Temos a Provence francesa em casa

3.5.16
Gosto de gavetas e armários levemente perfumados. De preferências com aromas frescos e campestres. Já experimentei várias técnicas, nem todas me agradaram. Agora, rendi-me a estes sabonetes, 100% naturais, com aspecto rústico, que espalham magia em tantos lares desde 1894.


São produzidos em pequenas fábricas artesanais, na tradição de sabonetes de óleo vegetal de Marselha. Os Savon du Midi de verbena invadem-nos a casa com a alegria contagiante da doce Primavera que se vive na Pronvence francesa. Cada vez que abro um armário, parece que se abriu um portal que me transporta para os campos floridos de uma das regiões mais românticas da Europa. A Constança e a Madalena também adoram e abrem as gavetas só para "sentirem a Primavera", como gostam de dizer com sorrisos rasgados. É tão bom trazer e apreciar as coisas boas e simples da vida, as coisas amorosas, frescas e leves, também nos nossos lares.

Que Trinca gostosa!

2.5.16
Durante o mês de Maio, dificilmente conseguirei escrever posts longos. A partilha das nossas últimas viagens fica (provavelmente) adiada até Junho. Estou mergulhada num projecto muito querido, intenso e no qual invisto o tempo disponível entre tratar das viajantes mais novas, escolas, terapias, casa... Ainda assim, e porque não faço a fotossíntese, parei para o lanchinho da manhã. Quero partilhar convosco esta fantástica granola de uma marca portuguesa – Trinca - que descobri hoje e que podemos transportar para todo o lado e tornar as nossas viagens e vidas ainda mais saudáveis. 


Combina com tudo! Adicionei-a ao iogurte de soja com mirtilos. Sementes de abóbora, de girassol, de papoila, de sésamo, óleo de coco pressão a frio, flocos de coco, arandos vermelhos, gengibre em pó… Todos ingredientes naturais e biológicos. Simplesmente divinal!
Agora, vou regressar ao meu projecto. 
Bons lanches!

P.S - Sabiam que a granola foi inventada por um médico suíço? Além de muito apetitosa, acarreta uma série de benefícios para o nosso organismo e isso, reflecte-se na saúde. 

A 'Alma' do melhor que cada cidade tem para oferecer

19.4.16
Gosto do que é nosso e sei, genuinamente, que “o que é nacional é bom”, muito bom, aliás! E dito isto, acrescento, tudo o que é nosso é do mundo, ou não tivessem sido os hercúleos portugueses, os grandes descobridores. Sou fã incondicional da Vista Alegre e esta (ou estas), é uma das colecções que adoro, pela sua raiz multi cultural: Alma de Lisboa, Alma do PortoAlma da Madeira, Alma de Madrid e Alma do Rio de Janeiro. Agora, que já bebo café, parece-me oportuno fazê-lo na companhia do melhor que estas deliciosas cidades têm para oferecer. A assinatura é da designer Beatriz Lamanna.

Alma de Lisboa 



Alma do Porto

Alma da Madeira

Alma de Madrid


Alma do Rio de Janeiro

E vocês, rendem-se?

Alto lá e pára o baile!

18.4.16
Já aqui o disse e repito: em todas as viagens regressamos diferentes. Da última então (São Tomé e Príncipe), voltei mesmo irreconhecível! 


Não me cansei de conhecer pessoas e lugares diferentes, saturei-me sim, do (frequente) caminho até lá. Cansei-me de fazer e (sobretudo) desfazer malas, de correr para aeroportos (e viver numa ilha amplia essa fadiga), de tantos controlos de (falsa) segurança, de pesquisar hotéis versus preço/qualidade, procurar os melhores voos, conciliar os seus horários com possível jet lag, se meter vistos ao barulho: piora e muito... Somos quatro, duas são crianças, uma ainda usa fralda, a logística é vasta, por muito que cortemos nas malas. Além disso, estou cansada de um mundo às avessas, de um mundo onde o animal homem crê ser superior ao Criador. Não desejo (neste momento) viajar na Europa. Sério que não! Logo eu, uma europeia assumida! Aliás, nem na Europa, nem em quase parte nenhuma… Entrei numa fase de “ninho”. Acredito que todos precisamos de acalmar, continuar a trabalhar na melhor versão de nós mesmos, centrar nos que nos estão mais próximos, conhecidos e desconhecidos, centrar no nosso espaço, daquele de onde partimos e ao qual regressamos. Aquele que cuidamos com tanto amor e carinho. Aquele que acolhe tantas das nossas memórias de outros mundos. O nosso querido ninho! E é ele que me vai ocupar nos próximos dois meses e algo. É, agora, esse o meu foco, o meu propósito e sem resoluções a vida é um imenso buraco negro. Não sou uma dona de casa de mão cheia, tenho até “horror” ao fogão mas, acredito que todos somos perfeitos nas nossas imperfeições e sou criativa, e isso, é suficiente para percorrer este caminho, aqui, neste nosso cantinho. O nosso ninho, o que nos inspira e onde somos sempre tão felizes. O primeiro passo está dado: destralhar! A próxima grande viagem?! Já está marcada mas, pertence ao futuro e é lá que vai ficar até eu me voltar a lembrar que existe (nas vésperas, talvez e porque a logística assim o obriga). Hummm, por agora, sabe tão bem este colinho tão doce, tão nosso, esta nossa viagem especial, sem aviões, jet lag ou malas pelo meio. Já vos tinha dito que amanhã vou comprar flores?!

