É ela que nos move

14.5.16
Amanhã, 31 anos passados, a Constança vai usar o meu vestido na sua Primeira Comunhão. É simples, curto com enorme significado para um dia abençoado que desejamos que marque a continuação de uma eterna amizade com Jesus.


A tiara é um presente de uma querida amiga, saiu das mãos da fada Raquel - Chapeauxik - e marcará para sempre este momento tão importante das nossas vidas, sobretudo da vida da doce Constança. Uma data que se torna ainda mais especial por assinalar o Dia Internacional da Família. 
A única coisa que pedimos a Deus é que nos abençoe sempre com a Fé.

15 Mandamentos de Maria Montessori

11.5.16
Despertei para as questões da parentalidade quando decidi ser mãe. Intensifiquei a descoberta com o nascimento da Constança e mergulhei a fundo, quando percebemos que ela era uma menina "diferente" (como se não o fossemos todos). Foi nessa altura que entrei no mundo da Programação Neurolinguística (PNL) e me formei na área. Sou Master em PNL com especialização em educação, também com PNL, certificada internacionalmente pelo NTI/NLP, na Holanda e pela PNL Portugal. Já por aqui te revelei que as vantagens da aplicação da PNL são inúmeras, variadas e apropriadas a todas as idades e a todos os momentos. Hoje, deixo-te os 15 mandamentos de Maria Montessori, que assentam na PNL. A primeira mulher italiana médica, psiquiatra, psicóloga, especialista em educação exemplar, que acreditou sempre no imenso potencial de crianças com necessidades educativas especiais e que não teve dúvida que os princípios que vais ler são fundamentais no desenvolvimento de toda e qualquer criança. Afinal, “a primeira tarefa da educação é agitar a vida, mas deixá-la livre para se desenvolver."


1 – Tem sempre presente que a criança aprende com o que está ao seu redor. És o seu melhor modelo.

2 - Se perdes tempo a criticar o teu filho, a primeira coisa que ele aprenderá é a julgar.

3 - Por outro lado, se o elogias regularmente, ele vai aprender a valorizar.

4 - O que acontece se mostrares a tua hostilidade a uma criança? Ela vai aprender a brigar.

5 - Se for ridicularizada com frequência, a criança vai tornar-se uma pessoa tímida. 

6 - Ajuda o teu filho a crescer sentindo-se seguro em todos os momentos, e ele aprenderá a confiar.

7 - Se tu menosprezas o teu filho frequentemente, um sentimento muito negativo de culpa irá crescer dentro dele.

8 - Faz com que o teu filho sinta que as ideias e opiniões dele são sempre valorizadas. Assim, ele vai desenvolver a auto-estima.

9 - Se a criança vive numa atmosfera onde se sente cuidada, integrada, amada e importante, aprenderá a encontrar o amor no mundo.

10 - Nunca fales mal do teu filho, nem quando ele está por perto, nem quando está ausente.

11 - Concentra-te no facto de que o teu filho está a crescer e a desenvolver-se da melhor forma possível. Valoriza sempre o lado bom da criança, para que nunca haja espaço para o mal.

12 - Ouve sempre o teu filho e responde quando ele se aproximar de ti com uma pergunta ou um comentário.

13 - Respeita o teu filho, mesmo que ele tenha cometido um erro. Apoia-o e corrige-o, agora ou talvez um pouco mais tarde, mas fá-lo.

14 - Tens que estar disposto a ajudar o teu filho se ele estiver à procura de algo, mas também deves estar disposto a deixá-lo encontrar o caminho sozinho.

15 - Quando falares com o teu filho, fá-lo sempre da melhor maneira. Oferece-lhe o melhor que há em ti.

Temos a Provence francesa em casa

3.5.16
Gosto de gavetas e armários levemente perfumados. De preferências com aromas frescos e campestres. Já experimentei várias técnicas, nem todas me agradaram. Agora, rendi-me a estes sabonetes, 100% naturais, com aspecto rústico, que espalham magia em tantos lares desde 1894.


São produzidos em pequenas fábricas artesanais, na tradição de sabonetes de óleo vegetal de Marselha. Os Savon du Midi de verbena invadem-nos a casa com a alegria contagiante da doce Primavera que se vive na Pronvence francesa. Cada vez que abro um armário, parece que se abriu um portal que me transporta para os campos floridos de uma das regiões mais românticas da Europa. A Constança e a Madalena também adoram e abrem as gavetas só para "sentirem a Primavera", como gostam de dizer com sorrisos rasgados. É tão bom trazer e apreciar as coisas boas e simples da vida, as coisas amorosas, frescas e leves, também nos nossos lares.

Que Trinca gostosa!

2.5.16
Durante o mês de Maio, dificilmente conseguirei escrever posts longos. A partilha das nossas últimas viagens fica (provavelmente) adiada até Junho. Estou mergulhada num projecto muito querido, intenso e no qual invisto o tempo disponível entre tratar das viajantes mais novas, escolas, terapias, casa... Ainda assim, e porque não faço a fotossíntese, parei para o lanchinho da manhã. Quero partilhar convosco esta fantástica granola de uma marca portuguesa – Trinca - que descobri hoje e que podemos transportar para todo o lado e tornar as nossas viagens e vidas ainda mais saudáveis. 


