos. Dentro da Europa temos a vantagem de poder usar o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) - ainda que não seja na integra um seguro de saúde. Conhecem?


O CESD é totalmente gratuito e o titular (que pode circular em turismo, viagem de trabalho ou residência temporária) beneficia de todos os direitos e assistência médica – urgências, acidentes, doença ou maternidade - que os cidadãos do país para onde viaja. É válido no serviço de saúde público e em unidades de saúde privadas, caso as mesmas estejam abrangidas pelo sistema de segurança social/saúde do Estado-Membro onde se encontram temporariamente e aceitem o CESD. Poderão eventualmente ter que pagar taxas moderadoras em ambas as situações.

Onde podem usar?

Em todos os Estados-Membros da União Europeia - Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia e Suécia - e ainda na Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. 

Doentes crónicos

Têm iguais direitos. Podem marcar com antecedência os tratamentos no país a visitar (se for caso disso). O próprio centro de saúde ou o subsistema de saúde em que estão inscritos pode articular com a instituição do outro Estado-Membro. 

Pedir o CESD

Podem solicitá-lo nos seguintes locais:
  • Centro distrital de Segurança Social da vossa área de residência
  • Serviços dos subsistemas de saúde - ADSE, SAMS…
  • Loja do Cidadão
  • Correio electrónico enviado para o centro distrital. O cartão é depois enviado para a vossa residência
  • Açores – Serviços do Instituto da Segurança Social dos Açores
  • Madeira – Centro de Segurança Social da Madeira, IP-RAM
O CESD é enviado para a residência do titular no prazo de cinco dias úteis e tem a validade de três anos. O cartão é individual. Eu solicitei os nossos, quatro, no mesmo formulário. Para evitar atrasos, convém fazer o pedido com alguma antecedência, sobretudo se viajam em época alta. 

Solicitem aqui.

Vejam lista da assistência médica em cada país abrangido pelo CESD. 

Vídeo explicativo do Cartão Europeu de Seguro de Doença.



Organizar o Fim-de-Ano em Nova Iorque

18.1.16
Há datas que gostamos particularmente de celebrar. Para esta mãe são os aniversários! É quando faço anos que sinto que realmente começou um novo ano, um novo ciclo. Ainda assim, o pai da casa adora celebrar fins-de-ano, em grande! Com bons espectáculos de fogo-de-artifício, música e rodeado, claro está, dos que mais ama. 

Depois de analisarmos várias hipóteses decidimo-nos por Nova Iorque! Considerada uma das 10 cidades mais fabulosas do Mundo para entrar no novo ano. O local ideal para deixarmos voar e agradecermos 2015 e acolhermos 2016 esperançosos e de braços abertos! 


Partilhamos agora convosco como organizamos esta viagem, as sugestões e as dicas preciosas para realizem com sucesso mais um sonho.

Passagens aéreas


Elegemos, sempre que possível voos directos ou que incluam apenas uma escala. Com crianças pequenas é francamente mais funcional e menos cansativo. Como viajamos muito com a TAP e as suas parceiras, acabamos por acumular muitas milhas no programa de passageiro frequente Victoria. E nem de propósito, o voo directo Lisboa – Nova Iorque (Newark) era o da TAP. Assim, o pai e a Madalena viajaram com bilhetes tarifados e eu e a Constança com bilhetes prémio. Comprámos as viagens no Verão, a seis meses do evento.

Quanto mais cedo comprarem as viagens maior a possibilidade de conseguirem tarifas menos dispendiosas e garantia de lugares nas datas pretendidas. 

Do aeroporto ao hotel

Também aqui existem inúmeras possibilidades – metro, autocarro, táxi, serviço de motorista.

O meio mais rápido, eficaz e “económico”, para quem viaja com crianças e porque somos quatro: táxi ($80 por percurso). Em pouco mais de meia hora estavamos no hotel. 

Alojamento

O objectivo da viagem era o de assistirmos à famosa “Times Square New Year's Eve ball drop”, desde há 111 anos a renomear Nova Iorque. Queríamos ver ao vivo, a bola gigante cair do edifício "One Times Square". Com duas crianças, uma com dois anos, era impensável enfrentarmos filas de um milhão de pessoas a tentarem alcançar os melhores lugares. Isto, sem falar do frio e do facto de que, quando finalmente se consegue entrar no recinto já não se pode sair, nem para ir à casa-de-banho. Quer dizer, pode-se sair mas não se volta a entrar. 

Iniciamos então uma pesquisa dos melhores hotéis na Times Square para assistir à “drop ball” (a bola que cai e que se pode ver nesta foto da Creative Commons).