Aos olhos delas

14.4.16
A noite e o dia, são assim estas minhas duas crias. E, a noite já não quer caminhar sem a luz do dia e o dia sente falta do romantismo da noite. As duas, completam-se e alcançam o auge da cumplicidade, no lusco-fusco dos dias, naquele momento em que os ponteiros param e os momentos se eternizam. E diz-me a experiência que, cada viagem é, para elas, um encontro ao lusco-fusco. 


Pedi à mais nova, a desafiadora e atrevida da casa, aquela que nos trespassa com olhares envoltos em bolas de fogo (quando a coisa não lhe corre de feição) cruza os braços qual comando, tanto que antevejo honras de dama de ferro, a que quer tudo para anteontem (cópia fidedigna da mãe, neste campo) e à mais velha, doce como o mel, acolhedora, observadora astuta que surge como que envolta numa bruma incandescente de silêncio, determinada e certeira como uma flecha... que fechassem os olhos e voltassem a São Tomé e Príncipe. Depois, que sintetizassem o que viram, ouviram, sentiram...


Madalena (2,5 anos) – “Meninos e tartarugas!”

Constança (9 anos) – “Amor!”


Os olhos destes dois testemunhos da vida, conhecem já tanto das assimetrias de que este nosso mundo é feito. E, é no lusco fusco que se faz luz e se esbatem as diferenças, é no lusco fusco que se dão os encontros inesquecíveis. São Tomé e Príncipe, ficará eternamente gravado no ADN da nossa “noite” e do nosso “dia”.

São Tomé e Príncipe - As dicas!

13.4.16
Leve, leve” – é assim que nos respondem os locais quando lhes perguntamos como estão. É este o lema de São Tomé e Príncipe (STP), conhecido pela “Jóia de África”. Este seguro e tranquilo paraíso, no Golfo da Guiné, tem cores, sabores, aromas e gentes únicas, hospitaleiras e carinhosas! Um sorriso é sempre devolvido em dobro. Aqui, fala-se português e a simpatia (genuína) é soberana. Este, é o estado de espírito de um povo que, não sendo rico (no sentido lato da palavra), tem a felicidade de viver numa terra excepcionalmente fértil, com um mar riquíssimo em delicioso peixe e uma natureza impar. 


Longe, muito distante mesmo, de ser um destino turístico de massas, este arquipélago é, entre 75 florestas de África, e em termos biológicos, a segunda floresta mais importante. Só Príncipe, encabeça a lista de preservação do maior número de espécies endémicas. É mesmo um dos últimos paraísos com biodiversidade auto-sustentável do Planeta. Como nos confidenciou e demonstrou, o responsável pelo Jardim Botânico, é na floresta que reside a farmácia. Medicamentos para todas as patologias, é fascinante! A diversidade é tanta, com tantas texturas, tons, sons, ritmos tão próprios… um cenário encantado para as crianças. 


Partilhamos agora, aquelas que consideramos serem as dicas mais importantes a ter em consideração, na hora de descobrir o paraíso. Faremos depois, uma série de posts exclusivamente sobre cada região e hotéis. Preparados? Vamos lá!