Combina com tudo! Adicionei-a ao iogurte de soja com mirtilos. Sementes de abóbora, de girassol, de papoila, de sésamo, óleo de coco pressão a frio, flocos de coco, arandos vermelhos, gengibre em pó… Todos ingredientes naturais e biológicos. Simplesmente divinal!
Agora, vou regressar ao meu projecto. 
Bons lanches!

P.S - Sabiam que a granola foi inventada por um médico suíço? Além de muito apetitosa, acarreta uma série de benefícios para o nosso organismo e isso, reflecte-se na saúde. 

A 'Alma' do melhor que cada cidade tem para oferecer

19.4.16
Gosto do que é nosso e sei, genuinamente, que “o que é nacional é bom”, muito bom, aliás! E dito isto, acrescento, tudo o que é nosso é do mundo, ou não tivessem sido os hercúleos portugueses, os grandes descobridores. Sou fã incondicional da Vista Alegre e esta (ou estas), é uma das colecções que adoro, pela sua raiz multi cultural: Alma de Lisboa, Alma do PortoAlma da Madeira, Alma de Madrid e Alma do Rio de Janeiro. Agora, que já bebo café, parece-me oportuno fazê-lo na companhia do melhor que estas deliciosas cidades têm para oferecer. A assinatura é da designer Beatriz Lamanna.

Alma de Lisboa 



Alma do Porto

Alma da Madeira

Alma de Madrid


Alma do Rio de Janeiro

E vocês, rendem-se?

Alto lá e pára o baile!

18.4.16
Já aqui o disse e repito: em todas as viagens regressamos diferentes. Da última então (São Tomé e Príncipe), voltei mesmo irreconhecível! 


Não me cansei de conhecer pessoas e lugares diferentes, saturei-me sim, do (frequente) caminho até lá. Cansei-me de fazer e (sobretudo) desfazer malas, de correr para aeroportos (e viver numa ilha amplia essa fadiga), de tantos controlos de (falsa) segurança, de pesquisar hotéis versus preço/qualidade, procurar os melhores voos, conciliar os seus horários com possível jet lag, se meter vistos ao barulho: piora e muito... Somos quatro, duas são crianças, uma ainda usa fralda, a logística é vasta, por muito que cortemos nas malas. Além disso, estou cansada de um mundo às avessas, de um mundo onde o animal homem crê ser superior ao Criador. Não desejo (neste momento) viajar na Europa. Sério que não! Logo eu, uma europeia assumida! Aliás, nem na Europa, nem em quase parte nenhuma… Entrei numa fase de “ninho”. Acredito que todos precisamos de acalmar, continuar a trabalhar na melhor versão de nós mesmos, centrar nos que nos estão mais próximos, conhecidos e desconhecidos, centrar no nosso espaço, daquele de onde partimos e ao qual regressamos. Aquele que cuidamos com tanto amor e carinho. Aquele que acolhe tantas das nossas memórias de outros mundos. O nosso querido ninho! E é ele que me vai ocupar nos próximos dois meses e algo. É, agora, esse o meu foco, o meu propósito e sem resoluções a vida é um imenso buraco negro. Não sou uma dona de casa de mão cheia, tenho até “horror” ao fogão mas, acredito que todos somos perfeitos nas nossas imperfeições e sou criativa, e isso, é suficiente para percorrer este caminho, aqui, neste nosso cantinho. O nosso ninho, o que nos inspira e onde somos sempre tão felizes. O primeiro passo está dado: destralhar! A próxima grande viagem?! Já está marcada mas, pertence ao futuro e é lá que vai ficar até eu me voltar a lembrar que existe (nas vésperas, talvez e porque a logística assim o obriga). Hummm, por agora, sabe tão bem este colinho tão doce, tão nosso, esta nossa viagem especial, sem aviões, jet lag ou malas pelo meio. Já vos tinha dito que amanhã vou comprar flores?!

Aos olhos delas

14.4.16
A noite e o dia, são assim estas minhas duas crias. E, a noite já não quer caminhar sem a luz do dia e o dia sente falta do romantismo da noite. As duas, completam-se e alcançam o auge da cumplicidade, no lusco-fusco dos dias, naquele momento em que os ponteiros param e os momentos se eternizam. E diz-me a experiência que, cada viagem é, para elas, um encontro ao lusco-fusco. 


Pedi à mais nova, a desafiadora e atrevida da casa, aquela que nos trespassa com olhares envoltos em bolas de fogo (quando a coisa não lhe corre de feição) cruza os braços qual comando, tanto que antevejo honras de dama de ferro, a que quer tudo para anteontem (cópia fidedigna da mãe, neste campo) e à mais velha, doce como o mel, acolhedora, observadora astuta que surge como que envolta numa bruma incandescente de silêncio, determinada e certeira como uma flecha... que fechassem os olhos e voltassem a São Tomé e Príncipe. Depois, que sintetizassem o que viram, ouviram, sentiram...


Madalena (2,5 anos) – “Meninos e tartarugas!”

Constança (9 anos) – “Amor!”


Os olhos destes dois testemunhos da vida, conhecem já tanto das assimetrias de que este nosso mundo é feito. E, é no lusco fusco que se faz luz e se esbatem as diferenças, é no lusco fusco que se dão os encontros inesquecíveis. São Tomé e Príncipe, ficará eternamente gravado no ADN da nossa “noite” e do nosso “dia”.