A Times Square é um dos lugares mais movimentados e mais coloridos de Nova Ioque. Com uma quantidade impressionante de outdoors gigantes e de altíssima definição, teatros, salas de espetáculos e algumas das lojas mais famosas da cidade, este cantinho mágico nunca dorme, mas nunca dorme mesmo! 

Ficamos uma semana o que nos permitiu escolher dois hotéis na Times Square. Um até dia 30 de Dezembro e o segundo, até ao nosso regresso a Portugal, e com vista frontal de “drop ball”.

Seleccionámos para os primeiros dias o Novotel Times Square e a partir do dia 30 de Dezembro, o New York Marriott Marquis.


Ambos são hotéis fantásticos e super organizados. Ainda assim, para mim que não gosto de grandes concentrações de pessoas no mesmo local, o Novotel torna-se mais aconchegante. Fazer as refeições com uma vista frontal, colossal de “drop ball” é delicioso e revigorante! Além disso, atribuíram-nos um quarto com vista lateral do mesmo local, e de vários teatros da Broadway. Um sonho! E o serviço deste hotel, em todas as áreas é exímio! Sem esquecer que os Novotel são hotéis amigos das famílias e por isso preparados com zonas de lazer para as crianças, quer seja para estar em família, entre amigos ou individualmente. 


No Marriott Marquis escolhemos o quarto com vista directa de “drop ball”. Só pelo facto de acordar e adormecer com essa vista já teria valido a pena passar o réveillon em Nova Iorque!


No dia 31 de Dezembro, todos os hóspedes recebem um cartão que lhes permite circular livremente em todas as ruas da Times Square, a qualquer hora e regressar ao hotel quando bem entenderem. Se se esquecerem do cartão ou não estiverem hospedados nesta zona, não poderão desfrutar desta estrondosa benesse. 


Seguros

Nunca viajamos sem seguro e aventurarmo-nos nos Estados Unidos sem seguro, sobretudo de saúde (onde é tudo pago a peso de ouro), seria inconsequente. Para terem uma pequena ideia, a minha visita às urgências (por já não suportar as dores no braço direito que, entretanto estava já paralisado) do Roosevelt Hospital NY (seis horas de espera e uma TAC para sair de lá com um palpite, sem diagnóstico, com um sling no braço e duas receitas de analgésicos) custou $1800!

Fizemos o seguro com a World Nomads.

Passaportes

Verificamos sempre a validade dos passaportes assim que definimos um novo destino. Até porque, a validade dos das crianças é sempre inferior à dos adultos. Desta vez, os passaportes das manas estavam válidos até Abril deste ano, só que, para viajar para os EUA exigem que tenha a validade de seis meses até depois da data da viagem. Fizemos novos passaportes para as duas.

Visto

Cá em casa, só eu é que tenho uma única nacionalidade - portuguesa. O pai e as filhas têm dupla nacionalidade (venezuelana e portuguesa) o que dá um jeitão na hora de viajar para países como a Rússia, China, Cuba, Irão… já que estão isentos de vistos.

Enquanto portugueses, para viajar para os EUA temos apenas que preencher o formulário online ESTA e aguardar autorização. Depois, imprimir ou guardar o PDF em suporte electrónico para mostrar às autoridades competentes, à saída de Portugal e, quando solicitado às autoridades norte-americanas.

O ESTA tem um custo de $15 por pessoa e a validade de dois anos se entretanto não mudar de passaporte. Se isso acontecer terá que fazer novo ESTA, uma vez que o número do passaporte muda (que foi o que aconteceu às manas que tinham ainda o ESTA válido mas com os dados dos passaportes então renovados). 

Programação de Fim-de-Ano e medidas de segurança


Face aos últimos atentados terroristas, levados a cabo pela Daesh e às frequentes ameaças aos EUA, Nova Iorque esteve em estado de alerta máximo. Esta passagem de ano contou com a maior operação de segurança de sempre.

Só na Times Square estiveram destacados 6 mil polícias fardados, 1200 à paisana, outros mil da unidade antiterrorista recentemente criada, forças de segurança privada. O quartel-general estava implementado no nosso hotel e assistimos em directo a tudo. Sentimo-nos sempre muito seguros.

Convém estudar as medidas de segurança para não serem surpreendidos com a impossibilidade de atravessarem alguma avenida ou visitarem algum lugar especial. Os hotéis disponibilizam essa informação. Já a programação do dia 31 de Dezembro, na Times Square pode encontrá-la aqui.