Clima e quando ir

Sempre! O clima é ameno ao longo de todo o ano. Mais quente e seco entre Dezembro e Fevereiro e nublado (pela grava) nos meses de Junho, Julho e Agosto (os meses menos interessantes, segundo os locais, para conhecer STP). É um clima equatorial, com temperaturas médias anuais que variam entre os 22 e os 30 graus centígrados. Mesmo quando chove é fantástico e pouco ou nada arrefece. Neste éden, a água do mar é cristalina, com uma temperatura média de 27 graus, as praias são desertas e rodeadas de coqueiros que se estendem até à beira mar. As paisagens são deslumbrantes, recheadas de cascatas, vegetação luxuriante, florestas impenetráveis e ainda virgens, onde imperam macacos, papagaios e, mais a Norte de São Tomé, as letais cobras pretas - a espécie foi introduzida para controlar a população de ratos, que atacava as plantações de cacau e café. Esta cobra só ataca quando se sente ameaçada, se for pisada, por exemplo e só injecta todo o seu veneno se estiver em risco de vida porque a seguir morre ela também. Por isso, embrenhem-se "tranquilos" pelo verde de perder de vista.

Como ir

A TAP voa para São Tomé e Príncipe mas faz uma escala de 45 minutos no Gana. A STP voa directo. Voamos na TAP e, apesar de termos comprado as viagens em cima da hora, pagamos pouco mais de €650 cada um. Pesquisando com antecedência encontram-se tarifas ainda mais económicas. Na despedida, cada passageiro terá que pagar uma taxa de €20.

Entre ilhas


A STP garante as ligações entre São Tomé e a ilha do Príncipe, num avião de 18 lugares. Cada bilhete (ida e volta) está tarifado em cerca de €200. Podem adquirir directamente no site da STP (foi o que fizemos)

Existe também um ferry que sai de São Tomé ao final do dia para chegar a Príncipe com os primeiros raios de sol. Para quem tem muito tempo disponível e boas relações com a ondulação mais exigente, é uma alternativa mais em conta.

Quantos dias


No mínimo três dias completos em São Tomé para poderem explorar bem o Norte – Centro e Sul da ilha. Para Príncipe, pelo menos quatro dias, para poderem conhecer e desfrutar do que a natureza oferece e não é pouco! São praias e praias desertas, de água quente... Se o paraíso existe ele tem o Príncipe como morada! A ilha tem algumas daquelas que são consideradas as praias mais bonitas do mundo – Praia Banana (que a Bacardi usa para os seus anúncios), Praia Macaco, Praia Boi, Praia Grande, Praia Bom Bom, Praia Santa Rita... Alguma dúvida?!


Visto
Se permanecerem até 15 dias estão dispensados.

Alojamento - As nossas opções e valores (lembramos que somos quatro)

Em São Tomé

Pestana São Tomé - Hotel muito convidativo, na cidade, com uma variedade e qualidade gastronómica notáveis. Cerca de €350 por noite, em regime de meia pensão.

Eco Lodge Praia Inhame - Bungalows (casas) de madeira, que nascem da floresta tropical até à famosa Praia Inhame. Todo o hotel foi pensado em termos auto-sustentáveis e de apoio à população local. Encantador! €150 por noite, com pequeno almoço.

No Príncipe

Roça Belomonte - Uma roça recuperada e transformada em pousada de luxo, com acesso e praia própria, a Praia Banana, considerada uma das mais bonitas do mundo. Para mim, é de facto, a mais maravilhosa que conheci, até hoje! €510 por noite em regime de tudo incluído (TI)

Bombom Island Resort - Um resort de sonho, com bungalows muito bem distribuídos ao longo de duas fantásticas praias - Praia BomBom e Praia Santa Rita. Foi aqui que celebramos as minhas 40 primaveras! €500 por noite em TI

Com excepção do Pestana, conseguimos tarifas com 10% desconto, contratando directamente com os hotéis.

Ilhéu das Rolas – visitar ou ficar?


Visitamos o ilhéu mas optámos por não nos hospedarmos por lá (não nos arrependemos). O ilhéu é bonito mas só tem 3km2 e está votado ao abandono. O único resort existente carece de intervenção urgente. Correndo o risco de ser mal interpretada, diria que de tudo o que vimos em STP é talvez o "menos interessante" (se é que isso existe naquele arquipélago). Vale a pena cruzar a linha do Equador, no marco e no mar, conhecer o ilhéu ... Para isso, podem contratar guias localmente ou ir à aventura. Fomos com o marinheiro que nos transportou desde o Eco Lodge Praia Inhame (onde ficamos hospedados) até às Rolas (uma viagem de 10 minutos de barco). Com crianças pequenas, convém reservarem um dia só para o ilhéu, já que o único meio de transporte são as pernas, há muitas subidas e descidas, trilhos na floresta e: o calor com a humidade podem ser uma mistura explosiva e tornar a aventura muito desafiante. A visita ao ilhéu tem um custo de €6 por adulto e €3 por criança. O transporte (de barco) até ao ilhéu é de €10 por adulto e €5 por criança.

