Príncipe, Reserva Mundial da Biosfera, considerada a Jóia de África, é dos poucos lugares do mundo onde o futuro das tartarugas está garantido. Este é o refúgio seguro para as tartarugas na costa ocidental africana que aqui sentem-se totalmente protegidas. A prova está no considerável aumento da população de tartarugas, só nos últimos três anos. A espécie Sada, em vias de extinção mundial, está agora, praticamente a salvo.
O
programa de protecção destes animais assumiu um papel relevante quando a população local entendeu a importância da protecção e conservação das tartarugas e a transformou numa prioridade sua. Este projecto de protecção e conservação das tartarugas envolve a
Associação das Tartarugas Marinhas, o operador turístico
HBD e o
Governo Regional do Príncipe.
Fotografia retirada da Internet
Até ao final de Abril, mais de 600 ninhos eclodiram. Alguns naturalmente, outros com auxílio das equipas preparadas para o efeito. A solução encontrada para proteger dos pregadores (sobretudo dos caranguejos e aves de rapina) as três principais espécies de tartarugas que aqui nascem.
Nas águas mornas e cristalinas de São Tomé e Príncipe encontram-se cinco espécies de tartarugas marinhas, das quais quatro sobem à praia para desovar - Dermochelys Coriacea, tartaruga de Couro ou Ambulância; Chelonia Mydas, Amboou Mão Branca; Eretmochelys Imbricata, Caco ou Sada; Lepidochelys Olivacea, Tatô ou Olivacea e uma espécie - Caretta Caretta, Careta ou Cabeça Grande - que utiliza o arquipélago apenas como habitat oceânico.
No breu da noite, atravessamos parte da floresta tropical, depois uma imensa praia (Praia Grande), acompanhados por dois guias e apenas com a luz mínima dos telemóveis e pequenas lanternas e tivemos a bênção de ver eclodir as tartarugas, das duas formas e de as orientarmos até ao mar. Uma emoção ímpar para nós e sobretudo, para a Constança e para a Madalena e uma experiência que não tínhamos conseguido ter nos EUA, nem em Aruba, onde também conhecemos ninhos de tartarugas.
Daqui a 25 anos, estes filhotes regressarão, a esta mesma praia para desovarem. É o desenvolvimento sustentável do Príncipe. Que seja um exemplo para o mundo!
Desova
As posturas têm início no mês de Setembro e prolongam-se até ao final de Fevereiro. Ainda assim, os principais meses (óptimos para a observação) são Dezembro e Janeiro - nesta altura já se consegue ver, em simultâneo, mães e filhos.
Para desovar, as fêmeas procuram praias desertas e normalmente aguardam o anoitecer, já que o calor da areia, durante o dia, dificulta a postura e a escuridão protege-as dos perigos. A presença de lixo na areia, barulho, a iluminação repentina (ou contínua) e outros factores ambientais, podem afugentar a subida da fêmea, e consequentemente provocar o seu retorno imediato ao mar.
Recorremos a fotografias de Internet para vos mostrar as mães que nesta altura já não estão no Príncipe e uma das crias, durante o dia, já que as visitamos na desova, durante a noite.

Depois da postura a mãe regressa ao mar e entre 45 e 60 dias depois, dependendo da temperatura da areia da praia, os cerca de 120 ovos rompem-se e nascem os filhotes. É a partir dessa altura que é possível vê-los.
Nascimentos
Estima-se que em mil tartarugas nascidas, apenas uma ou duas chegam à idade adulta. Depois de adultas, poucos animais conseguem ameaçá-las – à excepção do homem.
Neste
post têm todas as dicas para visitarem e conhecerem São Tomé e Príncipe e
neste, o porquê de elegermos este destino.
Aqui, o que as nossas crianças sentiram nesta deslumbrante viagem. Ainda têm dúvidas de que o paraíso mora em Príncipe?
Aqui, todas as dicas para viajar e ser feliz em STP.
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