O Navio-Escola Sagres e a Fragata D. Francisco de Almeida, estão à vossa espera, com entrada gratuita, no Terminal de Cruzeiros de Alcântara, durante toda a semana até dia 20 de Maio,das 14h00 às 22h00. A iniciativa insere-se nas comemorações do Dia da Marinha que se celebra precisamente a 2O de Maio. A data presta homenagem ao navegador português Vasco da Gama, que nesse dia, em 1498, pela primeira vez na história, concretizou a ligação marítima entre a Europa e o Oriente, com chegada à Índia.

O Navio- Escola Sagres (NRP Sagres) com 89,5 m de comprimento, foi construído, em 1937, nos estaleiros Blohm & Voss (em Hamburgo), tendo recebido na altura, o nome de "Albert Leo Schlageter". Foi o terceiro de uma série de quatro navios construídos para a marinha alemã. Em 1962, foi incorporado na Marinha Portuguesa como navio-escola e com o nome Sagres. Além da missão da instrução dos cadetes, o navio-escola Sagres é regularmente usado na representação da Marinha e do País, funcionando como embaixada itinerante de Portugal.
Eu, que não sou fã de bacalhau, comi o melhor Bacalhau à Brás deste mundo, a bordo do deslumbrante navio, nas celebrações dos 500 anos da cidade do Funchal.
Brasão de Armas
A Cruz de Cristo (vermelho) foi utilizada nas velas (branco) dos navios portugueses a partir do século XV. Era o símbolo da Ordem Militar de Cristo, da qual o Infante D. Henrique foi "regente e governador", desde 1420. Este símbolo constituiu um útil suporte económico e tornou possível o início da Expansão e dos Descobrimentos Portugueses. O ramo de carrasqueira (ouro) era o símbolo pessoal do Infante e exprime a tenacidade, a rusticidade e o desapego pelos bens materiais e honras fáceis.
O astrolábio náutico (ouro), embora ainda não utilizado durante a vida do Infante, representa a ciência e a instrução da arte de navegar que permitiu aos pilotos portugueses demandarem novos portos, novos continentes e novas ilhas.
O fundo azul, onde se encontram inscritos os motivos a ouro acima referidos, representa o "mar oceano" que, legado de Portugal une e deixou de separar.
Patrono
O Infante D. Henrique, figura de proa do NRP Sagres, terceiro filho de D. João I, foi o grande impulsionador dos descobrimentos portugueses. No início da expansão portuguesa em África, participou ao lado de seu pai na conquista de Ceuta, em 1415. Durante o período em que o Infante viveu, Portugal consolida a sua opção atlântica, já patente aquando da aliança com Inglaterra, estabelecida em 1373.
O grande mérito da sua acção em apoiar e incentivar as viagens de descobrimento foi crucial para o impulso da exploração geográfica e económica das terras do litoral africano e das ilhas atlânticas. Tal facto possibilitou a descoberta (1419) e colonização da Madeira (1425), o dobrar do cabo Bojador (1434), a descoberta (1427) e colonização dos Açores (1439), o chegar ao cabo Branco (1441), à ilha de Arguim (1443), ao rio Senegal (1444), ao arquipélago de Cabo Verde (1456) e à Serra Leoa (1460).
Com uma postura pragmática e calculista, criou as bases para a expansão marítima que iniciou e que pôde, após a sua morte, ser continuada. Na realidade, quando ordenou as primeiras viagens para sul, os seus objectivos, face aos valores da época, não seriam inovadores. Mas os resultados dessas navegações foram extraordinários para Portugal e para o mundo. A sua divisa "talant de bien faire" (vontade de bem fazer) é pois com toda a justiça utilizada no brasão de armas da Escola Naval.
Aqui pode consultar a agenda com o programa completo do
Dia da Marinha Portuguesa.
Fonte: Marinha Portuguesa