Guia ou carro alugado?! 

É uma decisão muito pessoal e aqui, não foi consensual. O Ernesto queria que alugássemos simplesmente um carro, como fazemos sempre, e partíssemos à aventura. Eu, por ser África, acreditei (que crença tão limitadora e desnecessária) que poderia ser arriscado, sobretudo pelas mais pequenas… Assim, em São Tomé, e recomendado por uma amiga, contratamos um guia com viatura 4x4, que nos acompanhou apenas por dois dias (Centro e Norte da ilha) – desembolsamos €360. O terceiro dia andamos por conta própria, no Sul (onde ficam as praias mais bonitas da ilha – Praia Jalé, Praia Piscina e Praia Inhame) e pelo Ilhéu das Rolas. O transfere que nos levou da Praia Inhame, no Sul, até ao aeroporto (um percurso de cerca de duas horas) custou €60. Mas, quem quer conhecer São Tomé, mesmo com crianças, pode simplesmente alugar um todo-o-terreno (o único capaz de fazer frente às más condições de algumas estradas). Os hotéis asseguram o aluguer (por €50 dia), até porque, não há muitas viaturas disponíveis. Com um mapa, que também vos é fornecido no hotel, percorrem toda a ilha, sem dificuldade. Alguma dúvida, há sempre um habitante por perto e disponível para esclarecer. É o que faremos da próxima vez que visitarmos São Tomé. Já em Príncipe, aconselhamos um guia. Se assim não fosse, desconfio que ainda andávamos a ver os macacos a saltarem de palmeira em palmeira. A Roça Belomonte e o Bom Bom, disponibilizaram-nos guias deles que nos revelaram alguns dos imensos encantos do Príncipe. Atenção a um pormenor: quer seja viatura com guia ou não, não existem cadeiras auto para crianças, nos carros. 

Transporte de bebés e crianças pequenas


Não é um destino que se adeqúe a carros de bebé. Apostem nos slings ou nos panos. Aproveitem, e peçam às mães são-tomenses que vos ensinem a colocar os vossos filhos, como ela transportam os seus (até aos dois/três anos). É um momento giríssimo, estas mulheres sentem-se muito orgulhosas e nós umas “nabas”. 

Vacinação

A vacina da febre amarela já não é obrigatória para viajar para este paraíso. O país, com a ajuda de Taiwan tem redobrado esforços no combate ao paludismo e à malária. Em Príncipe, há quatro anos que não surge um único caso de febre amarela e em São Tomé, poucos aparecem. 

Saúde

É um tema sensível em STP. O serviço público não tem qualidade, nem meios, o privado quase inexistente e segue as mesmas linhas do público. Se acontecer algum contratempo mais grave, o mais certo é serem encaminhados para os vizinhos Gabão ou Gana, onde, segundo as nossas fontes, serão muitíssimo bem atendidos. 

Atenção

Esta terra também é fértil em insectos maçadores e atrevidos que atacam sobretudo ao amanhecer e ao cair da noite! Melgas, mosquitos, moscas, formigas gigantes, centopeias... E, mesmo que sejam biólogos ou colecionadores de insectos, convém que apliquem bastante repelente. Na praia e arredores, assim que o sol se põe, centenas de caranguejos, de varias espécies, invadem os areais. Durante o dia estão abrigados do calor, escondidos em buracos, junto ao fresco dos coqueiros. 

Alimentação


Estivemos em regime de meia pensão, em São Tomé e tudo incluído em Príncipe. Com as miúdas é importante garantir o pequeno-almoço e o jantar. Para o almoço, há várias sugestões consoante a zona da ilha que visitem. Partilhamos alguns restaurantes que experimentámos e adorámos (façam sempre marcação prévia para garantirem lugar). Se forem amantes de peixe, aproveitem para abusar! É maravilhoso!