Deslocações na cidade


Preparem-se para longas filas, em todo o lado. O metro não é excepção mas também nunca é o nosso meio de transporte. É que somos fãs de comboios, autocarros e tudo o que nos permita vivenciar as vistas e vidas dos locais.

Gostamos imenso de andar a pé. A “minúsca” ainda usa o carrinho, o que facilita todo o processo e a “maiúsca” acompanha-nos bem. Em Nova Iorque, o desafio eram sempre os regressos ao hotel, já que é fácil andarmos quilómetros na Big Apple sem nos apercebermos das distâncias percorridas. A nossa média diária foi de 12 quilómetros percorridos a pé. Como ficamos hospedados na Times Square estávamos “próximos” de praticamente tudo o que queríamos visitar nesta viagem.

O tradicional táxi amarelo foi o nosso grande aliado! Encontramos taxistas fantásticos, de várias nacionalidades e que nos contaram tanto acerca da vida em Nova Iorque. Outra opção interessante, se tiverem poucos dias e quiserem ver apenas os pontos mais turísticos são os autocarros turísticos, como por exemplo o Big Bus.

Uma forma imperdível de conhecer a cidade é voando de helicóptero.
Desta vez já não conseguimos, até porque só tivemos um dia de céu limpo e Sol. Mas, na próxima visita que queremos que seja algures entre Junho e Setembro, andaremos. Está prometido!

Réveillons possíveis 

Times Square

Passamos no nosso quarto, melhor era impossível! Vimos tudo, ao vivo e a cores, juntos, longe da confusão. Mas, se optarem por fazer o réveillon nalgum lugar, façam as reservas com bastante antecedência porque esgota tudo!! 

Se a opção for passar na rua, na Times Square, às 9h00 abrem as primeiras seccções. A longa espera, debaixo de frio não é aconselhável quando viajamos com crianças. Nós, não recomendamos. Podem optar por passar a noite num hotel da Times Square. Os preços começam em $500 por pessoa, para ver a "drop ball". 

Num barco

Não será o típico passeio de barco mas sim, uma festa de Réveillon, com vista para Manhattan e para o fogo-de-artifício ao longo do Hudson River com um brinde em flute de Champanhe. Existem várias opções, algumas incluem jantar ou DJ ao vivo, outras são mais luxuosas.

One World Observatory

A festa de Réveillon no One World Observatory esgota rapidamente, oferece petiscos e open bar. Depois das 12 badaladas entra em cena o DJ até o final da festa - 01h00.

Central Park 

Um dos réveillons preferidos pelas famílias que visitam Nova Iorque nesta quadra. As crianças de todas as idades podem participar nas celebrações. À meia noite é lançado o fogo-de-artificio no Naumburg Bandshell, um palco dentro do Central Park (entre a 66th Street e 72nd Street) e pode ser visto a partir de qualquer ponto dentro do recinto.

Desportistas

Para os amantes da corrida, a New York Road Runners Midnight Run propõe um corrida de 6,5 quilómetros pelo Central Park pouco antes da meia noite, seguida de festa com DJ.

Brooklyn Bridge

Atravessar esta emblemática ponte é a escolha de muitos visitantes. Para ver o fogo-de-artificio de New York Harbour têm que estar o mais próximo possível de Brooklyn.

31 de Dezembro na Times Square


A partir das 9h00 a Avenida começa a ser encerrada por secções.

A festa (oficial) inicia-se às 18 horas. A bola acende, em cima do prédio. O palco central (situado na junção da Broadway com a 7th Avenida) começa a receber dezenas de grupos e artistas famosos. 

À medida que o ano novo chega a outros pontos do Globo, celebra-se na Times Square!

Três horas antes da mudança de ano, um milhão de pessoas acompanha em coro, o grande relógio digital e faz a contagem decrescente a cada hora que passa. É arrepiante e contagiante!

Às 23h59 começa a contagem regressiva. Os últimos 10 segundos são os mais intensos e indescritíveis! Pode ver aqui a programação oficial.

As ruas e estações de metro mais próximas estão encerradas, assim como todos os ecopontos, por motivos de segurança.

Não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas na rua.

Uma última dica - Se os vossos filhos forem ainda pequenos ou maiores mas distraídos, coloquem-lhes pulseiras de identificação. Mesmo no hotel não é impossível perdê-los de vista. Nesta altura do ano, acreditem que parece que Nova Iorque, sobretudo a Times Square, é o centro do Mundo!

Investimento

Como dizem em terras do Tio Sam: "it's a once-in-a-lifetime"!!!

Outros posts sobre Nova Iorque - Central Park de A a Z e a charmosa Little Italy.