São Tomé:

Zona Centro: Club Santana – Na vila de Santana O site do Club
Zona Norte: Restaurante Santola – Cidade de Neves
Zona Sul: Eco Lodge Praia Inhame - Cidade de Porto Alegre

Outros:

Roça São João dos Angolares - https://www.facebook.com/rocasaojoao
Dona Tété - https://www.facebook.com/restaurantedonatete
Papa Figo

Príncipe:

Praia Banana – através da Roça Belomonte que confecciona verdadeiros banquetes na praia
BomBom Island

Preços

São Tomé, por ser uma ilha e, apesar de ter um solo fértil e um mar abundante em peixe e marisco, ainda depende e muito do exterior. A maioria dos produtos que aqui se consomem são importados de Portugal e da Líbia o que encarece o custo e não é pouco. E dito isto, posso dar-vos o exemplo de um simples chocolate, que apesar de ser produzido na ilha, chega às prateleiras do supermercado por €13 e uma garrafa de água (Luso) por €2! Ainda assim, é possível fazer refeições em conta, aquelas que dependem, em exclusivo, dos produtos que aquela terra e mar dão.

Em Príncipe, dá-se o fenómeno da dupla insularidade, uma vez que os produtos têm que chegar a São Tomé e daí vão até Príncipe. Ou seja, é ainda mais caro. 

Moeda

A moeda de STP é a dobra. 1 euro são 24.500 dobras. Tenham apenas atenção que as notas de 1000 e de 10.000 e as de 500 e 5.0000 são muito idênticas. Podem trocar euros e dólares nos hotéis, o câmbio é fixo. Trocamos apenas 100$ (para toda a viagem) com a responsável da empresa onde contratámos o guia e nos fez um câmbio mais em conta. Os restantes pagamentos fizemos com cartão ou transferências bancárias online e, para outros usamos euros, que são aceites em praticamente todo o lado. 

Tomadas

Iguais às nossas

Obrigatório levar

Repelente
Fenistil ou semelhante (acreditem que mesmo besuntados de repelente vão ser cumprimentados por uma melga ou mosquito)
Protector solar (factor de protecção elevado)

O que oferecer, como e a quem


Levem brinquedos, roupa, calçado (sempre de Primavera – Verão), material escolar, livros, pasta de dentes e escovas e entreguem às crianças e famílias das populações mais isoladas, onde existem menos apoios e são mais carenciadas. 
Se optarem por entregar numa ONG, saibam que, em São Tomé operam 160. Mas, à semelhança do que acontece noutros países, nem todas canalizam os bens a quem se destinam. Muitas ofertas são desviadas, vendidas... Certifiquem-se, com conhecidos, que estão a entregar às pessoas certas, no sitio certo.

Quanto aos doces, vão ouvir muitas vezes: "dá-me doce, doce”. Evitem dar. Nem sequer levamos!! Pode parecer cruel mas não é. Estas crianças não têm acesso a dentistas, além disso, consomem bastantes frutas tropicais que são suficientemente doces. Ao lançar-lhes doces, vão estar a promover a disputa entre semelhantes e em nada as dignifica enquanto seres humanos. Elas vão simplesmente disparar a correr atrás do carro e correm o risco de se magoarem seriamente. Todos os voluntários que com quem conversamos, garantiram-nos o mesmo: "É um péssimo hábito introduzido pelos turistas. Estas crianças não precisam que lhes atirem doces para as cativar, não são animais no zoológico"...

Para Príncipe, cada passageiro está autorizado a transportar até 15kg. Os bens que quiserem doar, incluindo medicamentos (tão necessários) podem entregar, com confiança absoluta, às irmãs Maria e Eufrosina, irmãs servas da Sagrada Família (vivem numa casa, praticamente em frente à igreja, na cidade de Santo António) e que auxiliam as populações mais carentes daquela ilha. Também podem entregar, com igual confiança, na Associação Rosa Pão (rosapaoprincipe@gmail.com e https://www.facebook.com/Rosa-Pão).

Fotografias

As crianças adoram ser fotografadas, já os adultos, nem tanto, sobretudo nos mercados. Aqui, podem mesmo ser agressivos. Peçam sempre autorização antes de fotografar as pessoas e mostrem-lhes o resultado final. Elas deliram! 

O que comprar


Como imaginarão, STP não é o comum destino de compras. Ainda assim, deixem-se invadir pelas cores e aromas dos mercados e ajudem a economia local, comprando, por exemplo, malaguetas, óleo de palma, óleo de coco, frutas exóticas. Podem transportar no avião e aventurarem-se em cozinhados com novos paladares. Nós, até cacau trouxemos, para plantarmos um cacaueiro. Vamos ver no que dá! Depois, há todo o artesanato, bem interessante, por sinal. Panos com cores fantásticas e quentes. E claro, os chocolates – comprem no supermercado que poupam imenso.


Um vídeo verdadeiramente inspirador sobre o paraíso de Príncipe. 

Já sabem como e porquê fomos bater a STP? Coisas do "acaso"… aqui.

E algo que têm mesmo que fazer em STP? Contamos neste post.

Outra coisa que não vão querer perder e que é tão doce.

Entretanto, se tiverem dicas a acrescentar a estas, partilhem connosco, são sempre bem-vindas. Até já!

Da Rússia a São Tomé e Príncipe, de dentro para fora

11.4.16
Esta semana começo a escrever os posts sobre esta nossa riquíssima viagem a São Tomé e Príncipe.


Hoje, quero apenas partilhar um “acaso” (coisa que não existe nas nossas vidas). Tínhamos tudo programado para irmos para a Rússia. Só eu preciso de visto, já que a Venezuela tem acordos com este país e tanto as miúdas quanto o pai, são também venezuelanos. Deu um trabalhão tratar do visto (hei-de contar-vos, em pormenor, noutra altura). Entretanto, a TAP altera a data da ida e ficamos com menos dias disponíveis. Ainda refiz o roteiro mas não iríamos aproveitar muito. Além disso, em Moscovo, tinha acabado de cair o maior nevão dos últimos 50 anos e estava um frio de rachar! Como não é possível acrescentar dias ao visto, também não era praticável regressar mais tarde e compensar a ida mais tardia. Depois de muitas negociações (árduas) com os hotéis, consegui que, pelo menos dois, aceitassem a alteração das datas para Setembro. Assim, e em cima da hora, ficamos com as férias da Páscoa em aberto. Ponderamos vários destinos. Seleccionámos locais quentes e o mais naturais possível. Mas, faltava encontrar aquele lugar, aquele onde a nossa ida pudesse realmente mudar algo nas nossas vidas e na de terceiros... Eis que, “do nada”, surge São Tomé e Príncipe!
O Ernesto na Venezuela e eu em Portugal. Era 1h quando iniciámos a busca conjunta de voos, alojamento... Às 4h a tarefa estava, finalmente, concluída com sucesso. Daí a dez dias partíamos para uma das grandes aventuras das nossas vidas.


Em miúda quis ser missionária para embarcar para África, com as irmãs do colégio (sou antiga aluna Salesiana). Enquanto não ia, enviava bens – material escolar, roupa, calçado... Com o crescimento, entendi que as missões se fazem também em casa e foi assim que entrei (de forma muito singela) neste admirável mundo (o Ernesto já acompanhou parte deste percurso – sim, caminhamos juntos há praticamente 21 anos). Primeiro em Cascais, no Bairro da Torre. Onde hoje irradiam luxuosos edifícios, existiam barracas. Era ali que viviam dezenas de famílias, a maior parte de origem africana, totalmente desamparadas. Foi o primeiro contacto com os rostos e nomes dos que pouco ou nada têm e isso: faz muita diferença, toda, aliás! Ajudar à distância é fácil, é indolor. Enche-nos de alegria mas é efémero, não custa. Estar no terreno muda toda a perspectiva e recebemos muito mais do que o que alguma vez possamos dar. Voltei a ter vontade de fazer as malas e partir. Na Venezuela também participamos em acções de voluntariado mas de uma forma mais distante por causa da insegurança absurda em que o país está mergulhado e isso, não me preenche... Agora, estava a dias de completar 40 anos e, além do Ernesto, tínhamos as nossas duas filhas com quem eu podia partilhar este sonho antigo. Fomos e, se nunca voltamos os mesmos das viagens que fazemos, desta vez então, somos outros!


Conhecemos pessoas que, de tão altruístas e fraternas que são, bem podiam ser corações com nome. Conhecemos, crescemos, demo-nos mas recebemos muitíssimo mais, e não é um cliché. Outra coisa que aprendemos foi, e por incrível que possa parecer, a pobreza não é igual em África e na América Latina. Em África, aceitam genuinamente o que se lhes dá, na América Latina (e a nossa experiência reduz-se à Venezuela), olham primeiro para as marcas do que se lhes oferece. É quase alienígena mas é real e revela tanto do mundo em que vivemos...


Duas coisas que os quatro trouxemos como certeza: queremos regressar e sim, “serás abençoado quando te fizeres bênção na vida dos outros”!